Com a aproximação do fim do ano, trabalhadores brasileiros começam a se preparar para o recebimento do 13º salário. Em 2026, a primeira parcela do benefício deverá ser paga pelos empregadores até o dia 30 de novembro, conforme a legislação trabalhista. O pagamento representa um reforço no orçamento das famílias e costuma ser utilizado para quitar dívidas, organizar as despesas de fim de ano e planejar as compras de Natal.
Conhecido como gratificação natalina, o 13º salário é um direito garantido aos trabalhadores formais. O benefício é calculado de acordo com a remuneração e o período trabalhado ao longo do ano, podendo ser pago integralmente a quem trabalhou durante os 12 meses ou de forma proporcional aos meses de serviço.
Quem tem direito ao 13º salário?
O benefício é destinado aos trabalhadores com carteira assinada, incluindo empregados urbanos, rurais e domésticos, além dos trabalhadores avulsos. Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também têm direito ao pagamento, seguindo o calendário específico definido pelo instituto.
Para o cálculo proporcional, cada mês de trabalho corresponde a 1/12 da remuneração considerada para o benefício. Para que o mês seja contabilizado integralmente, é necessário ter trabalhado pelo menos 15 dias no período.
Assim, quem trabalhou durante todo o ano tem direito, em regra, ao valor equivalente a um salário mensal. Já os profissionais contratados ao longo de 2026 recebem uma quantia proporcional ao tempo de serviço.
Como calcular a primeira parcela?
A primeira parcela corresponde, em regra, à metade do valor bruto do 13º salário devido ao trabalhador. Para quem permaneceu empregado durante todo o ano, o cálculo costuma equivaler a 50% da remuneração mensal utilizada como referência.
Por exemplo, um funcionário que recebe salário bruto de R$ 3 mil e trabalhou durante os 12 meses do ano poderá receber R$ 1.500 na primeira parcela. O restante será pago na segunda etapa, com a aplicação dos descontos legais, quando houver.
Para quem foi contratado durante o ano, o cálculo considera os meses computados para o benefício. Um trabalhador com salário de R$ 3 mil e direito a seis meses de 13º, por exemplo, terá um benefício bruto de R$ 1.500, dos quais R$ 750 correspondem à primeira parcela.
Além do salário fixo, verbas salariais habituais, como horas extras e comissões, também podem entrar no cálculo, conforme as regras aplicáveis a cada situação.
Quando será paga a segunda parcela?
O pagamento do 13º salário é dividido em duas etapas. A primeira deve ser depositada até 30 de novembro, enquanto a segunda tem prazo legal até 20 de dezembro.
Em 2026, porém, o dia 20 de dezembro cairá em um domingo. Por isso, o pagamento da segunda parcela deverá ser antecipado para sexta-feira, 18 de dezembro, último dia útil anterior ao prazo.
Diferentemente da primeira parcela, a segunda inclui os descontos de contribuição previdenciária e Imposto de Renda, quando aplicáveis. Por esse motivo, o valor recebido nessa etapa pode ser menor do que o da primeira.
Quem já recebeu o adiantamento nas férias terá novo pagamento?
O trabalhador que solicitou e recebeu a antecipação da primeira parcela junto com as férias não tem direito a receber novamente o mesmo adiantamento no fim do ano. O valor já pago é descontado do total devido.
Mesmo assim, poderá haver diferenças a receber, dependendo de reajustes salariais ou de outras parcelas que influenciem o cálculo do benefício.
O que fazer em caso de atraso?
Se o empregador não cumprir os prazos estabelecidos pela legislação, o trabalhador pode procurar os canais oficiais de fiscalização do trabalho para buscar orientação e registrar uma denúncia.
É importante conferir os valores depositados, os meses considerados no cálculo e eventuais descontos aplicados. Em caso de dúvidas, o departamento de recursos humanos da empresa ou um profissional especializado em direito trabalhista pode ajudar a esclarecer a situação.
Com os prazos de pagamento definidos, o planejamento financeiro é fundamental para aproveitar o dinheiro extra sem comprometer o orçamento dos primeiros meses de 2027.
Por Redação C/ UOL
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