segunda-feira, 12 de agosto de 2013

AGRICULTURA FAMILIAR NO ESTADO TERÁ R$ 150 MILHÕES PARA SAFRA 2013/2014

Recursos vão financiar custeio e investimento nas propriedades agrícolas

Os agricultores familiares do Estado do Rio de Janeiro vão contar com R$ 150 milhões de recursos do Plano de Safra 2013/2014 para ampliar a produção do setor, através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O anúncio foi feito nesta sexta-feira (09/08), pelo secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA, Laudemir Müller, em Casimiro de Abreu, durante evento com as presenças do subsecretário estadual de Agricultura, Alberto Mofati, representando o secretário da pasta, Christino Áureo, e do prefeito do município, Antônio Marcos Lemos Machado, entre outras autoridades.

Na ocasião, Alberto Mofati assinou com o secretário executivo do ministério acordo de cooperação para execução das ações do Plano Safra.

- No passado, o Rio de Janeiro já teve mais crédito do Pronaf, por isso estamos intensificando esta parceria, inclusive junto ao Banco do Brasil e Caixa, que também está operando nesta área. O crédito rural alavanca a produção e faz com que as atividades do setor e a renda do produtor possam melhorar. Outro ponto positivo do plano é o foco no Programa de Aquisição de Alimentos - PAA, que gera um canal especial de comercialização para o produtor - frisou Mofati.

O representante do ministério, Laudemir Müller afirmou que o Estado tem importantes ações junto aos agricultores familiares, que aqui ultrapassam 40 mil.

- Nos últimos dez anos a renda do segmento em todo o Brasil cresceu 52%. Quase cinco milhões de famílias foram para a classe média. Isso é importante porque aumenta a demanda por crédito, investimento e consumo, fazendo gerar a roda da economia. O fortalecimento da agricultura familiar está em nosso projeto nacional de desenvolvimento e nessa caminhada contamos com o apoio do governo do Rio de Janeiro - enfatizou.

Durante a cerimônia, o MDA também fez a entrega de 35 retroescavadeiras para prefeitos de 35 municípios fluminenses, selecionados na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC 2. As máquinas adquiridas com recursos do MDA irão reforçar a reestruturação produtiva dos agricultores familiares. De acordo com Laudemir Müller, é preciso investir em aeroportos, portos e também na recuperação da estradas vicinais, porque é por lá que escoa a produção.

O subsecretário de Agricultura, lembrou que o estado atua na manutenção e recuperação de estradas vicinais, através do Programa Estradas da Produção, que conta com 21 patrulhas mecanizadas realizando trabalhos em todas as regiões fluminenses.

 Ascom da Secretaria de Agricultura

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NOROESTE DO RIO SEDIA NOVAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Áreas terão 19.584 hectares e vão proteger 295 nascentes e cinco espécies ameaçadas

Em mais uma ação para preservação e recuperação da Mata Atlântica, o Noroeste Fluminense ganha seis unidades municipais de conservação ambiental. As áreas terão 19.584 hectares e vão proteger 295 nascentes e cinco espécies
de animais ameaçadas de extinção. Para partes devastadas, está previsto o plantio de 24 milhões de mudas.

A criação das unidades é resultado do trabalho conjunto das prefeituras e do Governo do Estado através dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica. As áreas ficam em São Fidélis, Porciúncula, Cambuci, Aperibé e dois em Natividade. Os municípios têm 62,5 mil hectares da mata e potencial de reflorestamento de 74,9 mil hectares.

Estudos técnicos definiram categorias

– Entendemos que é a região que tem menos cobertura vegetal e que precisa de incentivos e projetos. Os remanescentes de Mata Atlântica ainda existentes e com alto grau de biodiversidade precisam ser preservados. Os planos de conservação preveem uma série de ações, e consideramos que o Noroeste tem cinco corredores prioritários que, unidos, formam as unidades – explicou Alba Simon, superintendente de Biodiversidade da Secretaria do Ambiente.

A categoria de conservação selecionada varia de acordo com o objetivo de cada área, como Refúgios de Vida Silvestre (RVS), Áreas de Proteção Ambiental (APA) e Monumentos Naturais (Mona). As definições foram feitas a partir de estudos técnicos. As ações de recuperação e proteção são criadas em articulação com outros órgãos, como o
Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e a Secretaria de Agricultura. 

Danielle Moitas

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