domingo, 20 de maio de 2018

Chefe do tráfico é morto em operação das Forças Armadas no RJ



Um dos chefes do tráfico do Morro da Barão (São José Operário), na Praça Seca, Sérgio Luiz da Silva, conhecido como Da Rússia, foi morto durante operação da polícia e das Forças Armadas na manhã de sábado (19). Da Rússia estava foragido há cerca de dois anos quando, quando foi apontado como um dos responsáveis pelo estupro coletivo de uma menor de idade em 2016.

Segundo a polícia, Da Rússia era o homem forte da guerra na Praça Seca e braço direito de Luiz Cláudia Machado, o Marreta, nas ruas.
Na ação deste sábado, pelo menos outros seis suspeitos morreram. Homens do Exército e das polícias atuam também nas comunidade Bateau Mouche, Caixa D'Água, Chacrinha, Mato Alto, Covanca e Pendura-Saia, todas na região da Praça Seca.

Traficante escapou de outros cercos 

Em junho de 2015 houve uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na comunidade da Covanca, na qual Da Rússia também era o chefe. Seis pessoas morreram nessa ação e cerca de R$ 15 milhões do tráfico que estavam escondidos em tonéis desapareceram.
A PM chegou a instaurar um inquérito policial militar, fez buscas em armários dentro do próprio Bope, mas nunca chegou a uma conclusão do que realmente aconteceu naquela operação. Na época, Da Rússia escapou.

Desde a noite desta sexta-feira (18), as forças de segurança realizam uma megaoperação nas comunidades da Zona Oeste do Rio. Até as 8h30, nove pessoas tinham sido presas na ação, que envolve cerco, estabilização dinâmica da área e remoção de barricadas. Também são realizadas revistas seletivas de pessoas e veículos também são realizadas.

Durante a madrugada e a manhã deste sábado (19), a autoestrada Grajaú-Jacarepaguá foi interditada ao trânsito para ações das forças de segurança. Não há interferência nas operações dos aeroportos.
Segundo o porta-voz do Comando Militar do Leste, coronel Carlos Cinelli, dois fuzis foram encontrados na mata próxima à comunidade Bateau Mouche, provavelmente durante uma fuga dos criminosos pela mata da comunidade, no início dessa manhã. Ao todo, até o mesmo horário, quatro fuzis tinham sido apreendidos, duas granadas e três barricadas removidas.

Conforme informações do Gabinete de Intervenção, a Polícia Militar bloqueia vias de acesso às comunidades e apoia as ações de estabilização dinâmica, enquanto a Polícia Civil realiza a checagem de antecedentes criminais e cumprirá mandados judiciais, condicionada às restrições constitucionais à inviolabilidade do lar.

Ao todo, 2.800 militares das Forças Armadas, 300 policiais militares e 240 policiais civis, com apoio de meios blindados, aeronaves e equipamentos pesados de engenharia, participam da ação.
Ainda de acordo com as forças de segurança, 150 mil moradores serão beneficiados direta e indiretamente com a ação.

C/ SBT e G1

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