domingo, 30 de setembro de 2018

Ângela Maria, "rainha do rádio", morre aos 89 anos em São Paulo

Cantora estava internada há 37 dias no Hospital Santa Maggiore. O velório está marcado para às 10h, no Cemitério Congonhas
Ângela Maria estava há 34 dias no hospital Santa Maggiore, em São Paulo

Thiago Duran/AgNews



Morreu, na noite de sábado (29), a cantora Ângela Maria, intérprete de sucessos da música brasileira como Ave Maria do Morro e do mambo cubanoBabalu. Segundo Daniel D’Angelo, marido da cantora, ela estava há 34 dias no hospital Santa Maggiore, em São Paulo. O velório está marcado para às 10h, no Cemitério Congonhas, em Vila Sofia, São Paulo.
Ângela Maria, nome artístico de Abelim Maria da Cunha, nasceu em 13 de maio de 1929 em Macaé, no distrito Conceição de Macabu, localizado no Rio de Janeiro. Filha de uma dona de casa e de um pastor evangélico foi no coral da igreja que Ângela deu seus primeiros passos em direção à carreira musical. Na juventude, chegou a trabalhar em uma fábrica de lâmpadas e em uma indústria de tecidos.
Como sonhava em cantar no rádio, adotou o nome artístico para participar dos programas de calouros e não ser reconhecida pelos familiares, que desaprovavam suas aspirações artísticas.

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Devido à sua intensa atuação no rádio na década de 1950, foi coroada "Rainha do Rádio" em 1954 através de um concurso popular. No mesmo ano, estreou no cinema com o filme Rua Sem Sol, de Alex Viany.
Apelidada ‘Sapoti’ pelo ex-presidente Getúlio Vargas, Ângela foi considerada a cantora mais popular do Brasil na década de 1950 e serviu de inspiração para intérpretes como Elis Regina. Com 120 discos, é reconhecida pelo Guinness Book como recordista mundial de gravações. Na década de 1960, um de seus grandes sucessos foi a canção Gente Humilde, composição de Garoto, Vinícius de Moraes e Chico Buarque.
Em maio deste ano, a cantora reuniu fãs de todas as idades no Rio de Janeiro durante a turnê Ângela Maria e as Canções de Roberto e Erasmo. Para homenagear seus 70 anos de carreira, foi lançado o musical Lady Crooner, no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro.

R7


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Datafolha: Paes tem 25%, Garotinho, 15%, e Romário, 14%


Levantamento foi feito antes da decisão do TSE de barrar candidatura de Garotinho com base na Ficha Limpa. Indio tem 8% e Motta, 6%

Uma nova pesquisa do Datafolha para as intenções de voto na corrida pelo governo do Rio de Janeiro foi divulgada na última sexta-feira, 28. O levantamento aponta que o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (DEM) continua na liderança da disputa, com 25% da preferência, crescimento de três pontos porcentuais em relação ao Datafolha anterior, divulgado em 20 de setembro. 

O ex-governador Anthony Garotinho (PRP), com 15% das intenções de voto, e o senador Romário Faria (Podemos), com 14%, vêm em seguida, empatados dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Na pesquisa anterior, o parlamentar aparecia com os mesmos 14% e Garotinho, com 12%.

A pesquisa foi realizada antes da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que na última quinta-feira, 27, barrou a candidatura de Anthony Garotinho com base na Lei da Ficha Limpa. Ele está impedido de fazer campanha e recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para se manter na disputa.
A corrida pelo Palácio Guanabara tem na sequência Indio da Costa (PSD), com 8% da preferência; Tarcísio Motta (PSOL), com 6%; Wilson Witsel (PSC), com 4%; Márcia Tiburi (PT), com 3%; Pedro Fernandes (PDT), com 2%; Marcelo Trindade (Novo), André Monteiro (PRTB) e Luiz Eugênio (PCO) têm 1% cada um. Dayse Oliveira (PSTU) não pontuou.
Pretendem votar branco ou nulo 15% dos eleitores fluminenses. Os que não souberam responder ou não responderam somam 4%.
A nova pesquisa Datafolha para o governo do Rio de Janeiro ouviu 1.414 eleitores em 39 municípios fluminenses. O levantamento está registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral sob a identificação RJ-00977/2018.

Veja

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sábado, 29 de setembro de 2018

Bolsonaro recebe alta e deixa hospital em São Paulo

Candidato à presidência ficou 3 semanas internado no hospital Albert Einstein após sofrer uma facada do abdômen em MG. No avião, ele disse que foi 'muito atacado e quer ter a oportunidade de mostrar a realidade'

 
Bolsonaro embarca no avião rumo ao Rio de Janeiro
Foto: Graziela Azevedo/TV Globo

O candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) recebeu alta às 10h deste sábado (29) após 23 dias internado. Ele estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, desde 7 de setembro, um dia após sofrer uma facada no abdômen durante ato de campanha e passar por cirurgia em Juiz de Fora (MG). Ele precisou passar por duas cirurgias desde então.
Bolsonaro saiu do hospital às 13h45 rumo ao Aeroporto de Congonhas, onde embarcou para o Rio de Janeiro, às 15h45, sob vaias e aplausos. No final da tarde, ele já estava em sua casa na capital fluminense.
No avião, Bolsonaro conversou com a TV Globo e disse que está há muito tempo afastado, foi atacado e quer mostrar a realidade.
"Quero rever minha filha de sete anos, a família, não tem preço. Estou muito feliz. Eu tenho recomendações médicas, mas estou tentando uma liberação e vou ver se consigo ir ao debate da Globo na quinta-feira", disse.
"Tenho vontade [de ir]. Fiquei muito tempo afastado, fui muito atacado, oportunidade que tenho de mostrar a realidade", completou.
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Bolsonaro também disse que pretende desfazer mal entendidos. "Parte da equipe falou demais. Mas foi tudo de boa fé. E os ataques que foram muitos, se for possível, a gente desfaz", disse.
Questionado sobre uma entrevista em que ele disse que não respeitaria as eleições, Bolsonaro voltou a dizer que não dá para aceitar "passivamente" uma "fraude".
"Um sistema eleitoral onde nós já tínhamos acertado uma maneira de auditá-lo, que é o voto impresso, lamentavelmente o Supremo Tribunal derrubou e também um sistema eleitoral que não é aceito em lugar nenhum do mundo. Então, a dúvida fica e não sou eu não. A maioria da população desconfia do voto impresso. Então, quer dizer exatamente isso aí. Eu vejo, aí que foi um absurdo o PT crescer, não existe isso. O que eu sinto nas ruas, o que eu vejo em manifestações, haverá uma grande amanhã na Paulista. É um sinal claro que o povo está do nosso lado e da forma como isso é demonstrado, não dá pra gente aceitar passivamente na fraude, na possível fraude a eleição do outro lado", disse.


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No Twitter, agradeceu a manifestações de carinho. "Enfim em casa, perto de minha família no aconchego de nossso lar! Não há sensação melhor! Obrigado a todos pelas manifestações de carinho que pude ver no percurso de volta e em todo Brasil! Um forte abraço a todos!"
Segundo o presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, Bolsonaro está "plenamente recuperado". De acordo com o presidente da sigla, ele surpreendeu a todos os médicos, mas não tem condições de fazer campanha nas ruas.
"Ainda há uma fragilidade física que pode causar um retrocesso nessa recuperação, não haverá corpo a corpo. Campanha de rua ele está impossibilitado de fazer", disse Bebbiano em frente ao hospital.



Pouco antes, Major Olímpio, candidato do PSL ao Senado, afirmou que no final da manhã, os médicos já haviam passado todas as prescrições médicas e que ele só aguardava o horário do voo. "Está eufórico, brincalhão, muito feliz de ir para casa", disse o major.
Bolsonaro teve o cateter usado para administrar medicação retirado na quarta-feira (28). No local havia pequeno foco de infecção bacteriana. Como precaução os médicos decidiram manter a medicação por antibiótico na veia por mais um ou dois dias.
Reprodução/Intagram

Nesta sexta-feira (28), Bolsonaro postou uma foto em sua conta no Instagram fazendo a barba no banheiro do quarto onde está internado no hospital. "Me preparando para voltar à ativa", escreveu.
Neste sábado, o candidato escreveu no Twitter: "O Brasil está na lama por conta do sistema falido que coloca o povo a serviço do Estado e faz acordos corruptos visando a própria sobrevivência. Liderando a corrida sem se curvar a este modelo, afirmo com segurança: nunca estivemos tão próximos de finalmente mudar esta realidade".
Redes sociais
Bolsonaro fez postagens nesta sexta-feira (28) sobre 'ataques de parte da mídia'. A revista 'Veja' trouxe uma reportagem sobre o processo de separação com Ana Cristina Siqueira Valle em 2008, em que ela o acusa de agressividade, de furto de cofre e que ele tinha renda superior ao que recebia como deputado federal e militar da reserva.


Por G1 SP e TV Globo


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Fraudes em cartão de crédito nas transações de celular crescem no país

A Senacon oferece ainda a plataforma Consumidor.gov.br, que reúne reclamações
 e avaliações dos clientes

O número de fraudes envolvendo cartões de crédito em transações pelo celular tem aumentado no país. Segundo levantamento do laboratório de cibersegurança da Psafe, entre janeiro e agosto deste ano já foram detectados mais de 6,7 milhões de golpes envolvendo bancos ou cartão de crédito no ambiente mobile. Ao todo, são 3,6 fraudes por minuto.
Ao todo, foram detectados 920 mil golpes na internet com o objetivo de roubar dados financeiros de consumidores para clonar cartões de crédito neste ano. Os meses de junho e julho tiveram os maiores registros, com 343,5 mil e 388 mil respectivamente. Os menores índices foram registrados em março (10 mil ataques) e abril (6,5 mil ataques). Neste ano, já foram identificadas 5,8 milhões tentativas de golpes a bancos.
Especialistas da PSafe apontam que não é ser possível determinar a motivação dos golpes. No entanto, o laboratório avalia que os dados variam de acordo com a sazonalidade e “criatividade” dos hackers. O aumento nos casos de golpes registrados nos meses de junho e julho podem estar associados ao período de férias escolares, em que as famílias costumam viajar mais e, consequentemente, usar mais o cartão de crédito.
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Segundo os especialistas, hackers têm se aproveitado cada vez mais de contextos reais para criar golpes com um visual bastante crível, o que também influência o aumento dos casos de fraude.
O levantamento foi baseado na coleta de dados de detecções e bloqueios de ciberataques aos aparelhos dos mais de 20 milhões de usuários com o aplicativo de segurança dfndr, nos referidos períodos.
Alerta
De acordo com a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Ana Carolina Pinto Caram Guimarães, a pasta tem alertado os consumidores para verificarem a procedência dos sites e, principalmente, desconfiar de facilidades extremas oferecidas pelos estabelecimentos virtuais.
“Quando se fala de fraude, vai além de uma relação de consumo. É um crime praticado por pessoas que usam de má fé, se apropriam de dados do consumidor para se beneficiar indevidamente. Alguns benefícios oferecidos não são reais, são produtos com preços fora do valor real de consumo, sites que não têm índole boa. Tudo que tem muita facilidade, a gente convida o consumidor a ficar atento”, disse a diretora à Agência Brasil.
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Segundo Ana Carolina Guimarães, o consumidor deve ficar atento às suas movimentações financeiras e comunicar imediatamente aos bancos ou às instituições financeiras caso verifique alguma inconsistência.
“Entre em contato com banco e peça o cancelamento do que estiver em desacordo. O consumidor também tem seu papel de verificar toda movimentação financeira. Os bancos ou estabelecimentos comerciais que não cancelarem imediatamente ou que não cuidarem de suas relações de consumo, como falha de segurança, vão responder juridicamente por essas falhas”, acrescentou.
Segundo a diretora, instituições financeiras têm aprimorado suas tecnologias para evitar golpes e fraudes aos clientes. “Há o caso de um banco que instalou o reconhecimento digital nas operações realizadas pelo celular e essa atitude reduziu mais de 80% nas fraudes no sistema. É necessário o constante aperfeiçoamento das tecnologias para que haja o efetivo combate desses golpes”, avaliou.
Dicas
Para evitar fraudes, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sugere que o usuário pesquise as opiniões dos clientes do estabelecimento antes de realizar transações em plataformas de venda on-line.
Além disso, o órgão aconselha os compradores a buscarem empresas que forneçam o endereço físico no site, CNPJ, e um telefone de atendimento ao consumidor; orienta ainda a desconfiar de ofertas muito generosas e a comparar produtos similares em outros fornecedores.
A Senacon oferece ainda a plataforma Consumidor.gov.br, que reúne reclamações e avaliações dos clientes. O sistema permite a interlocução direta entre consumidores e empresas para solução de conflitos de consumo pela internet. Segundo o ministério, 80% das reclamações registradas no sistema são solucionadas pelas empresas, que respondem às demandas dos consumidores em um prazo médio de sete dias.

EBC

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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

No Rio, mãe é baleada em frente à filha de 8 anos


         Mulher distribuia doces pela passagem do dia dos santos Cosme e Damião

Uma mulher foi baleada nesta quinta-feira (28), ao lado da filha de 8 anos, durante tentativa de assalto em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade. 
Dwala Fontoura Costa estava no carro com a filha e fazia a tradicional distribuição de doces do dia dos santos Cosme e Damião, quando foi abordada por criminosos armados que tentaram levar o veículo. O crime aconteceu no bairro Pechincha. 
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Segundo a Polícia Militar (PM), agentes do 18º BPM, de Jacarepaguá, foram acionados e ao chegarem à Rua Comendador Siqueira, encontraram a Dwala baleada no ombro. Os bandidos fugiram sem levar nada, e a mulher foi encaminhada ao Hospital Municipal Lourenço Jorge.
A PM informou que os policiais fizeram buscas na região para tentar localizar os suspeitos, mas ninguém foi preso. O caso foi encaminhado para a 41ª DP e é apurado pela Polícia Civil.
Pai é morto ao defender filho
Na noite do dia 26, o chefe de cozinha Francisco Vilamar, de 49 anos, foi morto com um tiro no rosto quando tentava defender o filho.
Ele estava com a esposa e o filho de 10 anos e foi assassinado numa tentativa de assalto em frente a um bar na Praça Condessa. O criminoso queria levar o celular que o filho de Francisco, de 10 anos, usava para brincar. O chefe de cozinha recebeu o disparo quando interveio para defender a criança.

EBC

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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

TSE julga Garotinho inelegível e o afasta de campanha a governo do Rio



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (27), por unanimidade, que o ex-governador do Rio Anthony Garotinho está inelegível e, portanto, deve suspender de imediato a campanha ao governo fluminense nas eleições deste ano. Ele também está proibido de gastar recursos do Fundo Eleitoral.

O TSE confirmou decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que no último dia 6 já negou o registro de candidatura a Garotinho. Ele figura como segundo colocado em pesquisas de intenção de voto ao governo do Rio.
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Garotinho teve seus direitos políticos suspensos pelo TSE por ter sido condenado por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, em julho, pela segunda instância do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O caso envolve desvios de R$ 234,4 milhões da área de Saúde do Rio de Janeiro quando ele era secretário da pasta, entre 2005 e 2006.
Trata-se do primeiro caso em que o TSE aplicou a Ficha Limpa em face de condenação por improbidade nas eleições majoritárias deste ano, estabelecendo jurisprudência para os julgamentos daqui em diante.
Para o relator do caso, ministro Og Fernandes, a condenação se enquadra de modo preciso nos critérios da Lei da Ficha Limpa, que prevê a inelegibilidade de pessoas condenadas por improbidade em órgãos judiciais colegiados. “Não há dúvida de que a condenação atende aos requisitos”, afirmou.  
Acompanharam o relator os ministros Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Jorge Mussi e a presidente da Corte, ministra Rosa Weber. “Entendo plenamente evidenciada a causa de inelegibilidade”, afirmou ela.  
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A defesa de Garotinho alegou que a inelegibilidade poderia ser afastada pelo fato de a pena imposta, de mais de dois anos de prisão, ter sido convertida em pagamento de multa e serviços à comunidade. O TSE não acolheu o argumento. 

Os advogados ainda não se manifestaram sobre a decisão do TSE. Mesmo afastado da campanha, Garotinho ainda tem a possibilidade de entrar com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir sua presença na disputa ao Palácio Guanabara. 

A.Brasil

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Decisão do STF cancela título de mais de 3 milhões de eleitores

Cerca de 3,4 milhões de eleitores ficarão sem votar neste ano em razão de não terem feito o cadastramento biométrico

Metade dos eleitores já foram recadastrados

Marcello Casal Jr/Agência Brasil


O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu na quarta-feira (26) manter o cancelamento do título eleitoral de 3,4 milhões de brasileiros — a maioria do Nordeste — que não realizaram o cadastramento biométrico dentro do prazo estabelecido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O julgamento foi finalizado em 7 votos a 2 contra o pedido do PSB (Partido Socialista Brasileiro) para que os cancelamentos fossem anulados e os eleitores, autorizados a votar.
Segundo o partido, que é acompanhado na ação por PT e PCdoB, “tudo indica que a maioria dos eleitores privados do direito ao voto é de cidadãos humildes” e que não tiveram acesso à informação para cumprir a formalidade. Por isso, ao pedir medida cautelar (urgente), o PSB defendeu que a falta de cadastramento biométrico não era razão suficiente para impedir o voto desses eleitores. O partido alega que há violação à democracia, à cidadania, à soberania popular e aos princípios da proporcionalidade e da igualdade.
O TSE, no entanto, se posicionou contrário ao pedido. Em manifestação enviada ao Supremo, a presidente da corte eleitoral, Rosa Weber, afirmou que a medida levaria ao "comprometimento do calendário eleitoral",inviabilizando a realização do primeiro turno em 7 de outubro próximo, além de gerar "elevados custos" para o "refazimento das diversas etapas do pleito". Segundo Rosa Weber, o TSE faz revisão do cadastro de eleitores "em caráter permanente".

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O Brasil tem 147,3 milhões de eleitores aptos a votar este ano — em 2014 eram 142,8 milhões. Do total, 73,6 milhões de eleitores serão identificados por biometria (50,3%), o que representa praticamente a metade do eleitorado.
O cancelamento de título eleitoral atingiu 3.368.447 brasileiros entre 2016 e 2018, segundo o TSE, em 1.248 municípios de 22 Estados.
O julgamento
Durante o julgamento de hoje, prevaleceu o posicionamento do ministro Luis Roberto Barroso, relator da ação, que manteve a posição do TSE. Ele foi acompanhado por Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, presidente da corte. Os dois votos divergentes foram de Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski. Os ministros Celso de Mello e Rosa Weber se declararam suspeitos para atuar na ação e não participaram.
Para Barroso, não há inconstitucionalidade na revisão eleitoral e no cancelamento de título em caso de não comparecimento, já que não há indício de que o processo tenha sido direcionado ou que tenha causado prejuízo a grupos específicos"

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Não vejo inconstitucionalidade no modo como a legislação e o TSE disciplinaram a revisão eleitoral e o cancelamento do título em caso de não comparecimento para a sua renovação. Eu penso que o TSE demonstrou as dificuldades técnicas e o risco para as eleições há menos de duas semanas”, disse Barroso.
No voto em que acompanha o relator, Alexandre de Moraes chamou de "paternalismo no tratamento do eleitor" caso a ação fosse julgada favorável. "O eleitor tem direitos e deveres. Tem direito a ampla participação, e um único dever, o de se recadastrar quando chamado", disse. "Se a grande maioria que não se cadastraram são os mais pobres, a grande maioria que se cadastrou também são os mais pobres", declarou.
Após o ministro Edson Fachin também se declarar contrário ao pedido, os ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski interroperam a ordem de julgamento para manifestarem contrariedade com a decisão que àquela altura já vinha se desenhando na corte.
"A meu ver é muito mais séria [essa decisão] do que possamos imaginar, porque a consequência é de gravidade maior", declarou Marco Aurélio. "Se retirar cerca de 4 milhoes de eleitores [do pleito] só por isso ou por aquilo, porque não houve notificação específica, porque deixaram de comparecer ao cartório", continuou.
Marco Aurélio e Lewandowski alegavam que metade do eleitorado ainda será identificado da forma manual, por documento com foto, e que, por isso, os eleitores que não fizeram a biometria poderia votar pelo método antigo. 
"Fachin, Vossa Excelência sabe que a diferença da candidata eleita na última eleição foi de 3,5 milhões de votos. Uma diferença dessa natureza numa eleição que já vem sendo questionada por determinados setores que eu não tenho pejo de dizer antidemocraticos, como é que vamos ficar?", questionou Lewandowski.
O relator Luís Barroso intercedeu e afirmou que "não comparecer" ao cadastramento da biometria não é o que gera o cancelamento do título. "Não comparecer à biometria nao gera perda de título. O que gera é não comparecer à revisão eleitoral quando o TRE [convoca], constatando quando há alguma irregularidade em tese", disse.
Fim do julgamento
Na sequência Luiz Fux tomou a palavra e se declarou contrário ao pedido do PSB afirmando que a biometria faz parte de um processo de aprimoramento da Justiça Eleitoral contra falsidades de eleitores e ilegalidades na votação. "Essa biometria só fez o bem. O que é surpreendente é essa ação ser proposta a apenas 10 dias da eleição, o que visa a gerar um ambiente de suspeição", afirmou o ministro.
Cármen Lúcia também se posicionou ao lado de Barroso e disse que "não há violação a qualquer um dos princípios apresentados, como violação ao direito do voto". Para a ex-presidente do STF, "voto é também dever, e se exerce nos termos da lei, e temos lei, há 33 anos, o qual tem a possibilidade de cancelamento do titulo de eleitor de quem não comparecer para recadastramento, seja antes ou na revisão eleitoral.
Marco Aurélio e Lewandowski votaram na sequência a favor do pedido de urgência do PSB e, depois, deixaram o plenário. Lewandowski chegou a sugerir que os eleitores atingidos votassem manualmente, em urna de lona, no primeiro turno, superando as dificuldades apresentadas pela Justiça Eleitoral. 
"Estará mal ferido um dos mais importantes direitos fundamentais, quiçá o principal deles, que é o de participar da vida pública por meio do voto", disse Lewandowski.
Para Marco Aurélio, estará prejudicado o "sufrágio universal" definido na Constituição Federal. Ele reiteradamente afirmou que a biometria se trata de um recadastramento, mas que o cadastro eleitoral já existe, com os nomes dos eleitores que tiveram seus títulos cancelados. Segundo o ministro, a Lei das Eleições previu a possibilidade de biometria, mas sem prever sanção. “Vamos colocar na clandestinidade esses eleitores como se não fossem cidadãos brasileiros? Vamos colocar em primeiro plano as resoluções do TSE em detrimento da Lei Maior?", disse.
Gilmar Mendes, em seguida, afirmou que a cada ciclo eleitoral uma parcela do eleitorado tem seus títulos cancelados por vários motivos, como o não comparecimento sem justificativa, e que isso não leva a questionamentos como o feito pelo PSB.
Toffoli anunciou o resultado contra o pedido do partido e manteve os títulos cancelados. O presidente do Supremo reiterou que a decisão é definitiva, não apenas com relação à medida cautelar (de urgência), mas também com relação ao mérito do pedido, o que significa que a corte não voltará a analisar a ação.

Reprodução BBC


R7

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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Temer admite suspender intervenção na segurança do Rio para votar Previdência

Presidente afirmou também duvidar que 'alguém tente derrubar o teto de gastos'

O presidente Michel Temer, durante entrevista à EBC 
Reprodução/NBR


O presidente Michel Temer, que participou da abertura da 73ª Assembleia Geral da ONU no último dia 25, em Nova York, voltou a defender a votação da reforma da Previdência após as eleições, e levantou a possibilidade de suspender, provisória ou definitivamente, a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Ele afirmou que vai conversar com o presidente eleito sobre o assunto.

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— A reforma está pronta para ser votada. Portanto, se houver tempo, eu quero votá-la no final de outubro, novembro e dezembro. É claro que a partir do final de outubro estará eleito o novo presidente e claro que eu vou me articular com o novo presidente — afirmou em entrevista à EBC, em Nova York.
De acordo com a lei, a intervenção impede a votação de emendas constitucionais, como é o caso da tramitação da PEC 287/2016, que altera as regras de aposentadoria e pensão. O prazo previsto para encerramento da intervenção é 31 de dezembro.
— Isso vai depender de conversações que eu terei agora ao longo do tempo e talvez entre o primeiro e o segundo turno. Como depende de votação em 1º e 2º turnos, de repente pode suspender a intervenção - disse o presidente, acrescentando que o combate ao crime no Rio deu resultado.
Teto de gastos
Temer afirmou também não acredita que o próximo governo tente derrubar o teto de gastos, e que haverá apoio no Congresso para rever a medida.
— O que nós fizemos nesses dois anos, ou seja, todas as reformas, modificações estruturais que nós fizemos na economia e na área social, necessariamente vão ter que continuar. Dou um exemplo para você, e eu disse isso no meu discurso para cerca de 100 empresários americanos, a questão do teto de gastos público. Isto foi feito por meio de uma emenda constitucional. Eu duvido que alguém seja eleito e tente derrubar, e portanto consiga apoio do Congresso, para derrubar o teto de gastos públicos — afirmou.
Transição
Segundo o presidente, o governo está preparado para fazer uma “transição tranquila” e que uma comissão para fazer a transição já foi “desenhada” no Palácio do Planalto.
O presidente afirmou ainda que estão prontos “cadernos do governo” sobre as realizações em cada estado da Federação, e que os ministérios também preparam relatórios individuais.

Por Agência Brasil / O Globo


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Paes lidera e Garotinho disputa 2º lugar com Romário, mostra Ibope


Apesar do crescimento, ex-governador é o candidato com maior índice de rejeição


O ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) mantém a liderança na corrida pelo governo do Rio de Janeiro, segundo pesquisa Ibope divulgada na noite desta terça-feira, 25. Ele obteve 24% das preferências dos eleitores, mesmo porcentual da sondagem anterior, divulgada pelo instituto em 19 de setembro. Em segundo lugar, apareceram empatados os candidatos Romário Faria (Podemos) e Anthony Garotinho (PRP), ambos com 16%; na anterior, tinham, respectivamente, 18% e 12%.

Em seguida, estão Índio da Costa (PSD), com 6% ; Tarcísio Motta (PSOL) e Wilson Witzel (PSC), com 4%; Marcia Tiburi (PT), com 3%; e Pedro Fernandes (PDT) e Marcelo Trindade (Novo), com 2%. André Monteiro (PRTB) e Dayse Oliveir(PSTU) chegaram a 1%. Luiz Eugênio (PCO) não pontuou.

Em simulações de segundo turno, Paes derrotaria Romário (38% a 33%, com 26% de votos brancos e nulos e 3% de eleitores que não souberam ou não responderam). O ex-prefeito do Rio também ganharia de Garotinho (44% a 22%, com 30% de brancos e nulos e 3% que não sabem ou não responderam). Romário venceria Garotinho no confronto direto por 39% a 26% (com 32% de brancos e nulos e 3% que não sabem ou não responderam).

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Ex-governador de 1999 a abril de 2003, Garotinho apresentou o maior índice de rejeição: 50% dos abordados pelos pesquisadores disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Em seguida, vieram Paes (27%), Romário (25%), Índio (17%), Marcia (14%), Tarcísio (11%), Fernandes (10%), Trindade (9%), Monteiro, Dayse e Eugênio (8%) e Witzel (7%). Poderiam votar em todos 2% dos entrevistados, e 12% disseram não saber ou não responderam.

Foram ouvidos 1.512 eleitores de 41 municípios do Estado, com 16 anos ou mais, nos dias 22 a 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Editora Globo, que edita o jornal O Globo, e pela TV Globo. Foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio sob o código RJ-08813/2018, e no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-06646/2018.

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Estadão conteúdo

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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Prazo para socilitar 2ª via do título de eleitor vai até quinta (27)

Quem não estiver com o documento, também pode apresentar outro com foto, como RG, passaporte e carteira de trabalho


 
Eleitores podem optar ainda por versão eletrônica do documento
 Foto: Arquivo/Agência Brasil

A segunda via do título de eleitor pode ser solicitada apenas até esta quinta-feira (27). O pedido deve ser protocolado por quem está em dia com a Justiça Eleitoral. no cartório eleitoral da zona em que está inscrito.


O prazo termina exatamente 10 dias antes do primeiro turno das eleições gerais. No entanto, não é obrigatório apresentar o título no dia 7 de outubro, já que um documento de identificação com foto, como a identidade, a carteira de trabalho ou o passaporte, podem ser utilizados.


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Quem já fez o recadastramento biométrico também pode optar por apresentar o documento digital, chamado de e-Título. O aplicativo, disponível para download por iOS ou Android, permite que a cédula seja acessada por smartphones, além de informar o local de votação do usuário. Essas informações também podem ser verificadas na área "serviço para o eleitor", na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Fonte: Tribunal Superior Eleitoral




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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Cotistas com menos de 60 anos têm última semana para sacar PIS/Pasep



Esta é a última semana para que todos os cotistas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) saquem o benefício fora dos critérios previstos em lei. O prazo termina na sexta-feira (28).
Conforme determina a Lei 13.677/2018, a partir do dia 29 de setembro os saques voltarão a ser permitidos somente para os cotistas que atendam a um dos critérios habituais: pessoas com 60 anos ou mais, aposentados, herdeiros de cotistas, pessoas em situação de invalidez ou acometidos por doenças específicas.

Cerca de R$ 17 bilhões já foram pagos aos trabalhadores que atuaram entre 1971 e 1988 na iniciativa privada (com carteira assinada) ou no serviço público, desde o início do processo de flexibilização dos saques do Fundo PIS/Pasep, em outubro de 2017, até agora. Do público potencial de 28,5 milhões de pessoas que havia em 2017, mais de 15,5 milhões de trabalhadores já receberam os recursos, ou seja, 55% do total.
As pessoas com menos de 60 anos representavam, em outubro de 2017, a maior parte dos cotistas do Fundo PIS/Pasep, somando 16,3 milhões de trabalhadores. De acordo com os últimos dados do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, até o último dia 16 cerca de 5,7 milhões de cotistas nessa faixa etária ainda não haviam se dirigido às agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil para buscar o benefício.
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Quem tem direito
Para saber o saldo e se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar os sites do PIS e do Pasep. Para os cotistas do PIS, também é possível consultar a Caixa Econômica Federal no telefone 0800-726-0207 ou nos caixas eletrônicos da instituição, desde que o interessado tenha o Cartão Cidadão. No caso do Pasep, a consulta é feita ao Banco do Brasil, nos telefones 4004-0001 ou 0800-729-0001.
Têm direito ao saque as pessoas que trabalharam com carteira assinada antes da Constituição de 1988. As cotas são os rendimentos anuais depositados nas contas de trabalhadores, instituídas entre 1971, ano da criação do PIS/Pasep, e 1988.
Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A.Brasil

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