quinta-feira, 25 de julho de 2013

Magé entra para a associação de municípios produtores de minério

Magé agora faz parte da Associação Nacional dos Municípios Produtores de Minério (ANAMUP). A inserção ocorreu durante o 4º Fórum de Mineração realizado no início de julho, em Nova Lima, Belo Horizonte. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Leandro Vidal, Magé foi a única cidade do Rio de Janeiro presente no evento.
"É importante participarmos dessas discussões, pois Magé tem potencial para ser um grande produtor de brita, granito, água mineral, pedras decorativas, saibro e outros. Mas é preciso exercer tais atividades de forma sustentável", enfatizou.  

Durante o fórum, foram discutidas as mudanças e perspectivas do novo marco regulatório, além da Cobrança e Fiscalização da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Naturais (CFEM). O subsecretário de Meio Ambiente, José Renato Ascar, ressaltou que, hoje, as compensações (financeiras e ambientais) para o município estão muito aquém do esperado.
Os prós e contras da exploração mineral não ficaram de fora do debate e os municípios de Minas Gerais, por sua larga experiência no setor, enriqueceram a pauta.

 Assessoria de Comunicão

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DER-RJ PLANEJA UTILIZAR NOVO MATERIAL PARA PRODUZIR ASFALTO BORRACHA

Tecnologia foi usada na pavimentação da RJ-122, entre Guapimirim e Cachoeiras de Macacu

Premiado pela utilização do asfalto borracha na pavimentação da RJ-122, entre Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, o DER-RJ (Departamento de Estradas de Rodagem) planeja desenvolver uma inovadora tecnologia para aplicação do asfalto ecologicamente correto com sistema de massa morna. A grande diferença neste novo método é a utilização de água e não de produtos químicos na composição dos agregados.

Nesta quarta-feira (17/7), o órgão da Secretaria de Obras – que superou concorrentes do mundo inteiro na categoria Melhor Gestão de Obras, justamente pelo caráter sustentável e ecológico do projeto – recebeu um especialista no assunto, o engenheiro suíço Andreas Bierdemann.

Um dos grandes benefícios da tecnologia apresentada pela empresa suíça Ammann, detentora da técnica para aplicação do asfalto borracha, é a preservação do ecossistema. Ao utilizar água no lugar dos componentes químicos, o impacto sobre o meio ambiente será reduzido consideravelmente, além garantir uma grande economia sobre o custo final dos projetos.

Não será a primeira vez que o DER-RJ utilizará a aplicação de massa morna na pavimentação das rodovias estaduais. Desde 2007 o órgão já vem utilizando o método, empregado pela primeira vez na RJ-140, no trecho entre Cabo-Frio e São Pedro D’Aldeia. A diferença agora é a aplicação do asfalto borracha, tecnologia recém-empregada na pavimentação da RJ-122, com o novo método de massa morna e água na composição dos agregados.

O processo não demandará grandes mudanças nas usinas de asfalto borracha, uma vez que serão necessárias apenas algumas adaptações para que o novo sistema possa ser implantado. A qualidade e durabilidade dos compostos serão mantidas.

Ascom do DER-RJ

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PROJETO DA PESAGRO-RIO AUMENTARÁ PRODUÇÃO DE LEITE EM SÃO FIDÉLIS

Produtores serão incentivados a produzir cana forrageira para alimentar gado

Produtores de leite de São Fidélis, na Região Norte Fluminense, serão beneficiados com a maior disponibilidade de mudas de cana forrageira da variedade RB 867515. Isso é resultado de projeto da Pesagro-Rio, empresa da Secretaria de Agricultura, com recursos da Faperj - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa no Estado.

Segundo dados da Emater-Rio, São Fidélis é o segundo maior produtor de leite da região, chegando a produzir cerca de 15 milhões de litros por ano, em 845 propriedades.

O sistema de manejo animal utilizado pelos produtores inclui a utilização da cana-de-açúcar no regime alimentar. Mesmo o município sendo tradicional produtor de cana-de-açúcar, a maioria dos pecuaristas, principalmente os agricultores familiares, desconhece que certas variedades utilizadas nas indústrias sucroalcooleiras não são recomendadas para a alimentação de bovinos de leite.

Com vistas à multiplicação de mudas de variedades mais apropriadas de cana forrageira para agricultores familiares da microbacia Boa Esperança, foi instalada uma unidade de produção, em 2012, no Sítio Pimentel, do agricultor familiar Assis Pontes de Souza, que foi escolhido por unanimidade em reunião com aproximadamente 50 produtores locais.

Foi implantado cerca de um hectare, com previsão de colheita entre outubro e novembro de 2013. A expectativa de produção gira em torno de 80 toneladas de mudas por hectare. Desse total, 40 toneladas serão fornecidas gratuitamente para outros produtores que aderirem ao projeto. Com isso, o município poderá ganhar mais cinco viveiros de uma cana de melhor qualidade que, além de contribuir para a melhoria alimentar dos animais, aumentará a produção de leite do município.

Ascom da Secretaria de Agricultura

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TÉCNICAS DE COLHEITA GARANTEM QUALIDADE DA BANANA NO NOROESTE

Manejo adequado desde o plantio ao pós-colheita aumenta vendas da fruta

O cultivo da banana desponta como importante atividade econômica no Noroeste Fluminense, sobretudo no município de Porciúncula, onde a Cooprofruta (Cooperativa dos Produtores de Frutas da Mesorregião do Itabapoana) está sediada. Instituída há três anos, a cooperativa tem 31 produtores de banana associados e vende cerca de cinco toneladas da fruta por semana para uma rede de supermercados de Campos dos Goytacazes. 

O investimento na qualidade dos frutos, através da adoção de boas práticas de cultivo e de colheita, foi a porta de acesso ao mercado. Sérgio Rampazzio, produtor de banana e diretor comercial da cooperativa, disse que, no começo, os frutos foram recusados, porque não tinham a boa aparência exigida pelo atacadista.

– Detectamos que o maior problema era a ausência de manejo adequado na colheita e pós-colheita. Passamos a orientar os produtores, acompanhando o processo – disse o produtor.

A cooperativa precisou aprimorar apenas as técnicas de colheita porque, durante o plantio, os produtores contam com assistência técnica do programa Frutificar, da Secretaria de Agricultura.

– A análise do solo, a utilização de mudas de meristema (livres de fungos e bactérias), o controle fitossanitário, o cultivo irrigado e o manejo sustentável criam um perfil favorável à cultura da banana – explicou Ronaldo Bahiense, gerente regional do Frutificar no Noroeste.

O programa financia até R$ 50 mil, sem fiador, com juros de 2% ao ano. Atualmente, são 80 hectares de plantio de banana assistidos no Noroeste e, segundo Bahiense, a região tem potencial para ampliar em 500% a área cultivada.

Um importante passo para a qualidade final dos frutos foi dado em dia de campo, promovido pela Cooprofruta em abril último, no sítio São Sebastião, em Porciúncula. Na ocasião, mais de 50 agricultores aprenderam técnica corretas na pós-colheita, manuseio, embalagem, armazenamento e transporte da banana. O grupo aprendeu a calcular o momento certo da colheita, a forma correta de cortar o pseudocaule, a não deixar que as pencas toquem o chão, a lavar os frutos com soluções fungicidas e a proteger a banana durante o transporte, para não machucá-la.

– O resultado foi muito positivo. Os produtores estão mais atentos e dedicados, comprando o material necessário e cumprindo as recomendações técnicas – afirmou o agricultor Sérgio Rampazzio.

Com a produtividade aumentando, a Cooprofruta já está fazendo contato com outras redes atacadistas para ampliar as vendas.

Parcerias promoveram o crescimento
A Cooprofruta cresceu com apoio dos governos federal, estadual e municipal, Sebrae, Firjan, Senar e Faerj, além do profissionalismo dos agricultores associados. Na cooperativa é feito o trabalho de padronização, classificação, climatização e comercialização das bananas. Para isso, a organização é equipada com packinghouse e câmara fria, caminhões isotérmico e frigorífico, entre outros equipamentos.

Com o objetivo de apoiar a fruticultura e outras cadeias produtivas, o Rio Rural, da Secretaria de Agricultura, promove boas práticas, como o cooperativismo, e incentiva a construção de estrutura para seleção, processamento e embalagem de produtos agrícolas.

– O programa passou a incentivar práticas individuais, no limite de R$ 4.400, e coletivas, com até R$ 24.000, para ajudar a superar gargalos da cadeia de fruticultura, como a adequação de procedimentos de colheita e pós-colheita – disse Marcos André Jogaib, da equipe técnica do Rio Rural

 » Ascom da Secretaria de Agricultura

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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Peregrinos conhecem um pouco da história do município de Magé

Após participar de uma missa na Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Raiz da Serra, no 6º distrito de Magé, cerca de 200 peregrinos de El Salvador, da Guatemala e do Equador, que estão hospedados com famílias da cidade, assistiram a um vídeo com toda história da região.   
Em seguida os participantes da Jornada Mundial da Juventude, acompanhados de tradutores e membros da paróquia local, foram conhecer de perto a Fábrica Estrela, antiga Fábrica de Pólvora Lagoa Rodrigo de Freitas que tinha sede na Zona Sul do Rio, fundada por Dom João VI e transferida por D. Pedro I para o local onde encontra-se até hoje (Com a criação da IMBEL, em 1975, passou a funcionar como empresa pública ligada ao Exército) . Atualmente a empresa atende ao mercado civil e militar e produz explosivos e outros acessórios.
Logo após a visitação à fábrica, os jovens foram passear no Caminho do Ouro, trilha construída por escravos em 1724 para transportar do rico metal de Minas Gerais para Magé, que hoje é um importante ponto turístico de Magé.
Ascom 

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Mais de 300 quilômetros de estradas são recuperados pela Prefeitura

Trabalho visa beneficiar produtores no escoamento da produção. Município possui mais de 1,2 mil quilômetros de estradas vicinais

Cantagalo – A Prefeitura de Cantagalo vem dando atenção especial à recuperação das estradas vicinais, aquelas de terra batida que atendem à zona rural do município e que beneficiam, principalmente, os produtores rurais, sejam de hortifrutigranjeiros ou de leite, uma das maiores produções da região, tendo em vista Cantagalo ser o maior criador de gado bovino das regiões Serrana e Centro-Norte Fluminense, com mais de 55 mil cabeças.
O trabalho de limpeza do leito e patrolamento vem sendo realizado pela Patrulha Mecanizada, que pertence à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário, numa parceria com a Secretaria Municipal de Viação e Transporte. As estradas estavam em precárias condições. Para as secretarias envolvidas, o momento propício a esse tipo de trabalho é agora, antes do início do período das chuvas de verão, que se intensificam a partir de novembro.
As estradas também estão recebendo saibro, já que a saibreira municipal foi liberada pela Inea (Instituto Estadual do Ambiente). Até agora, mais de 300 quilômetros de estradas foram beneficiados pelo trabalho, beneficiando centenas de produtores e comunidades da zona rural. No total, são mais de 1,2 mil quilômetros de estradas sob responsabilidade da Prefeitura.
E o trabalho tem sido completo, não apenas de patrolamento simples, mas de desentupimento de bueiros e de retirada dos excessos de terra que ficaram por anos a fio à beira das estradas e, inclusive, soterrando as cercas que delimitam as estradas das propriedades particulares.

Ascom Cantagalo

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terça-feira, 16 de julho de 2013

Audiência pública discute implantação de CTR em Mauá

A população mageense e autoridades locais participaram da audiência pública promovida pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA) da Secretaria de Estado do Ambiente. O encontro realizado no Magé Tênis Clube na quinta-feira, 11 de julho, e faz parte da fase de apresentação do empreendimento no processo de licenciamento ambiental junto ao INEA, solicitado pela empresa Terra Ambiental.
Centenas de pessoas estiveram no evento que contou com a participação da Promotoria do Ministério Público estadual, representantes do INEA, da CECA/SEA, e da empresa Terra Ambiental. A audiência pública para apresentação e discussão do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), com relação ao requerimento de licença prévia feito pela Terra Ambiental e Incorporadora Ltda., tem o objetivo de instalar uma Central de Tratamento e Disposição Final de Resíduos Sólidos – classes I e II – no bairro Jardim da Paz, em Mauá.
Uma central de tratamento classificada nos portes I e II recebe resíduos da coleta de origem doméstica e industrial com Estação de Tratamento de Efluentes (ETE). O projeto também contempla áreas de beneficiamento de recicláveis, tratamento de chorume e queima dos gases emitidos pelos resíduos, entre outros módulos de aproveitamento apresentados.
Segundo o relatório preparado pela equipe técnica do Ministério Público estadual e apresentado pelo promotor Thiago Veras, "existe grande preocupação com o potencial de contaminação da área com risco de vulnerabilidade ambiental, afetando o Rio Inhomirim e o manguezal atingindo a Baía de Guanabara".
O governo municipal foi representado pelo secretário de Meio Ambiente, Leandro Vidal, que destacou a importância em esclarecer mais sobre o empreendimento para população. "Como representantes da comunidade mageense nós solicitamos à empresa que apresente mais detalhes sobre o projeto, assim como o Ministério Público que apontou uma análise crítica para que o CTR não se instale na localidade. Então nossa proposta é realizar um encontro no distrito de Mauá, com a participação dos moradores que serão os impactados diretamente pelo empreendimento", declarou.

 Assessoria de Comunicação

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INTEGRAÇÃO DE PROGRAMAS MELHORA PRODUÇÃO DE LEITE NO ESTADO

Produtores recebem apoio para investir em todas as etapas da cadeia leiteira
A integração entre os programas Rio Rural, Rio Leite e Rio Genética, da secretaria estadual de Agricultura está beneficiando cada vez mais pequenos produtores e associados das cooperativas de leite do Norte e Noroeste Fluminense. Com investimentos diretos, financiamentos e incentivos fiscais, os pecuaristas têm melhorado a qualidade dos rebanhos e as condições de venda, além de reduzirem o impacto ambiental de suas atividades, preservando o ambiente.

Na microbacia São Domingos, em Conceição de Macabu, o agricultor assentado César Peixoto de Souza, de 59 anos, é um exemplo do sucesso das políticas da secretaria estadual de Agricultura para o setor. Ele está feliz com o investimento de R$12 mil do Rio Genética, para a compra de quatro animais, que paga em prestações trimestrais.

- As vacas são ótimas e já deram crias. Além disso, a minha produção de leite subiu - avalia o agricultor, que também recebeu do Rio Rural incentivo financeiro, não reembolsável, para plantação de cana forrageira, para alimento do gado. A média da produção de leite na propriedade subiu de 60 para 70 litros por dia, vendidos à Cooperativa de Leite de Conceição de Macabu.

César foi beneficiado ainda pelo Rio Rural com um kit de produção de mel para complementar a renda familiar. Como contrapartida ambiental, ele protege 1,7 hectares de mata, ajudando a preservar o meio ambiente e aumentando a produtividade das abelhas. Este ano, receberá recursos do programa para compra de uma ordenhadeira mecânica e formação de novo pasto.

Por ter adquirido as vacas através do Rio Genética, o produtor teve direito à assistência técnica gratuita para realizar Inseminação Artificial Por Tempo Fixo (IATF). O atendimento é feito pelo médico veterinário Tiago Botelho Gomes, da Unimev (Cooperativa de Médicos Veterinários), em parceria com a Emater-Rio e a Prefeitura de Conceição de Macabu. Tiago explica que, desde maio do ano passado, aproximadamente 200 vacas de criadores participantes do programa no município foram examinadas para inseminação.

Na avaliação do secretário de agricultura, Christino Áureo, a sustentabilidade da cadeia do leite está diretamente relacionada com a eficiência produtiva.
 -Estamos mostrando na prática que é possível, com tecnologia, obter ganhos expressivos em pequenas propriedades, e ainda preservar as áreas verdes que antes eram degradadas - declarou.

Fortalecimento das cooperativas

A liberação de R$ 60 milhões de créditos de ICMS retidos, através do programa Rio Leite, está promovendo a reestruturação de cooperativas e laticínios em todo o estado. A Cavil – Cooperativa Agrária do Vale do Itabapoana Ltda, uma das primeiras beneficiadas com o incentivo, utilizou o crédito de R$ 3 milhões para construir seu novo parque industrial, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense.

O presidente da empresa, Cloilsom Pedrosa afirmou que, de agora em diante, serão investidos recursos nos produtores cooperados.

- Queremos dar melhores condições de trabalho e investir na qualidade do leite, através de capacitação, compra de matrizes de boa genética, aquisição de máquinas como retroescavadeira e trator para atender o produtor rural - concluiu Cloilsom.

 Ascom da Secretaria de Agricultura

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RIO RURAL INCENTIVA PRÁTICA DE MANEJO SUSTENTÁVEL EM ITAOCARA

Produção na entressafra de lima ácida permite maior ganho para pequeno agricultor

Na microbacia Valão do Papagaio, em Itaocara, o agricultor familiar Dirceu Pinto Sampaio, de 74 anos, está experimentando uma técnica que permite aumentar a rentabilidade da produção de lima ácida tahiti. Trata-se de uma Unidade de Pesquisa Participativa (UPP) do Programa Rio Rural, da Secretaria de Agricultura, que adota um manejo diferenciado da lavoura, para que a colheita aconteça no período da entressafra.

A unidade de longa duração foi implantada pela Pesagro-Rio em outubro de 2010, no sítio do agricultor, que se candidatou a parceiro do projeto durante as reuniões realizadas com o Comitê Gestor da microbacia (Cogem).

O tahiti produz o ano inteiro, sendo o pico de colheita em março.

- Estamos fazendo o manejo da irrigação e adubação para que o auge da produção ocorra na entressafra, quando há poucos frutos no mercado - esclarece Julio César Monteiro Barros, engenheiro agrônomo da Pesagro-Rio e coordenador do projeto.

A metodologia consiste em derrubar 80% das flores na principal florada, que ocorre naturalmente na primavera. Em seguida, fornecer nutrientes para induzir as plantas a florescer novamente no mês de março, produzindo frutos em setembro, quando o preço está em alta, pela pouca oferta no mercado.

Aumentar o lucro do agricultor não é a única finalidade do projeto. Os pesquisadores estão estudando a aplicação de compostos orgânicos nas plantas, para obter maior produtividade e melhor qualidade de frutos, sem comprometer o meio ambiente e sem onerar a produção. Foi aplicado um conjunto de técnicas sustentáveis, sendo a principal o uso da urina de vaca, que fornece nutrientes e protege as plantas.

Manejo sustentável do agroecossistema

A UPP rural mudou a paisagem da propriedade. O plantio de 125 pés de lima ácida foi feito em uma área de 0,25 hectares, em um terreno com muito declive, que sofria processo de erosão por seu uso como pastagem durante muitos anos. A correção do solo com insumos naturais para torná-lo apto ao desenvolvimento da cultura.

Após o plantio das mudas, foi usada urina de vaca para fornecer nutrientes ao solo e atuar como fitoprotetor das plantas, evitando o ataque de pragas. O solo recebeu também uma cobertura verde, com o plantio do amendoim forrageiro, que controla o mato, conserva a umidade e fixa o nitrogênio. Ao redor do pomar foi plantada cana de açúcar, para formar um cordão de retenção da erosão.

A experiência está provando que é possível desenvolver a lavoura apenas com a adubação natural.

- A homogeneidade das plantas e a presença das abelhas polinizando as flores é um indício de que o pomar está equilibrado ecologicamente e biologicamente - afirma Júlio César.

Adesão do Produtor

O agricultor Dirceu Sampaio, que já desenvolvia a fruticultura, viu neste trabalho uma oportunidade para aumentar a renda familiar. Atualmente sua principal atividade é o plantio de manga palmer, espada e haden - cerca de 400 caixas por ano. Dirceu também produz banana, milho, cana e ovos.

A primeira grande safra da lima ácida, em setembro, traz boas expectativas.

- Fico olhando a plantação e sinto muito orgulho - diz o produtor. Os técnicos estimam que ele colha aproximadamente 125 caixas de 27kg, uma por pé plantado. No auge da produção, daqui a 4 anos, a projeção é de cerca de oito caixas por planta.

Dirceu pretende vender as frutas no mercado que o filho dele possui na cidade.

- Esta primeira safra vai toda pra lá. Depois, com o aumento da colheita, vou arrumar mais compradores - planeja. Como a lima ácida produz o ano inteiro, ele já está vendendo frutos, sadios, saborosos e saudáveis.

- Não usei nem uma gota de agrotóxico. É só se dedicar e seguir a orientação dos técnicos, que tudo dá certo - aconselha o agricultor, que protegeu a nascente da propriedade com o apoio do Rio Rural.

A Pesagro-Rio, responsável pelas UPPs, apoia o processo de adaptação dos agricultores às boas práticas agrícolas e de manejo dos recursos naturais.

- Nossa proposta é adequar a produção em pequenas propriedades, com utilização de mão de obra familiar, com enfoque sistêmico de agricultura, em que há interação entre as atividades desenvolvidas. Tudo é feito para atender a demanda do produtor - afirma Lúcia Valentini, coordenadora do núcleo de Pesquisa Participativa no Noroeste fluminense. 

Ascom da Secretaria de Agricultura

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