domingo, 27 de setembro de 2026

Anvisa investiga relatos de perda de visão associados ao uso de canetas emagrecedoras


 Foto: Jornal Nacional/ Reprodução


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga notificações de casos de perda de visão associados ao uso de medicamentos conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. Os relatos envolvem uma doença ocular rara que pode provocar perda súbita da visão.

A condição investigada é a neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica, conhecida pela sigla NOIANA. O problema ocorre quando há redução do fluxo sanguíneo para o nervo óptico, podendo causar alterações importantes na visão.

A Anvisa ainda não confirmou que os medicamentos sejam responsáveis pelos casos. As notificações estão sendo analisadas para verificar se existe uma relação entre o uso dos produtos e o desenvolvimento da doença. Outros fatores de saúde dos pacientes também são considerados na investigação.

Entre os medicamentos utilizados para o controle do diabetes e da obesidade estão os chamados agonistas do receptor GLP-1. A classe inclui substâncias como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.

A preocupação ganhou força diante do aumento do uso desses medicamentos para emagrecimento. Embora sejam considerados importantes no tratamento da obesidade e do diabetes, os produtos podem provocar efeitos adversos e devem ser utilizados com indicação e acompanhamento médico.

A perda repentina ou a piora da visão é um sinal que exige atendimento médico imediato. Pessoas que apresentarem alterações visuais durante o tratamento devem procurar um serviço de saúde e informar ao profissional quais medicamentos estão utilizando.

A Anvisa mantém o acompanhamento dos casos por meio do sistema de farmacovigilância. A partir da análise das notificações, a agência poderá avaliar a necessidade de novas medidas para reduzir eventuais riscos associados aos medicamentos.

Enquanto a investigação está em andamento, a recomendação é não interromper ou iniciar o tratamento por conta própria. Qualquer mudança na utilização dos medicamentos deve ser feita com orientação de um profissional de saúde.

Por Redação C/ G1

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