terça-feira, 26 de maio de 2026

Governo lança auxílio inglês 40+ para impulsionar empregabilidade




Em uma iniciativa inédita voltada para a qualificação profissional da população madura, o Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Educação, anunciou nesta terça-feira (26) a criação do programa Auxílio Inglês 40+. O projeto piloto vai subsidiar cursos de língua inglesa para profissionais acima de 40 anos, com foco inicial em áreas de tecnologia, inovação e comércio exterior.

O objetivo central do programa é combater o etarismo no mercado corporativo e preencher o apagão de mão de obra qualificada em setores que exigem o idioma. Segundo dados do comitê gestor, profissionais nessa faixa etária possuem ampla experiência técnica, mas frequentemente esbarram na barreira linguística durante processos seletivos para multinacionais.

Como vai funcionar o benefício?

O programa funcionará por meio de vouchers mensais e uma bolsa de incentivo para os estudantes selecionados. Confira os principais pontos:

Bolsa de Estudo Integral: Custreio de 100% das mensalidades em escolas de idiomas e plataformas de conversação parceiras.

Auxílio de Custo: Um valor mensal de R$ 350 para apoiar na compra de materiais didáticos ou custos de internet.

Duração: O ciclo inicial do programa terá duração de 18 meses, com foco em proficiência do nível básico ao intermediário avançado (foco em negócios).

"Não estamos falando apenas de assistência social, mas de estratégia econômica. Inserir profissionais experientes e agora bilíngues no mercado é acelerar a produtividade do país", afirmou a coordenação nacional do programa durante a coletiva de imprensa.

Quem pode se inscrever?

Para concorrer a uma das 50 mil vagas desta primeira fase, os candidatos devem cumprir os seguintes pré-requisitos:

Requisito 

Idade Ter 40 anos ou mais completos até a data da inscrição.

Renda Renda familiar per capita de até 3 salários mínimos.

Situação Laboral Desempregados, profissionais autônomos ou em transição de carreira.

Cronograma e Inscrições

As inscrições começam na próxima segunda-feira, 1º de junho, e estarão abertas até o dia 20 do mesmo mês. O processo será realizado exclusivamente de forma online, através do portal oficial do programa no site do Governo Federal. As aulas estão previstas para iniciar na primeira quinzena de agosto de 2026.


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Inspeção obrigatória de veículos pode mudar rotina e bolso de motoristas no Brasil


Autoria do deputado federal Fausto Pinato (PP-SP)
Divulgação



A rotina dos proprietários de veículos no Brasil pode passar por uma transformação profunda nos próximos meses. Avança no Congresso Nacional um projeto de lei que visa reinstalar a obrigatoriedade da chamada Inspeção Técnica Veicular (ITV) periódica para toda a frota nacional. A medida, que promete tirar de circulação carros sem condições mínimas de segurança e frear a emissão de poluentes, divide opiniões entre especialistas, motoristas e parlamentares.

Se aprovada, a nova regra vai exigir que automóveis, motocicletas, caminhões e ônibus passem por uma avaliação técnica detalhada para que possam receber o licenciamento anual. Atualmente, a maior parte do país exige vistorias apenas em situações específicas, como na transferência de propriedade ou em mudanças de características do veículo.

O que prevê a proposta?

O projeto estabelece um cronograma de vistorias baseado no ano de fabricação e no tipo do veículo. A ideia central é criar uma malha de oficinas e centros de inspeção credenciados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).

Durante a inspeção, serão avaliados itens cruciais para a segurança viária e para o meio ambiente:

Sistema de freios e suspensão: Testes dinâmicos para garantir a estabilidade do veículo.

Alinhamento e pneus: Verificação do desgaste da banda de rodagem (os famosos sulcos do pneu) e do estado das rodas.

Emissão de gases e ruídos: Medição direta no escapamento para checar se o carro respeita as metas ambientais vigentes.

Sistema de iluminação: Faróis, setas, luzes de freio e de ré devem estar 100% funcionais.

Regra de transição: Veículos novos (zero quilômetro) devem ganhar uma carência, ficando isentos da inspeção pelos primeiros dois ou três anos, desde que não se envolvam em acidentes com danos estruturais.

Segurança vs. Bolso: O debate econômico e social

Os defensores da medida, que incluem engenheiros de tráfego, ONGs de segurança viária e entidades ambientais, argumentam que o Brasil possui uma das frotas mais velhas de sua história recente, com média de idade superior a 10 anos. "Muitos acidentes graves ocorrem por falha mecânica preventiva, como freios desgastados ou pneus carecas. A vistoria obrigatória salva vidas e reduz os custos do SUS com acidentados", aponta o setor técnico.

Por outro lado, a proposta enfrenta forte resistência popular e de setores políticos que enxergam a medida como uma "indústria da multa" ou uma taxa disfarçada. O principal ponto de crítica é o impacto financeiro no orçamento das famílias de baixa renda.

Ponto de Vista Argumento PrincipalA favor da medida Redução de acidentes por falha mecânica, diminuição da poluição do ar e valorização do mercado de usados bem cuidados.
Contra a medida Criação de novos custos para o motorista (taxa da vistoria + manutenção forçada), risco de corrupção em credenciamentos e burocracia.

Se o veículo for reprovado em algum item, o motorista não receberá o documento de licenciamento. Ele terá um prazo (geralmente de 30 dias) para realizar os reparos em uma oficina de sua preferência e retornar para uma nova avaliação, sem custo adicional de taxa na primeira reiteração.

Próximos passos

O projeto de lei segue em tramitação nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados e do Senado. Para virar lei, ele precisa ser aprovado em ambas as casas e, posteriormente, sancionado pela Presidência da República. Caso seja aprovado, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) terá um prazo para regulamentar os valores máximos das taxas e os critérios técnicos padronizados para todo o território nacional.

Para os motoristas, a recomendação dos especialistas antecipa o óbvio: manter a manutenção preventiva em dia continua sendo a melhor forma de proteger o bolso e, acima de tudo, garantir a segurança nas estradas.

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STF retira de pauta recursos de Big Techs contra decisão que ampliou responsabilidade por conteúdos ilícitos

Getty Images


O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou de pauta o julgamento de nove recursos apresentados por plataformas digitais que questionam a decisão da Corte de ampliar a responsabilidade civil das big techs por conteúdos ilícitos publicados por seus usuários. A análise, que estava prevista para ocorrer no plenário virtual entre os dias 29 de maio e 9 de junho, foi suspensa após o ministro relator, Dias Toffoli, remeter o caso para o plenário físico (presencial).

Com a mudança de formato determinada pelo magistrado, caberá agora ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, definir uma nova data para a realização do julgamento.

O debate jurídico envolve duas ações principais que tramitam em conjunto no tribunal. Além do processo sob relatoria de Toffoli, há uma segunda ação sob os cuidados do ministro Luiz Fux. Diferente de seu colega, Fux ainda não liberou os recursos do seu processo para a análise dos demais ministros.

Esclarecimentos sobre a retroatividade

Gigantes da tecnologia, incluindo o Google e o Facebook (Meta), figuram entre as autoras dos recursos. O principal pleito das empresas é que o Supremo esclareça a modulação dos efeitos da decisão, ou seja, a partir de quando as novas regras passam formalmente a valer. No acórdão original, a Corte limitou-se a informar que os efeitos se aplicam "ao futuro".

Para a defesa do Facebook, a redação atual "deixa em aberto questões fundamentais sobre sua aplicabilidade a situações pretéritas já discutidas em processos em curso".

A liberação desses recursos para julgamento coincidiu com a edição de um decreto pelo governo federal que altera a regulamentação do Marco Civil da Internet (MCI), incorporando as diretrizes fixadas pelo STF. O movimento do Executivo gerou forte reação e críticas das plataformas, sob o argumento de que os decretos foram publicados antes do trânsito em julgado da ação (quando não cabem mais recursos).

Entenda o que muda no Marco Civil da Internet

O imbróglio jurídico teve origem em junho de 2025, quando o STF declarou a inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet. Historicamente, esse dispositivo isentava as plataformas de responsabilidade civil por danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros, a menos que houvesse o descumprimento prévio de uma ordem judicial específica de remoção.

Pelo entendimento firmado pelo STF, o artigo 19 passou a ser válido exclusivamente para crimes contra a honra, tais como injúria, calúnia e difamação.

Para todas as outras categorias de crimes, a Corte determinou a aplicação do artigo 21 da mesma lei. Este dispositivo prevê que as empresas devem remover o material ilegal imediatamente após receberem uma notificação extrajudicial do usuário afetado, sob pena de responderem solidariamente pelos danos. Antes da decisão, o artigo 21 era restrito a casos específicos de violação de direitos autorais e de divulgação não autorizada de imagens de nudez.

Por Redação C/ Estadão

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Empresas importam mais de mil trabalhadores chineses por mês para o Brasil


Crédito: Rafael Martins/Folhapress


O avanço massivo dos investimentos da China na economia brasileira deixou de se refletir apenas nas cifras financeiras e passou a redesenhar o fluxo migratório corporativo no país. Consolidado como o principal destino do capital chinês no último ano, o Brasil vive agora um desembarque sem precedentes de profissionais asiáticos. Desde junho de 2025, o Ministério da Justiça registra uma média contínua superior a mil novos vistos de trabalho concedidos mensalmente a cidadãos da China.

Dados compilados apuraram um crescimento sustentado no setor nos últimos três anos. No topo desse movimento migratório está a fabricante de veículos elétricos BYD. Sozinha, a montadora respondeu por cerca de 2.700 autorizações de trabalho emitidas desde o início de 2025.

O efeito Camaçari e a transferência de tecnologia

O principal epicentro dessa onda migratória laboral fica na Bahia, especificamente no município de Camaçari. A região, que em 2021 sofreu um duro baque socioeconômico com o encerramento das atividades da Ford,  provocando demissões em massa e um efeito cascata no comércio local, hoje se reconecta ao mercado global por meio do complexo industrial da BYD.

De acordo com as companhias que lideram as importações de mão de obra, a forte presença de estrangeiros cumpre um papel temporário e estratégico. As empresas alegam que engenheiros, técnicos e especialistas expatriados atuam diretamente no processo de transferência tecnológica, montagem de maquinários complexos e capacitação gradual das equipes de operários e engenheiros brasileiros.

Juridicamente, o modelo encontra amparo na legislação migratória nacional. Especialistas em direito do trabalho e imigração apontam que a vinda desses técnicos é justificável quando atrelada à assistência técnica especializada, implantação de parques industriais de ponta ou treinamentos que a mão de obra local ainda não domina.

Além do setor automotivo

Embora a indústria automobilística de transição energética (carros elétricos e híbridos) chame a atenção pelos números robustos, o fluxo de profissionais atende a outros pilares dos aportes de Pequim no Brasil, como os setores de infraestrutura, mineração, tecnologia da informação e, principalmente, transição energética (geração solar e eólica).

Diante das barreiras comerciais e restrições crescentes que os produtos e empresas chinesas enfrentam nos mercados dos Estados Unidos e da Europa, o mercado brasileiro consolidou-se como um dos cenários mais estratégicos para a internacionalização das marcas da China, transformando a dinâmica de chão de fábrica do país em um ambiente cada vez mais multicultural.

Por Redação C/ Folha de S.Paulo

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segunda-feira, 25 de maio de 2026

DETRAN-RJ altera calendário de licenciamento anual de veículos para o exercício de 2026

Foto: Divulgação/Detran RJ 


O Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ) publicou uma nova portaria oficial que altera substancialmente o calendário de licenciamento anual de veículos para o exercício de 2026. A medida, assinada pelo presidente do órgão, Carlos Eduardo Sarmento da Costa, redefine os prazos limites para que os proprietários de veículos automotores regularizem a documentação de circulação em todo o território fluminense.




A decisão foi formalizada por meio da Portaria Detran nº 7069, de 21 de maio de 2026. O novo ato do presidente altera diretamente o artigo 6º da Portaria Detran SEI nº 6982, que havia sido editada anteriormente em 15 de dezembro de 2025.

De acordo com o documento oficial, a reformulação leva em consideração as diretrizes estabelecidas pela Resolução CONTRAN nº 110/2000, responsável por determinar em âmbito nacional os parâmetros e limites para a renovação do licenciamento anual de veículos.

Confira as novas datas de vencimento

O novo cronograma de licenciamento para 2026 foi dividido em três grandes blocos de prazos, organizados de acordo com o dígito final da placa de identificação de cada veículo. Os novos prazos ficaram estabelecidos da seguinte forma:

Finais de placa 0, 1 e 2: O prazo final para a realização do licenciamento e emissão do documento atualizado será até o dia 31 de julho de 2026 (31/07).

Finais de placa 3, 4 e 5: Os proprietários com estes dígitos finais terão até o dia 31 de agosto de 2026 (31/08) para regularizar a situação.

Finais de placa 6, 7, 8 e 9: Para este último grupo, o prazo estende-se até o dia 30 de setembro de 2026 (30/09).

Vigência imediata

A Portaria nº 7069 estabelece expressamente em seu Artigo 2º que as novas regras e datas entram em vigor de forma imediata, a contar da sua data de publicação oficial, revogando automaticamente todas as disposições em contrário que haviam sido estipuladas no final de 2025.

A alteração confere um novo fôlego e planejamento para os motoristas do Rio de Janeiro, que devem ficar atentos aos novos vencimentos para evitar circular com o licenciamento em atraso, o que constitui infração gravíssima de trânsito sujeita a penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), como multa e retenção do veículo.

Por Redação C/ Extra

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Planeta em alerta: “super el niño” ameaça tornar 2026 e 2027 os anos mais quentes da história


Yuri Cortez/AFP/Getty Images via CNN Newsource


O aquecimento global e as forças da natureza estão prestes a colidir num cenário que coloca a comunidade científica internacional em estado de emergência. Dados de monitoramento climático recolhidos nos últimos anos revelam que a iminente formação de um "Super El Niño" poderá destabilizar ainda mais o clima global, ameaçando transformar os anos de 2026 e 2027 nos mais quentes já registados na história da humanidade.

O El Niño é um fenómeno atmosférico-oceânico natural, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. No entanto, o evento que se desenha para o segundo semestre de 2026 já nasce sob a sombra das alterações climáticas causadas pelo homem, o que torna as suas consequências imprevisíveis e potencialmente devastadoras.

O que dizem os dados mais recentes?

De acordo com as projeções da Agência Americana de Oceanos e Atmosfera (NOAA), a probabilidade de o fenómeno consolidar-se entre maio e julho já supera os 80%. Mais alarmante ainda: há 96% de hipóteses de que o El Niño continue ativo e atinja o seu pico entre o final de 2026 e o início de 2027.

Simulações de centros meteorológicos europeus indicam que, em determinadas regiões do Pacífico, a anomalia térmica da água pode ultrapassar os 3°C acima da média histórica. Tecnicamente, qualquer aquecimento superior a 2°C já enquadra o evento na categoria de "muito forte" ou "Super El Niño".

Cientistas alertam que a velocidade com que as massas de água quente subsuperficiais estão a deslocar-se em direção à costa da América do Sul sugere que o fenómeno poderá chegar mais rápido e mais intenso do que o habitual. O intervalo entre estes grandes eventos, que costumava ser de cerca de 15 anos, encolheu drasticamente: o planeta enfrenta um novo super-evento apenas dois anos após o último ciclo severo.

A atmosfera mais quente potencializa o desastre

Especialistas explicam que o perigo atual não reside apenas na força isolada do El Niño, mas no facto de ele atuar sobre um planeta onde os oceanos e a atmosfera já operam sob temperaturas recordes.

Uma atmosfera mais quente retém mais humidade. Na prática, isto significa que as tendências climáticas serão levadas ao extremo: as secas serão mais severas e prolongadas, enquanto as frentes de chuva serão substancialmente mais volumosas e destrutivas.

Organizações humanitárias internacionais, como a Cruz Vermelha e a Sociedade do Crescente Vermelho, já iniciaram planos de contingência e armazenamento de ajuda alimentar. A preocupação imediata concentra-se em regiões vulneráveis do Sul Global, como o sudeste da África, que enfrenta o risco duplo de secas históricas numa porção do continente e inundações noutra, e o Caribe.

Impactos esperados no Brasil

O Brasil, historicamente afetado pelas oscilações do Pacífico, está na rota direta dos impactos. Embora os meteorologistas sublinhem que a atmosfera é complexa e que o quadro exato só estará claro a partir de junho, o padrão histórico associado a El Niños desta magnitude acende o sinal vermelho em Brasília:

Região Sul: Risco severo de chuvas extremas e inundações sem precedentes, repetindo ou agravando cenários dramáticos de anos anteriores.

Regiões Norte e Nordeste: Projeção de secas severas, com potencial para afetar gravemente os rios da Amazónia, isolar populações ribeirinhas que dependem da navegação e prejudicar a agricultura de subsistência.

Regiões Centro-Oeste e Sudeste: Maior irregularidade na distribuição das chuvas e um aumento substancial na frequência e intensidade das ondas de calor.

Prevenção como única saída

Cientistas e autoridades climáticas reforçam que, face à nova realidade climática, a preparação deve antecipar o desastre. O crescimento desordenado das cidades e a ocupação de áreas de risco aumentam a vulnerabilidade das populações urbanas. A mensagem dos especialistas é clara: o foco global deve mudar urgentemente da resposta à crise para o planeamento urbano, monitoramento contínuo e resiliência estrutural, antes que o Pacífico termine de transferir o seu calor sufocante para a atmosfera mundial.

Por Redação C/ R7

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Luciano Huck repercute na web após declaração polêmica sobre o Bolsa Família


Reprodução do Instagram


O apresentador Luciano Huck, de 54 anos, utilizou suas redes sociais neste domingo (24) para se manifestar após a repercussão negativa de uma fala sua sobre o programa Bolsa Família. O posicionamento do comunicador ocorreu depois que o trecho de um discurso feito por ele em um evento fechado para empresários viralizou nas plataformas digitais, gerando intensa onda de críticas.

Na gravação compartilhada na internet, Huck criticava a atual eficiência do modelo de distribuição de renda do país e citava nominalmente um município baiano para exemplificar seu argumento.

"Hoje eu acho (o Brasil) ineficiente em muitas frentes. O prefeito da cidade de Senhor do Bonfim tem 56% da sua economia no Bolsa Família. O que acontece: você não gera nenhum tipo de estímulo para que as famílias queiram sair do Bolsa Família. Na verdade, elas criam um monte de atalhos para conseguir ficar no programa de distribuição de renda, de proteção social, ad eternum", afirmou o apresentador no vídeo original.

Durante a mesma palestra, o comandante do Domingão com Huck também mencionou dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para ilustrar a baixa mobilidade social do Brasil, destacando que uma família que se encontra na base da pirâmide socioeconômica leva cerca de nove gerações para alcançar a classe média.

O esclarecimento do apresentador

Diante da repercussão do caso, Luciano Huck publicou uma série de vídeos na ferramenta Stories do Instagram para rebater as acusações de que seria contrário a projetos de assistência social.

"Tive uma fala em um evento fechado, tá? Fora do 'Domingão', não era nas minhas redes sociais, não foi uma entrevista que eu dei. E um trecho dessa fala acabou circulando meio fora de contexto. Em alguns cortes, dá a entender que eu seria contra programas de proteção social. Isso não é verdade", declarou.

Huck defendeu que os programas governamentais de transferência de renda precisam ser aprimorados por meio da tecnologia e do cruzamento de dados. Segundo o apresentador, o uso de ferramentas modernas e inteligência artificial ajudaria a individualizar o atendimento a cada família, combatendo desvios e otimizando a aplicação de verbas públicas.

"Proteção social é fundamental. Mas ela precisa caminhar junto com educação de qualidade, com geração de oportunidades, com direito de escolha. O objetivo é apoiar quem precisa hoje, mas também criar caminhos para que essas famílias tenham autonomia no futuro", concluiu o comunicador.

Cenário do Bolsa Família no Brasil

O Bolsa Família é o principal programa de transferência de renda do Governo Federal, voltado a garantir a subsistência de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, exigindo contrapartidas nas áreas de saúde e educação (como frequência escolar e vacinação). Para receber o benefício, a renda por pessoa da família deve ser de, no máximo, R$ 218 mensais.

Diferente do argumento de estagnação levantado em debates políticos, dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) indicam dinamismo na folha de pagamentos: em 2025, entre os meses de janeiro e outubro, cerca de 2 milhões de famílias deixaram voluntariamente ou saíram do programa social após registrarem aumento real de renda.

Por Redação C/ O Dia

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