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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Governo do Rio de Janeiro vai climatizar todas as escolas públicas estaduais



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação, vai climatizar todas as 1.222 escolas públicas estaduais do Rio de Janeiro. Cerca de 24 mil aparelhos de ar-condicionado foram comprados. Atualmente, apenas 4% das unidades de ensino possuem equipamentos adequados.

O primeiro carregamento, com 7 mil aparelhos, chegou nesta quarta-feira, dia 16, e foi entregue na sede da Polícia Rodoviária Federal, no bairro Irajá, Zona Norte. Até o início do próximo ano letivo, 100% das escolas receberão ar-condicionado.

Os aparelhos são do tipo inverter, que além de serem mais eficientes (econômicos), reduzindo em até 30% o consumo em relação aos aparelhos convencionais, são mais silenciosos, o que preserva a saúde vocal dos professores.


O governador Wilson Witzel; o secretário de Estado de Educação, Pedro Fernandes; o superintendente da PRF, Silvinei Vasques; professores da rede estadual e membros da comunidade escolar receberam o carregamento.

Ao lado de alunos de Itaguaí, Witzel enumerou as ações que o Governo do Estado tem realizado para melhorar a Educação pública fluminense.

– O Rio de Janeiro está virando o jogo na Educação. Além dessa aquisição e entrega de aparelhos de ar-condicionado, o Governo do Estado vai investir em escolas em horário integral e militares, compra de equipamentos e mobiliários para unidades de ensino e, também, possibilitar capacitação técnica aos professores, entre outras iniciativas - disse o governador.

O secretário de Estado de Educação, Pedro Fernandes, destaca que esta é a maior compra de aparelhos de ar-condicionado destinada a escolas no Brasil.

– O bem-estar e a qualidade do ambiente em sala de aula são essenciais para alunos e professores. Além do mais, em um estado como o Rio de Janeiro, em que o calor é um dos aspectos principais. Com os novos equipamentos, temos certeza que vai melhorar muito a condição de trabalho dos docentes, fazer com que os estudantes se concentrem mais no conteúdo, entre outros benefícios – declarou o secretário de Estado de Educação, Pedro Fernandes.

Escola da PRF em parceria


O governador Wilson Witzel; o secretário de Educação, Pedro Fernandes; e o superintendente da PRF, Silvinei Vasques, fizeram uma vistoria no espaço em que será instalada a primeira escola da Polícia Rodoviária Federal do Brasil. O colégio funcionará em um prédio dentro das instalações da PRF, no bairro de Irajá, e receberá os primeiros alunos já no início do próximo ano letivo.

A unidade funcionará em horário integral, com carga horária ampliada em Português e Matemática. A escola também será vocacionada ao esporte, com componentes curriculares semelhantes aos dos colégios militares, contando com cursos de qualificação profissional para os alunos. A equipe diretiva será da PRF e os professores da rede estadual de ensino.


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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Minas é o único estado do Sudeste a aderir ao Programa das Escolas Cívico-Militares

O MEC vai liberar R$ 54 milhões para o programa em 2020, sendo R$ 1 milhão por escola 





Quinze estados e o Distrito Federal (DF) aderiram ao modelo de escolas cívico-militares do Governo Federal. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (1°), pelo Ministério da Educação (MEC), sendo que em três das cinco regiões do país - Norte, Centro-Oeste e Sul - , todas manifestaram interesse. 

Adesão ao programa: 

Centro-Oeste: Distrito Federa, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul 

Nordeste: Ceará 

Norte: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins 

Sudeste: Minas Gerais 

Sul: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina 

Nova etapa 

Agora o MEC inicia uma nova etapa com a abertura de período de adesão para os municípios. As prefeituras que quiserem participar do programa terão o prazo de 4 a 11 de outubro. Na seleção dos municípios será observada a capacidade de mobilização de profissionais da reserva das Forças Armadas. No caso de não haver efetivo nas cidades militares do Exército, da Força Aérea e da Marinha, eles serão substituídos por policiais militares e bombeiros das corporações estaduais. 

Outra prioridade é a implantar as escolas cívico-militares em unidades com estudantes em situação de vulnerabilidade social e Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) abaixo da média do estado. “Nessa primeira fase começaríamos com duas escolas por estado, mas vamos reprogramar, ponderar, temos que analisar se alguns estados não vão querer e vamos poder deslocar mais de uma [escola] para o estado que queira”, afirmou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. 

Na avaliação de Weintraub, a demanda foi alta e a expectativa é que cresça com a nova fase de abertura para adesão dos municípios. 

Escolas cívico-militares 

Nesse modelo de escola, os militares atuam como monitores para auxiliar na gestão educacional. O objetivo é melhorar a educação básica do País com a construção de um ambiente de parcerias e de maior vínculo entre gestores, professores, militares, estudantes, pais e responsáveis. 

O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 19 de Taguatinga (DF), adotou o modelo cívico-militar há cerca de um mês. Antes, houve uma audiência pública e, em votação, 85% dos pais e da comunidade escolar aprovaram a adoção do modelo. 

A vice-diretora do CEF 19, Cristina da Silva Hosken, explicou que os militares cuidam da organização disciplinar dos estudantes e, mesmo com pouco tempo de implementação, já é possível perceber mudanças no ambiente escolar. 

“Estamos apenas com 30 dias da gestão compartilha na escola e pudemos observar nesse primeiro momento que é muito positiva a presença dos militares na questão dos atrasos, da disciplina dentro da escola, no uso do uniforme. Os alunos têm demonstrado mais interesse em estudar, a perspectiva é muito boa”, disse Cristina Hosken. 

O coordenador de disciplina do CEF 19, Tenente do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, J. Augusto, contou que a chegada dos militares transformou a escola em um ambiente mais calmo e organizado. Além disso, deu aos professores melhores condições para cuidar da parte pedagógica do ensino. 

“Conseguimos aliviar a pressão em cima dos professores, coordenadores. Além do professor ter que desenvolver o programa de aula dele, ele tinha que cuidar de disciplina, de organização de alunos. Então, hoje ele tem mais tempo para se dedicar ao aluno porque toda a parte de disciplina e organização estamos fazendo. Ele pode ter tranquilidade para exercer a função dele com eficiência”, afirmou o tenente. 

A estudante do CEF 19, Daniela Rizo, de 11 anos, gostou do modelo de gestão compartilhada implantado na escola. “Gostei muito porque estava muito tumultuado e agora estão todos saindo em fila, estão todos uniformizados, por isso que gostei dessa gestão compartilhada”, detacou. 

Para Elivan Emanuel, de 14 anos, a disciplina na escola também melhorou. “Ajudou bastante a escola que estava com um pouquinho de dificuldade na disciplina e na organização das salas. Antes os estudantes eram um pouco desrespeitosos com os professores, e agora estão respeitando mais”, disse. 
Implantação das escolas 

O MEC tem o objetivo de instalar 216 dessas escolas em todo o país até 2023. A iniciativa piloto, em 2020, contemplará 54 unidades Antes do lançamento do modelo do Governo Federal, o Brasil já contava com 203 escolas cívico-militares 

Para o ano que vem, o orçamento do programa é de R$ 54 milhões, R$ 1 milhão por escola. O dinheiro será investido no pagamento de pessoal nas instituições e na melhoria de infraestrutura, compra de material escolar, reformas, entre outras pequenas intervenções. 

As escolas em que haverá pagamento de pessoal serão aquelas em que existirá parceria entre o MEC e o Ministério da Defesa, que contratará militares da reserva das Forças Armadas para trabalhar nos colégios. 




MEC

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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

MEC destina maior parte de verba desbloqueada para universidades



O Ministério da Educação (MEC) destinará 58% dos recursos desbloqueados para recompor o orçamento das universidades e institutos federais, anunciou hoje (30), em Brasília, o ministro da Educação, Abraham Weintraub. 

Os recursos, segundo o MEC, cobrirão despesas de custeio como gastos com água, energia elétrica, aquisição de materiais de consumo e outras prestações de serviço. 

O anúncio do desbloqueio do orçamento foi feito no último dia 20 pelo Ministério da Economia. A liberação está prevista no decreto 10.028 publicado no Diário Oficial da União na última sexta-feira (27). 

Ao todo, o governo desbloqueou R$ 8,3 bilhões do Orçamento deste ano. Entre os ministérios, o que teve maior liberação foi o da Educação, com R$ 1,99 bilhão. 

Do total desbloqueado no MEC, as universidades receberão R$ 1,156 bilhão. Com isso, essas instituições, que tiveram, em média, 30% dos recursos discricionários bloqueados no início do ano, seguirão com 15% dessas verbas contingenciadas, segundo Weintraub. 

No início do mês, outros R$ 584 milhões foram disponibilizados às instituições. Com a liberação, seguem bloqueados no MEC R$ 3,8 bilhões. 

“Tudo isso vem de recursos suados do pagador de imposto, de famílias que deixam de consumir para pagar”, disse o ministro da Educação. “Estamos administrando uma situação crítica com qualidade técnica”, explicou. 


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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Rio paga quinquênio a professores da rede



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação (Seeduc), vai liberar, nos próximos dias, o pagamento da progressão funcional (conhecida como quinquênio) para a categoria do magistério. Neste primeiro momento, receberão 14.304 professores que já teriam direito ao benefício, desde 3 de maio de 2018.

O quinquênio é uma majoração salarial referente ao tempo de serviço do professor na rede, a cada cinco anos, e representa um acréscimo de 12% ao vencimento. Durante o anúncio, que aconteceu nesta sexta-feira, dia 20, no Palácio Guanabara, o governador Wilson Witzel destacou a importância do recurso e do trabalho dos professores da rede pública estadual.

– A educação é uma das principais pautas do nosso Governo. Esse é um trabalho silencioso, que poucos conhecem e que não se tem a dimensão do que vocês, professores, realizam. Trabalham para a formação e conscientização dos nossos futuros cidadãos não só na vida profissional, mas também da vida em sociedade – disse Wilson Witzel.

O secretário de Estado de Educação, Pedro Fernandes, esclareceu que, em relação ao Regime de Recuperação Fiscal, não haverá aumento de despesa para o Governo, pois a Seeduc já dispõe deste recurso em caixa especificamente para esta aplicação.

– Também conseguimos, junto com o secretário da Casa Civil e Governança, José Luiz Zamith, que o quinquênio seja pago já no mês de outubro, em folha suplementar – pontuou Pedro Fernandes.

No evento também estiveram presentes o vice-governador, Cláudio Castro; o secretário da Casa Civil e Governança, José Luiz Zamith; e professores da rede pública estadual.


Ascom

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Carteira estudantil digital começará a ser emitida em 90 dias



A carteira estudantil digital começará a ser emitida em 90 dias e será ofertada nas lojas Google Play e Apple Store. Com o documento, os estudantes vão poder pagar meia-entrada em shows, cinema, teatro e outros eventos culturais. O prazo começa a contar hoje (9), com a publicação da medida provisória (MP) que dispõe sobre o pagamento de meia-entrada no Diário Oficial da União.

O estudante que solicitar a carteira digital terá que consentir com o compartilhamento dos dados cadastrais e pessoais com o Ministério da Educação (MEC) para subsidiar o Sistema Educacional Brasileiro — o novo banco de dados nacional dos alunos, a ser criado e mantido pela pasta.
O MEC poderá usar essas informações apenas para formulação, implementação, execução, avaliação e monitoramento de políticas públicas. O sigilo dos dados pessoais deve ser garantido sempre que possível.
O estudante com idade igual ou superior a 18 anos e o responsável legal pelo aluno menor de idade responderão pelas informações autodeclaradas e estarão sujeitos às sanções administrativas, cíveis e penais previstas em lei na hipótese de fraude.
De acordo com a MP, a carteirinha digital poderá ser emitida pelo MEC; pela Associação Nacional de Pós-Graduandos; pela União Nacional dos Estudantes (UNE); pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes); por entidades estudantis estaduais, municipais e distritais; diretórios centrais dos estudantes; centros e diretórios acadêmicos e outras entidades de ensino e associações representativas dos estudantes, conforme definido em ato do ministro da Educação.
O MEC poderá ainda firmar contrato ou instrumento congênere com a Caixa Econômica Federal para emissão gratuita ao estudante do modelo físico da carteira de identificação estudantil.
Segundo a MP, a nova carteira estudantil física solicitada em um ano será válida até 31 de março do ano seguinte e a digital, enquanto o aluno permanecer matriculado em estabelecimento que forneça os níveis e as modalidades de educação e ensino. O documento perderá a validade quando o estudante se desvincular do estabelecimento.


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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Estudantes votarão para escolher uniforme da rede pública estadual



A Secretaria de Estado de Educação deu início à votação dos novos uniformes da rede pública, que serão distribuídos gratuitamente aos alunos no próximo ano letivo. Após as etapas nas escolas e nas Diretorias Regionais, foram selecionados 15 modelos. Os estudantes poderão escolher um dos finalistas, que representará o protagonismo juvenil e a criatividade. A votação será por meio da página oficial da secretaria no Facebook, (www.facebook.com/seeducRJ), até o dia 10 de setembro. 


No total, serão distribuídos mais de 2 milhões de uniformes já para o ano letivo de 2020. Serão três uniformes para cada aluno, sendo duas camisas polo e uma de malha para as aulas de Educação Física. 


– É uma ação que envolveu as unidades escolares e agora está na etapa final. O desafio lançado para os estudantes foi pensar uma logo que representa o tema “Juventudes pela paz nas escolas”. Após 10 anos sem fornecer uniformes para os alunos, o Governo do Estado vai distribuí-los para todos os alunos da rede estadual – disse o secretário de Estado de Educação, Pedro Fernandes. 

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domingo, 1 de setembro de 2019

Exposição de novos livros estimula o gosto pela leitura na escola Colina do Sol



Estimular os alunos a viajarem pelo universo literário e tomarem gosto pelo hábito da leitura. Essa é a proposta da exposição de novos livros da biblioteca do CEMP Colina do Sol, realizada na última sexta-feira (30). O novo acervo foi apresentado pela diretora da escola, Priscila Lemos, a ação aconteceu no pátio da escola, e mobilizou um grande número de alunos do 1º ao 3º ano.

No colégio, as crianças são estimuladas a frequentarem a biblioteca, que representa um espaço lúdico, de lazer e estímulo ao acesso aos livros, desde o 1º ano.




Os alunos, orientados pelos professores poderão escolher o livro desejado e levá-lo para casa por um prazo estipulado e depois devolvê-lo. O novo acervo foi adquirido pela Secretaria Municipal de Educação.




Marco Sameiro

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terça-feira, 9 de julho de 2019

Resultado do Fies está disponível na internet



O resultado do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) juro zero e do P-Fies já está disponível para consulta na página do programa na internet e nas instituições de ensino superior participantes. O resultado foi divulgado pelo Ministério da Educação nesta terça-feira (9), por volta das 20h.
Nesta edição, foram ofertadas 46,6 mil vagas a juro zero. Os estudantes selecionados no P-Fies devem comparecer à instituição de ensino para validar as informações prestadas na hora da inscrição a partir desta quarta-feira (10). Já os selecionados na modalidade Fies devem complementar a inscrição no período de quarta-feira (10) a sexta-feira (12).
Quem não foi selecionado na modalidade Fies juro zero pode ainda participar da lista de espera, entre os dias 15 de julho e 23 de agosto.
Não há lista de espera do P-Fies. A pré-aprovação do financiamento na modalidade do P-Fies é de responsabilidade exclusiva dos agentes financeiros operadores de crédito que tenham relação jurídica estabelecida com instituições de ensino participantes.

A.Brasil

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Ministro nega ter havido corte em orçamento das universidades


Abraham Weintraub participou de live semanal com Bolsonaro

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou hoje (9) da transmissão semanal ao vivo do presidente Jair Bolsonaro no Facebook e rebateu as críticas por causa contingenciamento orçamentário das universidades e institutos federais. Ele voltou a dizer que o país passa por um processo de estabilização da situação econômica e que é preciso segurar os gastos no momento, mas negou haver corte. Weintraub ressaltou que salários e moradia estudantis não foram afetados.     
"O que a gente está fazendo com elas [universidades]? Geralmente, de orçamento, elas têm R$ 1 bilhão por ano. Algumas tem mais, algumas menos. Nesse momento, que todo mundo está apertando o cinto, a gente não está mandando ninguém embora. Todo mundo está recebendo em dia, professor, técnico, todo mundo. Toda ajuda de refeitório, moradia para os estudantes está preservada", destacou.
Para exemplificar que o corte é pequeno em relação ao orçamento total da pasta, Weintraub exibiu 100 chocolates dispostos sobre a mesa e disse que no segundo semestre o orçamento integral poderá ser recomposto. "A gente está pedindo três chocolatinhos e meio [mostrando os chocolates]. Não estamos cortando. Deixa pra comer depois de setembro. É só isso que a gente está pedindo. A gente está pedindo para segurar um pouco, 3,5% dos 100% [do orçamento]. Aí ficam espalhando que a gente está cortando tudo", afirmou.
No caso do contingenciamento das instituições federais de ensino, o Ministério da Educação (MEC) já havia informado "que o critério utilizado para o bloqueio de dotação orçamentária foi operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos". Segundo a pasta, foram bloqueados R$ 7,4 bilhões do total de R$ 23,6 bilhões de despesas não obrigatórias. No total, o orçamento anual do MEC, incluindo gastos obrigatórios, é R$ 149 bilhões.
"O bloqueio preventivo incide sobre os recursos do segundo semestre para que nenhuma obra ou ação seja conduzida sem que haja previsão real de disponibilidade financeira para que sejam concluídas", informou o MEC.
Em reunião com Bolsonaro, mais cedo, os governadores do Nordeste pediram a revisão do bloqueio orçamentário.


A.Brasil

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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Estudantes podem renegociar Fies com Banco do Brasil pelo celular



Os estudantes que contrataram o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) pelo Banco do Brasil e estão com prestações em atraso podem renegociar os débitos pelo celular. A instituição financeira criou um espaço no aplicativo para formalizar as renegociações.
A ferramenta vale para estudantes que contrataram o financiamento até 2017, estão com atrasos acima de 90 dias e não são alvo de ações judiciais. O prazo de contratação vai até 29 de julho.
A ferramenta de renegociação de operações do Fies por dispositivos móveis é oferecida em caráter exclusivo pelo Banco do Brasil. Para acessá-la, basta entrar no aplicativo do Banco do Brasil, clicar no menu Solução de Dívidas e escolher a opção Renegociar Fies.

Condições

Por meio da renegociação, o estudante poderá incorporar as prestações em atraso ao saldo devedor, gerando novo valor para a parcela a ser pago até o fim da operação. Caso o período de amortização (pagamento do principal da dívida) seja inferior a 48 meses, o cronograma de pagamento será ampliado até completar esse período.
Em troca da adesão, o estudante terá de pagar uma entrada de pelo menos R$ 1 mil ou o equivalente a 10% do saldo consolidado da dívida vencida, prevalecendo o maior valor.
A renegociação exclusiva pelo aplicativo está disponível para as operações com garantia exclusiva do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC). A ferramenta também pode ser usada pelos clientes com fiador e para os serviços de consulta e de simulação. Nesses casos, porém, o cliente terá de ir a uma agência para concluir a renegociação iniciada no aplicativo.


A.Brasil

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terça-feira, 23 de abril de 2019

Aluno de 14 anos esfaqueia professor após se irritar com pedidos para participar da aula



Um professor de Língua Portuguesa foi esfaqueado na perna enquanto dava aula para uma turma do 9º ano do ensino fundamental numa escola estadual em Formosa do Oeste (PR). Segundo informações da delegacia da cidade, um aluno de 14 anos tirou uma faca da mochila por volta das 15h desta terça-feira após ter se irritado com pedidos para que participasse das atividades. O adolescente foi apreendido.
— O adolescente falou que tinha desavenças com o professor e que nesse dia não aturou mais e o esfaqueou. Foi guardando — contou um investigador da Polícia Civil do Paraná, por telefone. — Ele já tem um histórico de violência, já aprontava.
A mãe do estudante foi para a delegacia antes mesmo da chegada do jovem, que deixou a escola logo após o ocorrido. Ele foi apreendido cerca de uma hora depois. Foi descrito pela mãe como um adolescente com transtornos psicológicos que faz tratamento com medicamentos, de acordo com informações da delegacia de Formosa do Oeste.
O professor foi levado para uma UPA nas proximidades do colégio e, mais tarde, foi transferido para um hospital em Cascavel, onde há mais recursos para realização de exames. Segundo um post de seu irmão no Facebook, porém, os ferimentos não foram graves e ele passa bem.
ExtraOnline

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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Professores e funcionários de escolas de ensino infantil e básico terão que aprender noções de primeiros socorros



Professores e funcionários de escolas públicas e privadas, de ensino infantil e básico, terão que aprender noções básicas de primeiros socorros. É o que determina a lei 13.722, denominada Lei Lucas, sancionada em outubro de 2018. Com prazo de 180 dias para começar a vigorar, a lei foi criada em homenagem a Lucas Begalli Zamora, de 10 anos, que morreu em setembro de 2017, depois de engasgar com um pedaço de cachorro-quente durante um passeio escolar, em Campinas (SP). Na ocasião não havia ninguém preparado por perto para socorrê-lo e assim evitar a tragédia.
Moedas, tampas de caneta, peças pequenas de brinquedos e outros objetos, ou mesmo alimentos, podem causar engasgo ou sufocação em crianças pequenas, sendo uma das principais causas de morte acidental de bebês de até um ano de idade, segundo o Ministério da Saúde.
Agora as escolas terão que oferecer anualmente um treinamento de primeiros socorros aos seus funcionários. Os espaços de recreação infantil também deverão seguir a norma. O serviço de treinamento pode ser oferecido pelo Corpo de Bombeiros ou também por empresas privadas cadastradas na corporação.
O médico Erick Freitas Curi, presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologistas (SBA) e idealizador do Salve uma Vida, projeto de extensão da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), comemora a entrada em vigor da medida. “Ela é importante exatamente porque se esses acidentes, seja a parada cardíaca, seja a obstrução, acontecem na presença de alguém que sabe fazer as manobras, dobra a chance de sobrevida dessa pessoa”, afirmou.
De acordo com o médico, no caso da parada cardíaca, para cada minuto que a pessoa fica sem a massagem cardíaca, diminui em 10% a chance de sobrevida. “Depois de 10 minutos em parada cardíaca, sem socorro, as chances de sobrevivência dessa pessoa são mínimas. E caso ela sobreviva, provavelmente vai ter sequelas neurológicas muito graves”, explicou o médico. “Então, o tempo é determinante. No caso do engasgo em si, com um pedaço de carne ou uma bala, qualquer tipo de alimento ou objeto, se aquele atendimento não for efetivo nos primeiros cinco a 10 minutos, muito provavelmente essa pessoa vai evoluir inevitavelmente para uma parada cardíaca”, continuou.
Segundo Erick Curi, a SBA iniciou há 10 anos o projeto Salve uma Vida, com treinamento de voluntários que queriam aprender os primeiros socorros. “Nós levamos isso para dentro da Universidade Federal do Espírito Santo. Transformamos o projeto Salve uma Vida num projeto de extensão da universidade e, desde a implementação, no âmbito da universidade, nós já treinamos mais de mil pessoas. Isso tudo de maneira voluntária, gratuita”, completou.
“A lei, do jeito que veio escrita, da forma como coloca a preocupação com a saúde e com o atendimento imediato das crianças que podem se acidentar nas escolas, vai fortalecer ainda mais nosso projeto. Nós estamos totalmente à disposição das escolas municipais, estaduais e também particulares da nossa região para auxiliar nesses treinamentos. Treinamos o público não-médico, o público leigo, para prestar o socorro”, concluiu o médico.



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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Estudantes podem pedir isenção no Enem a partir de hoje


Começa nesta segunda-feira (1º) o prazo para pedir isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os estudantes que atendem aos critérios podem solicitar o não pagamento na Página do Participante, na internet, até o dia 10 de abril. A taxa do exame este ano é R$ 85. 
Os estudantes isentos no ano passado que faltaram ao exame devem, no mesmo período, apresentar justificativa da ausência e solicitar novamente a isenção, caso desejem fazer as provas este ano. 
Podem solicitar a isenção da taxa os estudantes que estão cursando a última série do ensino médio em 2019, em escola da rede pública; aqueles que cursaram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada, com renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio, que em valores de 2019 equivale a R$ 1.497.
São também isentos os participantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, ou seja, membros de família de baixa renda com Número de Identificação Social (NIS), único e válido, renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo, ou R$ R$ 499, ou renda familiar mensal de até três salários mínimos, ou R$ 2.994.
Prazos
O pedido de isenção e a apresentação de justificativas poderão ser feitos, conforme o edital do exame, a partir das 10h, no horário de Brasília, de hoje até as 23h59 do dia 10 de abril. 
No dia 17 de abril, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai divulgar a lista, também no portal do Enem, daqueles cujo pedido foi aprovado. 
Os participantes que forem reprovados poderão entrar com recurso, no período de 22 a 26 de abril, na Página do Participante. O resultado do recurso será divulgado, no mesmo endereço, a partir do dia 2 de maio.
Enem 2019
As inscrições para o Enem deverão ser feitas no período de 6 a 17 de maio. Os participantes que tiveram ou não a isenção aprovada também devem fazer a inscrição para participar do exame. 
O Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5 horas e 30 minutos.
No segundo dia, os estudantes terão 5 horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.
Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no Portal do Inep e no aplicativo oficial do Enem até o dia 13 de novembro. O resultado será divulgado, conforme o edital, em data a ser divulgada posteriormente.
As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superio pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
 A.Brasil

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Governo do Rio quer colocar PMs dentro de escolas


Programa poderá ser implantado em 40 unidades da rede estadual de ensino


O governo do estado pretende colocar policiais militares armados no interior de escolas da rede. A princípio, 40 unidades receberão o efetivo, que será pago com recursos da Secretaria de Educação, por meio do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis). Para que atuem dentro de colégios, PMs poderão receber gratificação para trabalhar no período em que estariam de folga. A adesão será voluntária, e a ideia é que a medida seja implementada em julho.

Secretário de Educação, Pedro Fernandes afirma que o pedido de patrulhamento em unidades foi feito por diretores de escolas:
— Essa foi uma das demandas que recebi durante minhas visitas a colégios. Vamos juntar esses diretores e, trabalhando em conjunto com a PM, avaliar e definir onde é possível realizar a alocação dos policiais. Inicialmente, estamos trabalhando com um número de 40 escolas.

Fernandes não detalhou que unidades terão policiamento. E afirmou que ainda não é possível precisar quantos agentes serão empregados na tarefa:
— Não sabemos o efetivo exato e nem o montante que será investido. Isso depende de uma série de variáveis, como carga horária e até do número de participantes que vão aderir ao programa.

Opiniões divergentes

Professor de educação física em dois colégios estaduais — os Cieps 129, em Itaboraí, e 122, em São Gonçalo —, Tiago Paz não é favorável à iniciativa, que chegou a ser implementada em 2012, mas foi suspensa por falta de recursos:
— Naquela ocasião, diretores de colégios em áreas de vulnerabilidade social foram ameaçados por conta da presença de policiais. A PM é essencial, sim, mas o reforço nas escolas deveria ser feito com profissionais da educação: inspetores e porteiros.

O secretário da Polícia Militar, Rogério Figueredo, disse que o objetivo do governo é estreitar laços entre agentes e alunos da rede pública:
— Aproximar o policial militar dos estudantes é um fator de grande relevância, já que as facções criminosas procuram cooptar jovens, especialmente nas áreas periféricas. É importante que uma criança ou um adolescente tenha como referência a figura do policial e não a de um criminoso.

Segundo Figueredo, o objetivo do programa é também “reforçar a proteção de alunos, professores e servidores administrativos, bem como garantir a segurança patrimonial”. Para ele, o emprego de PMs desarmados não é uma opção:
— A arma faz parte da indumentária do policial militar. O uso faz parte de sua formação profissional. Portanto, o policial está capacitado, técnica e psicologicamente, para utilizar armamento com base na análise de cenário.

Pedro Fernandes, por sua vez, ressaltou que a medida só será implementada em escolas cujos diretores demandarem o patrulhamento.

No ano passado, o Colégio estadual Paulo Freire, no Cachambi, foi cenário de um episódio de violência. Dois criminosos renderam um funcionário, invadiram a escola e roubaram quatro servidores, levando bolsas, chaves e documentos da unidade.

 
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OGlobo

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Inscrições para Olimpíada de Matemática vão até 15 de março

Instituições públicas devem registrar os estudantes interessados na prova por meio da página da Obmep


Os estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio já podem se inscrever para participar da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Nesta 15ª edição, a competição presta homenagem aos povos indígenas do País.
As escolas devem cadastrar os alunos interessados em competir pela página da Obmep até 15 de março. Os vencedores serão anunciados em 3 de dezembro. Os competidores passam por duas provas para testar os conhecimentos na disciplina.
No ano passado, mais de 18,2 milhões de estudantes participaram do evento, no qual foram distribuídas 6,5 mil medalhas e 46,2 mil certificados de menção honrosa. Os medalhistas também são beneficiados com oportunidades de participar de programas de iniciação científica.
A Obmep se propõe a estimular o estudo da matemática no País e identificar novos talentos para a ciência brasileira, fomentando o desenvolvimento técnico e científico.
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domingo, 18 de novembro de 2018

Estudantes poderão renovar o Fies até o dia 23


Estudantes beneficiados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) devem renovar os contratos até o dia 23 de novembro. O prazo, que terminaria hoje (16) foi prorrogado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Devem fazer o aditamento aqueles que contrataram o Fies até 31 de dezembro de 2017. Neste semestre, cerca de 890 mil contratos devem ser renovados, de acordo com o FNDE.

A renovação do contrato é feita pelo sistema SisFies. Segundo o FNDE, o prazo foi estendido para que nenhum estudante com contrato a ser renovado fique de fora. “Em virtude do feriado, decidimos dar mais prazo para que todos consigam concluir o processo de aditamento no sistema”, diz o presidente do FNDE, Silvio Pinheiro, em nota enviada pela autarquia.

O FNDE ressalta ainda na nota que é “fundamental que os alunos acessem o SisFies o quanto antes e não deixem para a última hora”.

Os contratos do Fies precisam ser renovados todo semestre. O pedido de aditamento é inicialmente feito pelas instituições de ensino para, depois, as informações serem validadas pelos estudantes no sistema.

Caso o aditamento tenha alguma alteração nas cláusulas do contrato, o estudante precisa levar a nova documentação ao agente financeiro, que é o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal, para finalizar a renovação. Já nos aditamentos simplificados, a renovação é formalizada a partir da validação do estudante no sistema.

Contratos de 2018

Os estudantes que aderiram ao Novo Fies e contrataram o financiamento em 2018 devem seguir o cronograma da Caixa, que é o Agente Operador do Novo Fies.. Segundo a Caixa, aproximadamente 50 mil estudantes assinaram contratos do Novo Fies no primeiro semestre de 2018. O prazo para esses estudantes vai até 30 de novembro. O aditamento é feito no site da Caixa. O novo Fies, lançado no ano passado, tem modalidades de acordo com a renda familiar.

A modalidade Fies têm juro zero para os candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos. Nesse caso, o financiamento mínimo é de 50% do curso, enquanto o limite máximo semestral é de R$ 42 mil e é bancado pelo governo.


A modalidade chamada de P-Fies é para candidatos com renda familiar per capita entre 3 e 5 salários mínimos. Nesse caso, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito, que pode ser um banco privado ou fundos constitucionais e de desenvolvimento.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Enem volta a apostar em questões sobre direitos humanos e diversidade



O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) manteve o perfil de abordar questões sobre os direitos humanos. Nas provas de Linguagens e Ciências Humanas, as questões trouxeram assuntos como os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e a ativista americana Rosa Parks, que ficou conhecida mundialmente ao desafiar a lei de segregação entre negros e brancos.
Cultura africana, questões de gênero, escravidão e noção de democracia foram tópicos que voltaram a aparecer nos enunciados da prova, segundo Cláudio Hansen, professor do Descomplica. Ele comenta: "O Enem voltou a ter um caráter crítico e contemporâneo, o que é muito bom." Com relação à parte de atualidades, o professor diz que a relevância das notícias sobrevive em média de quatro a cinco anos. "Não cai somente o que está muito atual. Tópicos como a questão dos refugiados e a seca de 2014 foram cobrados."
"A prova estava mais crítica, menos conteudista", avalia Cláudio Caus, professor de Língua Portuguesa do Cursinho da Poli. Em sua avaliação, a parte de português não teve mudanças significativas e contou com uma ênfase maior nas variedades linguísticas do que nos últimos anos.
O professor destaca que muitas questões contemplaram as diversidades. "Em uma questão, o eu-lírico do texto, negro, assumia o discurso de opressor. Em outra, um anúncio publicitário incentivava a denúncia de assédio sexual. São temas muito discutidos recentemente, inclusive nos debates políticos", ele comenta.
Os estudantes elogiaram as questões que abordavam direitos humanos e contestavam preconceitos. "Uma questão que me chamou a atenção se referia a um tópico sobre saúde da mulher e fazia relação com o machismo. Essa questão quebra os paradigmas da família conservadora", declarou Mateus Lopes, de 16 anos.
"As questões são bem atuais, com assuntos que estão sempre sendo discutidos. Se não me engano, foram cinco questões sobre feminismo", conta Lucas Ribeiro Paiva, de 19 anos, que considerou a prova, no geral, mediana, com maior dificuldade nas questões de História. Outros estudantes ouvidos pela reportagem concordaram que as perguntas dessa disciplina foram as que mais deram trabalho.
Literatura
Segundo Caus, em comparação ao ano passado, menos autores canônicos foram cobrados e abordou-se uma literatura contemporânea. "Guimarães Rosa foi citado em duas questões, uma delas com um quadrinho sobre Grande Sertão Veredas", afirma. A prova também contou com perguntas sobre funções de linguagem e tecnologia de informações.
Hansen lembra que a prova trouxe questões de geografia física, clima, hidrografia e noções de geologia, confirmando uma tendência observada em 2017 de abordar esses assuntos que tinham menos peso em anos anteriores.
Ele diz ainda que os textos da prova estavam mais densos, exigindo uma maior capacidade de leitura dos candidatos. "Pelo menos em cinco questões, o estudante precisava ter leitura de mapa, gráfico ou esquema. Além dos textos estarem mais densos, foram apresentadas outras formas de escrita", comenta o professor de geografia.
A candidata Micaela Ferraz, de 21 anos, concorda que os textos estavam mais trabalhosos. "Achei a prova fácil, porém cansativa porque tem muito texto, muita interpretação. História achei complicada. Me dei bem em Inglês", declarou.
Para Hansen, a prova ganhou um nível de dificuldade e deve ser avaliada entre mediana e difícil pelo Descomplica. "A interpretação continua ajudando o aluno, mas as questões que podem ser consideradas como muito fáceis não apareceram", comenta. A ausência de assuntos clássicos, como indústria, energia, vegetação e biomas do Brasil também chamou a atenção do professor.
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Redação
Os candidatos se dividiram ao opinar sobre o tema de redação. Para Andrew Lucas, de 19 anos, o tema "manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet" foi fácil de desenvolver. "Tivemos casos na família de crianças que ficaram afetadas por conteúdos da internet. Deu para falar também sobre as fake news nas eleições", disse.
Ele fez a prova junto com a mãe, Renata Moraes, 46 anos, que pretende cursar Pedagogia. "É o tema da atualidade, pois as fake news entraram muito forte nesta eleição. Eu e o Lucas nos preparamos, pois tínhamos certeza de que alguma coisa disso apareceria no Enem."
Para o candidato Fábio Longo, 29 anos, que fez a prova em cadeira de rodas, quem focou apenas as fake news pode não ter entendido a proposta do tema. "A questão é as pessoas serem manipuladas pela internet. Deu para fazer legal, mas não era o tema que eu esperava." Fábio quer retomar os estudos após sete anos e pretende fazer Engenharia de Computação. "Agora, é esperar pela prova de Exatas."
O candidato Eduardo Souza, de 17 anos, achou o tema difícil. "Quando você lê os textos motivadores, parece que o tema é uma pegadinha. Fiz o que pude, mas o resultado da redação não me pareceu muito bom. Nas questões de português, fui melhor."
Tiago Sutil, 18 anos, candidato a uma vaga em Engenharia da Computação, disse que o tema o surpreendeu por ser óbvio demais. "Esperava que fosse algo mais voltado para a área de educação." Solange Oliveira, 38 anos, disse que o tema é atual, "mas foi difícil desenvolver."
Já Leandro Rocha, de 26 anos, que realiza o Enem pela terceira vez, achou o tema deste ano mais fácil do que nas edições anteriores. "Os textos que estavam na prova são ótimos para referência, uma mão na roda para se inspirar", declarou.

Estadão Conteúdo


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