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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Rio de Janeiro será o primeiro estado do país a ter indicação geográfica da laranja



O Rio de Janeiro será o primeiro estado do Brasil a adotar Indicação Geográfica (IG) na sua produção de laranjas. O sabor diferenciado da chamada frutas produzidas na região de Tanguá, a chamada 'laranja de Itaboraí', vai garantir aos produtores um selo, emitido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), comprovando sua qualidade única e sua origem. Segundo o último senso divulgado pela Pesagro-RJ (Empresa de Pesquisa Agropecuário do Rio de Janeiro), em dezembro de 2018, 830 citricultores fluminenses realizavam uma colheita superior a 70 mil toneladas da fruta. 

O processo pela adoção da IG é uma ação conjunta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); da Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca – por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-Rio); da Associação dos Citricultores e Produtores Rurais de Tanguá (ACIPTA); e das prefeituras de Tanguá, Itaboraí, Rio Bonito e Araruama. Os municípios são contíguos e produtores da laranja, Tanguá fazia parte de Itaboraí até 1995, quando se emacipou.

A Indicação Geográfica serve para identificar a origem de um produto ou serviço quando certa característica ou qualidade se deva ao local onde é produzido. Com sua emissão, preserva-se as tradições locais, e torna-se possível marcar a diferença de outros produtos similares, além de intensificar seu acesso a mercados.

- Hoje, cerca de 70 IGs estão registradas no Inpi. Não é só o selo, são desenvolvidas boas práticas de gestão, associação de produtores, uso de defensivos corretamente, questão de análises que próprios produtores podem fazer em relação a parâmetros físicos, ao tamanho, separação de tamanhos para para melhor venda. Um projeto como esse valoriza o produtor, o território e as pessoas. A gente muda a realidade da região com o que perpassa esse projeto – explica Ludimila Gaspar, auditora fiscal agropecuária que atua pelo Ministério. 

O processo pela adoção da Indicação Geográfica começou em 2011, sofreu um intervalo e foi retomado em 2017. Foi firmado um convênio até 2021 entre a Prefeitura de Tanguá e o Ministério da Agricultura, pelo qual uma empresa de consultoria especializada em Indicação Geográfica foi contratada e deve encaminhar a documentação para o Inpi ao fim do período para finalizar o processo.O primeiro passo, ainda em 2017, foi a organização da ACIPTA, que ficará responsável por administrar a IG após sua implementação. A organização dos produtores é essencial e foi promovida pela secretaria de Agricultura de Tanguá. Hoje, por exemplo, a associação já está apta a participar do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

– Trabalhamos com produtores para termos os produtos certos nos tempos certos, precisamos estar com eles melhorados sempre. Nossa laranja é usurpada em vários municípios, vendem como se fosse a original, que tem período de safra é específico. Temos os laranjas de tipo Seleta, depois é o período da Natal e, por fim, a Natal Folha Murcha. A Seleta é colhida até julho, as vezes vai até dezembro – explica a secretária de agricultura de Tanguá, Cláudia Milão, umas das principais agentes no processo pela IG. 


Estudos estão sendo feitos para comprovar que a doçura específica da laranja produzida na área dos quatro municípios é uma característica referente ao solo onde as frutas são produzidas. O controle das mudas também está sendo estudado para que seja implantado um sistema mais seguro de produção, fator importante que não havia despertado a atenção necessária até então.

– A Indicação Geográfica está sendo feita porque nossa laranja é a mais doce do Brasil, é conhecida como a laranja de Itaboraí. A questão principal é o sabor. Quando se corta uma fruta de outro estado vai ter uma cor pálida, quando se espreme no copo a nossa é um alaranjado forte e muito doce. Aproveitamos esse momento para fazer valer essa característica regional. Estão sendo feitos levantamentos climáticos, de solos, e da qualidade da laranja. Esse material está sendo preparado para fazer uma comprovação real – explica engenheiro agrônomo e supervisor do escritório local da Emater-RJ em Tanguá, Licínio Silva Louzada, cuja atuação também está na organização da ACIPTA, seleção de produtores para a pesquisa das características dos solos dentre outras atividades. 

Com a IG da laranja, será criado a estrutura com a marca do produto, o que vai beneficiar o produtor local. A laranja cultivada e colhida na região também deve ter seu valor de mercado aumentado. Há também a expectativa de que empresas se interessem pela citricultura no local.

- Existem alguns dados levantados no Rio Grande do Sul, na produção de uva. Lá, houve impacto de mais de 500% no valor da terra. Existem outros dados, aumento no valor do produto que passa por um melhor de qualidade. E consumidor passa a valorizar o produto porque conhece a origem, o tipo de processo, a identidade daquele produtor vinculado aquele produto. Potencialmente tem um valor superior aos demais equivalentes no mercado – diz Gaspar Já com a IG reconhecida, pode haver ainda diversificação na produção, além da convencional. Como a orgânica, que usa metodologia própria.



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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Estado vai repassar R$ 100 milhões à Agricultura em 2020



O governador Wilson Witzel anunciou, nesta quinta-feira, em encontro sobre Ações Estratégicas da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento (SEAPPA), que a pasta estadual contará com a verba R$ 100 milhões no ano que vem. O orçamento atual da secretaria equivale atualmente a R$ 9 milhões para investimentos e custeio, sem o custo de pessoal.  

- Assumimos o Governo do Estado sem condições financeiras, mas conseguimos superar as dificuldades. A realidade do campo no estado do Rio de Janeiro tem sido difícil. Quero anunciar que trabalhamos muito, e por conta de uma gestão eficiente, vamos colocar na Agricultura, em 2020, R$ 100 milhões para investimentos – disse o governador em evento no Praia Clube São Francisco, em Niterói.

Para o secretário de estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Marcelo Queiroz, o repasse permitirá avanços em projetos elencados no Plano Estratégico 2020-2023, documento com metas, elaborado em conjunto com diversos órgãos, com o objetivo de estimular o crescimento do setor nos próximos três anos.

- Esse anúncio é um reflexo do planejamento estratégico que elaboramos hoje na AgroRJ. Se avançarmos em metas e ações, poderemos ter, no longo prazo, a ampliação no papel no Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do estado. Precisamos reverter o jogo no Rio de Janeiro, o agronegócio gera empregos e o futuro está na área rural. Com esses R$ 100 milhões vamos ampliar nossos projetos e serviços - afirmou.

AgroRJ : plano estratégico 2020-2023

O Agro RJ - I Encontro de Ações Estratégicas da Agricultura do Estado do Rio de Janeiro teve como resultado a elaboração de um Plano Estratégico 2020-2023. No documento, que foi entregue ao governador Wilson Witzel, constam 15 ações prioritárias. Entre elas, estão o fomento à instalação e ampliação da Agroindústria para agregação de valor ao produto agropecuário; a capacitação de atores sociais com base nas cadeias produtivas, o estímulo à formação de conselhos de desenvolvimento rural, pesqueiro e consórcio intermunicipais, entre outras propostas. 


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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Cooperativas familiares impulsionam economia regional



O fomento a cooperativas e associações é uma ação de incentivo à economia regional - como o realizado no sul fluminense - onde 1,7 mil empregos diretos e indiretos foram criados para atender a produção de cooperativas familiares de produção de leite e olerícolas. Em Barra Mansa, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio de Janeiro (Emater-Rio), vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento (Seappa), atuou na adequação de uma cooperativa (dentro do Programa Rio Leite) e uma associação (no Programa Rio Horta) que intensificaram a produção na região. Lá, a Emater também agiliza a organização de uma segunda cooperativa.

A ação da Emater visa levar cooperativas e associações a conseguir a sua DAP (Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). O documento permite acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos, Merenda Escolar e Habitação Rural (Pronaf), mas é preciso que cooperativas e associações atendam requisitos para conseguir sua DAP Jurídica.

A Cooperativa de Nossa Senhora do Amparo trabalha com produção de leite e foi a primeira da região a conseguir a DAP Jurídica. Hoje em dia, são mais de 700 trabalhadores, que agem direta ou indiretamente, entre cooperados, empregados, terceirizados, diretoria e familiares, mais de 700 pessoas trabalham direta ou indiretamente na captação de 10 mil litros/dia.

Por sua vez, a Associação de Produtores Santa Rita de Cássia, também dotada de sua DAP Jurídica, é voltada para a cultivo de folhas (olericultura). Mais de mil pessoas atuam na produção, beneficiamento, comércio, transporte das folhas produzidos que atingem 14 mil toneladas/dia.

A Emater entra como um diferencial para intensificar a produção na organização e geração empregos, como explica o supervisor local, Antonio Paz Guiscafré.

- Os representantes da Emater se reúnem com a diretoria das cooperativas que mostram interesse. É feito visita aos produtores para saber se podem ter DAP ou não. A associação deve ter o mínimo de 60% de produtores com DAP individuais, assim é possível ter a DAP Jurídica. Com isso, podem participar de chamadas públicas e ter linhas de crédito exclusivos para Pronaf, PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar e PAA (Programa de Aquisição de Alimento), ações voltadas para segurança alimentar – explica Antonio Paz.

 O Pronaf dá a possibilidade de ter crédito para investimento (a longo prazo) e custeio (pago em um ano, mas que serve para geração de capital de giro), através do Banco do Brasil, com taxas e juros mais baixos; acesso aos programas para fornecer merenda escolar e venda direta para órgãos públicos; além de acesso a editais e chamadas públicas de ministério, entidades privadas e do terceiro setor para elaboração de projetos para desenvolvimento socioeconômico de organizações associativas, de seus associados e agricultores familiares.

 - O Impacto (da organização) é absurdo. A Associação de Santa Rita vende para dez cidades na região, exclusivamente folhosas que servem para merenda escolar. A cooperativa de Amparo fornece leite para merenda para Volta Redonda e tinha uma marca parada há dose anos, a Garça Branca. Com a DAP Jurídica voltou a funcionar, abriram uma área de laticínios para vender manteiga, requeijão e queijo minas. Empregaram muitas pessoas, tiveram que contratar vendedores. Enquanto a Santa Rita de Cássia está visando vender olerícolas para a Academia Militar das Agulhas Negras - afirmou Paz.

O próximo passo da Emater-Rio é conferir a DAP Jurídica a Cooperativa Barra Mansa, o que deve estar concluído em novembro. Ela, que embora não ainda não tenha a DAP Jurídica, é a maior produtora da região, com 90 mil litros de leite/ dia.




Vicente Magno


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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Emater-RIO assina termo do 'Estradas da Produção'



A Emater-RIO assinou com o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (CIDENNF) o 1º Termo de Cooperação Técnica e Operacional do Programa Estradas da Produção.

Na mesma ocasião, foi também assinado, com a Prefeitura Municipal de São Francisco do Itabapoana, o Termo Aditivo referente aos trabalhos a serem executados no município, primeiro contemplado, conforme os critérios estabelecidos e aprovados pelo CIDENNF e EMATER-RIO.

Em reunião que antecedeu às assinaturas, a EMATER-RIO apresentou a nova metodologia de trabalho, bem como o projeto técnico específico de São Francisco do Itabapoana, que prevê a recuperação de 101,6 quilômetros de estradas vicinais de diversas microbacias hidrográficas.


As máquinas designadas para o trabalho em São Francisco do Itabapoana já estão disponíveis e, para a próxima semana, está previsto um treinamento para os operadores, a fim de dar início aos trabalhos o mais rápido possível.


Para o presidente da EMATER-RIO, essa nova metodologia de trabalho do Programa Estradas da Produção vai priorizar as estradas vicinais fundamentais para o escoamento da produção fluminense, bem como o maior número de agricultores beneficiados:


- Estamos evitando qualquer deturpação nos objetivos do programa e contamos com o apoio de todos os envolvidos, inclusive da classe política ligada ao setor. Para isso, queremos total transparência nos critérios adotados e no andamento das ações. O objetivo da EMATER-RIO é sempre beneficiar o seu público alvo, o pequeno produtor fluminense, destacou Jorge Gonçalves.



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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Workshop reúne agentes públicos e empresários para geração de emprego e renda

Vice-governador, Cláudio Castro, participou do evento.

O Noroeste Fluminense é uma das seis mesorregiões do Rio e precisa estar alinhado com o restante do estado para desenvolver cada vez mais as atividades econômicas e sociais. Visando promover essa integração e elaborar propostas do plano estadual de desenvolvimento do Noroeste Fluminense, o vice-governador Cláudio Castro, participou do 1° workshop de desenvolvimento da região que aconteceu, nesta terça-feira (23), em Itaperuna.

Durante o evento, foram abordadas diversas áreas, entre elas: Energia e Comunicação; Licenciamento Ambiental; Logística das Estradas e Agronegócios (Setor Cafeeiro).

Cláudio compôs a mesa com o tema “Custo da Logística”, que também contou com a participação do presidente do DER-RJ, Uruan Cintra de Andrade, do diretor da AGETRANSP, Vicente Loureiro, do chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Transportes, André Aguiar, e do presidente da Agência Estadual de Fomento do Rio de Janeiro, Alexandre Rodrigues.

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"Precisamos trazer educação, saúde e viabilizar negócios e empregos para o Noroeste. Fizemos recentemente um convênio do DER com o BPRV para voltar a fiscalizar as rodovias estaduais, o que diminuiu em 30% o roubo de cargas. Retomar a logística é retomar a capacidade de desenvolvimento e de investimento no Rio", disse Cláudio Castro.

O evento contou com a presença de diversas autoridades, como prefeitos, vereadores e secretários, entre eles Lucas Tristão, da pasta de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Relações Internacionais.
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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Produção elevada derruba preços da cebola nas Ceasas



A cebola continua sem pesar no bolso do consumidor. O produto apresentou a maior queda de preços dentre as hortaliças com maior representatividade na comercialização nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. Rio de Janeiro foi o estado com índice de queda mais expressivo, registrando baixa de cerca de 33%, seguido de São Paulo, Recife e Goiânia. Os dados estão no 10º Boletim Prohort, divulgado nesta quinta-feira (18), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os preços de frutas e hortaliças das Ceasas.
A tendência de preços baixo vem ocorrendo desde maio e se explica pela maior oferta no atacado. A grande produção está vindo sobretudo das regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. A quantidade de cebola no mercado não é impactada com a maior exportação do produto, principalmente para o Paraguai e a Argentina, que chega a 18 mil toneladas até setembro, um aumento de 274% comparado com o mesmo período de 2017.
Por outro lado, o mamão deve encarecer a compra. Somente a Ceagesp em São Paulo apresentou redução de preços superior a 10%, enquanto nos demais mercados atacadistas houve aumento, chegando a mais de 17% na Ceasa/MG e Ceasa/PE. A variante formosa foi a que mais contribuiu para valorização das cotações no mercado, em virtude da redução de oferta pelo efeito das chuvas que afetaram a produtividade nas principais regiões produtoras nos meses anteriores. O mamão papaya também teve redução de oferta, sem no entanto aumentar a cotação, pois a demanda foi limitada pelo clima frio no Sul e Sudeste. No entanto, espera-se para este mês uma oferta maior da fruta, com reflexo na redução de preços.
As demais análises de comercialização das principais frutas e hortaliças podem ser encontradas no Boletim divulgado na página da Conab. O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Companhia, a partir de informações fornecidas espontaneamente pelos grandes mercados atacadistas do país. Para a análise do comportamento dos preços de setembro, foram considerados os entrepostos dos estados de SP, MG, RJ, ES, CE, PE e GO.
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domingo, 1 de julho de 2018

Confira como ter acesso ao crédito rural da agricultura familiar


Programa oferece crédito subsidiado e políticas públicas de apoio ao pequeno produtor


Para fortalecer a agricultura familiar, o governo aumentou a oferta de crédito e reduziu os juros das operações. As taxas são as menores do mercado, vão de 0,5% ao ano a 4,6% ao ano. Para ter acesso, no entanto, é preciso se enquadrar em regras – esses financiamentos são para pequenos agricultores que realmente precisam de apoio para manter a produção. Na safra 2018/2019, serão ofertados R$ 31 bilhões em linhas de crédito. Tire suas dúvidas:

Como solicitar um crédito rural
O primeiro passo é conseguir a Declaração de Apoio ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com esse certificado, é possível ter acesso a 15 políticas públicas, entre elas o crédito rural subsidiado. Segundo a Secretaria de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), existem 4,8 milhões de famílias atendidas pelo programa. Esse documento pode ser emitido para pessoa física, jurídica e para públicos específicos da agricultura familiar, como jovens, mulheres, extrativistas, indígenas, quilombolas e pescadores artesanais.
Onde conseguir o certificado
Para pegar essa declaração, o produtor precisa ir até uma das empresas estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) ou aos sindicatos de trabalhadores rurais. Somente essas instituições têm autorização para emitir o certificado, que é gratuito. Também não é permitida qualquer cobrança para se filiar à instituição emissora.
Documentos necessários
O trabalhador vai precisar levar a identidade e o CPF. Se for casado, precisa levar também os documentos do cônjuge. O agricultor precisa ainda de documentos que demonstrem os rendimentos da produção. Em alguns casos, é necessário apresentar também a renda com aposentadorias, programas sociais, emprego no meio rural ou urbano e comprovação da posse da terra.
O que eu faço quando pegar o documento
Com a declaração em mãos, o agricultor precisa procurar um dos bancos que operam as linhas de agricultura familiar e fazer o pedido de financiamento. O banco pode pedir outros documentos.
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Com  Sead


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Governo vai atualizar cadastro de pescadores para garantir benefícios


Categoria recebe seguro-defeso de um salário mínimo quando pesca é proibida, chegando a R$ 3,5 bilhões



Para garantir benefícios concedidos exclusivamente aos pescadores, o Governo do Brasil vai iniciar um cruzamento de informações na base de dados dos profissionais que vivem da pesca. O objetivo é identificar possíveis fraudes e garantir os benefícios concedidos à categoria aos que realmente precisam. Atualmente, cerca de um milhão de pescadores artesanais fazem parte do cadastro.

Na última sexta-feira (29), Dia do Pescador, a Secretaria de Aquicultura e Pesca (Seap) da Secretaria Geral da Presidência da República publicou duas portarias com informações sobre os procedimentos. Aos profissionais que fazem parte do cadastro, é garantido o seguro-defeso – benefício no valor de um salário mínimo pago pelo INSS no período em que a pesca é proibida devido à reprodução das espécies. Hoje, o governo destina cerca de R$ 3,5 bilhões para esse pagamento.

Além disso, os pescadores também têm acesso a créditos para a produção, com juros abaixo do mercado, por meio de programas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O setor é importante para a economia brasileira e produz mais de 760 mil toneladas de pescado por ano. Para se cadastrar e ter acesso aos benefícios é preciso ter a pesca como única profissão.

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Pente-fino

Nesta primeira etapa, o trabalho vai se concentrar no cruzamento de várias bases de dados do governo, que funcionará como filtro contra possíveis fraudes, para identificar quem é de fato pescador artesanal. Nos casos de irregularidades, será concedido um prazo para que o profissional apresente a documentação necessária para manter o benefício.
“Queremos excluir quem não atende aos critérios, manter os que atendem e incluir os que foram suspensos e cancelados de forma indevida”, explicou o secretário de Aquicultura e Pesca da Secretaria Geral da Presidência da República, Dayvson Franklin.

Maior produtividade

Para o secretário, com 12,5% da água doce do planeta em território brasileiro e mais de 8 mil quilômetros de costa marítima, o Brasil tem potencial para aumentar em dez vezes sua produção de pescado, que hoje representa apenas 0,2% da atividade mundial.
“É um setor estratégico, tendo em vista que o peixe é a proteína animal mais comercializada no mundo e não precisa de uma área extensa para se multiplicar. Nosso país precisa seguir esse caminho para ajudar a colocar mais alimento no mercado”, avaliou.


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terça-feira, 26 de junho de 2018

Governo anuncia R$ 31 bilhões para agricultura familiar



Os agricultores familiares terão R$ 31 bilhões de recursos para a safra 2018/2019, R$ 1 bilhão a mais em relação à safra anterior. Segundo a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, o teto dos juros foi reduzido, passando de 5,5% para 4,6% ao ano.

Ao anunciar os recursos, o presidente Michel Temer ressaltou a importância da agricultura familiar para o país, e disse que o Plano Safra 2017/2020, agora plurianual, tem os juros mais baixos do mercado. “Queremos aproximar o produtor familiar dos consumidores e daí a parceria que estabelecemos com os supermercados para garantir em todo o país gôndolas exclusivas para a produção do agricultor familiar”, disse, em cerimônia no Palácio do Planalto.

Segundo o governo, o Plano Safra vai atender a cerca de 40 milhões de agricultores familiares, que representam 84% dos estabelecimentos rurais, responsáveis pela produção de 70% dos alimentos do país.
“É fundamental prestigiar a agricultura familiar. Trata-se da base econômica da maior parte dos pequenos municípios do Brasil. É fonte de empregos. Tem peso decisivo no abastecimento do mercado interno”, acrescentou Temer.

De acordo com o presidente, o plano também está aprimorando o Programa Nacional de Alimentação Escolar, com destinação de, no mínimo, 30% do orçamento da merenda escolar a aquisições de pequenos agricultores.

Entre os acordos de cooperação técnica assinados, está o do governo federal com a Associação Brasileira de Supermercados, em que os supermercados associados, cerca de 89 mil estabelecimentos, terão gôndolas específicas com produtos oriundos da agricultura familiar.

Também foi anunciada ampliação do limite da renda para enquadramento no crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento de Agricultura Familiar (Pronaf). A partir de 1º de julho, o limite passa de R$ 360 mil para R$ 415 mil.


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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Agricultores de Rio das Ostras participam de encontro sobre certificação de produção orgânica


Reunião aconteceu nesta quarta-feira, dia 21, em Cantagalo

Mais um trabalho de incentivo aos produtores rurais foi realizado em Rio das Ostras. Desta vez, a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca do município promoveu um encontro para falar do Sistema Participativo de Garantia - SPG, que contou com a presença de agricultores orgânicos, a fim de apresentar a certificação de produção orgânica. A reunião aconteceu nesta quarta-feira, dia 21, no auditório do Departamento de Agropecuária de Rio das Ostras – Deagro, em Cantagalo.
Segundo o técnico em agropecuária da Secretaria, Ciro Marques, esta foi a primeira reunião independente para iniciar o processo de certificação dos produtores, pois trata-se de agricultores vinculados a um grupo de produtores de Casimiro de Abreu, que conta com 12 produtores orgânicos já certificados, e dois deles são de Cantagalo.
Ciro explicou que o Sistema foi criado para poder certificar o produtor orgânico de forma menos onerosa e mais participativa, onde todos os componentes do grupo avaliam a conformidade das unidades de produção de outros colegas, frente aos regulamentos da agricultura orgânica. O encontro acontece mensalmente e é uma exigência da certificadora ABIO – Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro. Durante as reuniões, o grupo debate sobre comercialização, soluções, viabilidade de feiras e outros assuntos.
“Hoje destacamos o plano de manejo, um documento preenchido com todas as informações do produtor e sua propriedade. A ideia é melhorar as condições ambientais da área de produção, conseguir produzir menos produtos com valor agregado maior e, principalmente e mais importante, melhorar a condição de saúde do agricultor e também do consumidor, mostrando o verdadeiro valor que o produto orgânico tem”, ressaltou o técnico em agropecuária.
COLABORAÇÃO – Ainda de acordo com Ciro Marques, o Sistema Participativo de Garantia além de agricultores, também envolve colaboradores, comerciantes, consumidores e técnicos.
Para Marcos Domingues, que tem um mercado online de produtos orgânicos certificados e ecológicos no município, é de suma importância participar de reuniões como essa junto aos produtores orgânicos.
“Ter um contato mais direto com os agricultores, conhecer a origem dos produtos que comercializo e incentivar a produção local é sempre muito bom. Hoje conversamos sobre o preenchimento correto do plano de manejo, que é tão importante para a certificação participativa. Essa orientação é fundamental em todo esse processo”, concluiu o comerciante.
Atualmente, o grupo conta com uma média de 12 pessoas com interesse em certificar suas produções. O técnico Ciro Marques disse que a expectativa é que até o fim do segundo semestre todos estejam certificados.   

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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Senado aprova projeto que parcela dívidas de produtores rurais

Texto, que vai à sanção presidencial, também reduz contribuição social paga pelos agentes do setor rural



O plenário do Senado Federal aprovou, na última quinta-feira (14), um projeto de lei que permite que produtores rurais parcelem suas dívidas com desconto em prazo de 15 anos. A proposta ainda reduz a alíquota de contribuição social do setor, que constitui o Funrural – fundo previdenciário dos trabalhadores rurais.
Já aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto agora segue para sanção do presidente da República, Michel Temer. Ele tramitou em regime de urgência e substituiu uma medida provisória que havia perdido a validade.
Com o texto, a contribuição social paga pelos empreendimentos rurais caiu de 2,5% para 1,7%. Os novos percentuais passam a valer a partir de janeiro de 2018.
O parcelamento aos produtores rurais vai estabelecer melhores condições de parcelamento para quem possuir dívidas de até R$ 15 milhões. A entrada exigida será de 0,8% da média mensal da receita obtida no ano anterior ao vencimento da parcela devida. Para compradores e cooperativas, esse percentual é de 0,3%.
O desconto aplicado pelo projeto é de 100% em juros e multas de atraso, ofício e encargos legais. O valor mínimo das parcelas foi fixado em R$ 100 para produtores e R$ 1 mil para compradores.

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Governo do Estado entrega investimentos para a cidade de Itaocara



O secretário estadual de Agricultura, deputado Jair Bittencourt, realizou a entrega de diversos materiais e máquinas na última sexta-feira (22), no município de Itaocara. Os investimentos totalizam mais de R$290 mil e contemplam 120 subprojetos, beneficiando 51 produtores familiares, em quatro microbacias hidrográficas. Em outubro, um novo repasse será feito, em um total de, aproximadamente, R$500 mil. 

Os investimentos, oriundos do programa Rio Rural, da Secretaria Estadual de Agricultura, englobam roçadeiras, motopicadeiras, ordenhadeiras, tanques de resfriamento de leite, arame farpado, calcário agrícola, sementes, fertilizantes e adubos, entre outros, para incentivo a subprojetos econômicos, ambientais e sociais. 


No evento de entrega dos materiais, Jair Bittencourt ressaltou que, apesar das dificuldades do Estado, a Secretaria de Agricultura garantiu os recursos: “Mesmo com tudo o que passamos, conseguimos uma nova fase do Rio Rural, renovando os investimentos com o Banco Mundial para a continuidade do programa e poderemos permanecer beneficiando os produtores rurais”, disse.

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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Prefeito Rodrigo Viana se reúne com representantes do Incra



O prefeito de Trajano de Moraes Rodrigo Viana recebeu no gabinete o superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Rio de Janeiro (INCRA), Carlos Castilho e representantes de comunidades, assentados e produtores rurais. O objetivo do encontro foi tratar a situação dos assentamentos na cidade.

Durante a reunião, vários assuntos foram tratados, como por exemplo, a criação de um termo de cooperação técnica entre INCRA e a Prefeitura para viabilizar as ações do Instituto nos projetos para os assentamentos da região no que diz respeito às demandas de infraestrutura para serem atendidas tais como água, manutenção de estradas e a viabilização de assistência técnica.

O Programa Terra Sol também entrou na pauta. Atualmente esse é um dos programas que beneficia diretamente os produtores agroecológicos. O Terra Sol é um programa do Incra que visa propiciar o aumento de renda dos assentamentos da reforma agrária por meio de atividades socioeconômicas sustentáveis, valorizando as características regionais, experiências e potencialidades locais, com ênfase na agroecologia.

De acordo com o prefeito Rodrigo Viana, essa seria uma alternativa positiva para os produtores de Trajano. “O objetivo do projeto apresentado pela poderá viabilizar a agroindustrialização, comercialização e distribuição dos produtos agroecológicos produzidos nos assentamentos. Desta forma, os assentados teriam acesso ao mercado institucional através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)”, explicou o prefeito.

Outro citado na reunião foi o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que propõe e apoia projetos de educação voltados para o desenvolvimento das áreas de reforma agrária. “É interessante, mas tudo tem que ser estudado e documentado. A prefeitura está ai para oferecer o que tem de melhor ao produtor rural. O público alvo desse projeto, por exemplo, são os jovens e adultos dos projetos de assentamento criados e reconhecidos pelo Incra, e trabalhadores acampados cadastrados na autarquia, e beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNFC)”, destacou Rodrigo.
               
Diante do fato, a partir da reunião será formalizado o estudo de um convênio na cidade. “A conversa com o prefeito foi muito boa e positiva, porque ele vai direcionando a partir de agora, as dificuldades do campo e dos assentamentos e poderá nos ajudar a montar os projetos que beneficie essas pessoas. Tenho certeza que vamos avançar bastante”, disse o Superintendente Regional, Carlos Castilhos.

Participaram da reunião também Fabiano Santos da Associação de Produtores Rurais da Caixa D’água, o Presidente da Cooperativa de Caixa D’água e Barro Alto Paulo César Mendonça, Arielton Ferreira, Roberto da Emater e Cassios Rodrigues Assistência Técnica.

Ascom 


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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

‘Vem pra Roça’: Feiras da Agricultura Familiar conquistam o público com qualidade e variedade de produtos



Valorizar o produtor rural e incentivar a produção agrícola local é um dos objetivos do Circuito de Feiras da Agricultura Familiar ‘Vem pra Roça’. Criada em abril de 2016, a iniciativa é resultado de ação conjunta da Prefeitura de Teresópolis e o Escritório Local da Emater-Rio. Para os produtores, é uma ótima oportunidade de escoar a mercadoria e mostrar a variedade da sua produção: hortaliças, legumes, frutas, bolos, pães e conservas artesanais, entre outros artigos.

“As feiras se consolidaram como uma proposta de comercialização direta a um preço justo, com os produtores adotando um sistema de produção em equilíbrio com a natureza. São feiras do município funcionando em espaços públicos”, avaliou a engenheira agrônoma Monique Lopes, do Escritório Local da Emater-Rio.

A oferta de produtos frescos da agricultura familiar orgânica e tradicional, direto ao consumidor, conquista cada vez mais o público. “Venho sempre que posso, vale a pena pelo preço e qualidade”, opinou a aposentada Dolores Moreira. “Eu compro um pouco de tudo, erva medicinal pra chá, legume, fruta”, acrescentou a consumidora Maria Viana. “Os produtos cozinham bem, o sabor é muito melhor. O atendimento é excelente, recomendo”, disse a doméstica Rosilene Sobrinho. 

Atualmente existem quatro feiras do Circuito da Agricultura Familiar, funcionando das 7h às 14h: nas quartas-feiras, a da Praça José Vianna da Silveira, ao lado da Prefeitura, na Várzea; aos sábados, na Praça Nilo Peçanha, a da Escola Ginda Bloch, no Alto; aos sábados e domingos, na Feirinha do Alto; e aos domingos na Rua Beira Rio, ao lado da Igreja Nossa Senhora de Fátima, no bairro de Fátima.



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terça-feira, 22 de agosto de 2017

BNDES vai financiar recuperação vegetal em propriedades

Com a necessidade de recuperar propriedades rurais para atender à lei, produtores vão precisar de linhas de crédito

Produtores que precisam atender às exigências do Código Florestal terão acesso facilitado a linhas de crédito. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) criou o Canal do Desenvolvedor (MPME), que tem como objetivo simplificar e tornar mais ágil o acesso aos recursos.
Com a nova ferramenta, os proprietários rurais poderão consultar, simular e enviar propostas de investimento tanto para recuperação de áreas de preservação permanente quanto para reservas legais, tudo diretamente no site do banco.
Segundo a instituição financeira, o apoio financeiro é estratégico para a recuperação de áreas de vegetação, medida prevista pelo Novo Código Florestal que passará a ser exigida a partir de janeiro de 2018.
Financiamento
Os recursos do BNDES podem financiar diferentes itens relacionados a projetos de recomposição de vegetação, como atividades de reflorestamento, implantação de viveiros, aquisição de sementes e mudas, cercas, compra de máquinas, construção e modernização de instalações, insumos, estudos e projetos, treinamento, assistência técnica e monitoramento.
Para o gerente do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, Márcio Macedo da Costa, todo produtor rural, em algum momento, vai se ver diante da questão de recuperar a área e de saber se tem meios para financiar essas mudanças.
“Nosso grande objetivo é pegar essa ferramenta on-line que já existe e dar uma dedicação para as linhas de crédito para recuperação vegetal, desde o pequeno proprietário até o grande”, afirmou o gerente do BNDES. 

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Varre-Sai movimenta R$ 36 milhões na economia da cidade

Município produz cerca de 27% do café do estado




Intitulada “Capital do Café” através da Lei 6726/14 por ser o maior produtor de café do Estado do Rio de Janeiro, Varre-Sai, no Noroeste Fluminense, produz cerca de 27% do café do estado. A colheita vai até o fim do mês de agosto e a cultura do grão promete movimentar R$ 36 milhões na economia do município.
A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que a produção de café do Estado do Rio para 2017 seja de 307 mil sacas, sendo 220 mil sacas produzidas na região Noroeste Fluminense. Deste total, 82 mil sacas serão produzidas em Varre-Sai.
O município possui hoje 600 propriedades de café, equivalendo a 4 mil e 100 hectares plantados com o grão. São quatro mil pessoas envolvidas com a cafeicultura, o que representa 75% do agronegócio do município.
Segundo o técnico do Ministério da Agricultura e presidente da Cooperativa de Café do Norte Fluminense Ltda (Coopercanol), José Ferreira Pinto, o café de Varre-Sai teve uma melhora significativa na qualidade nos últimos anos.
Um dos fatores apontados por José é que o consumidor reconhece a necessidade de pagar mais por um café de qualidade, o que consequentemente acaba remunerando mais o agricultor que vai se esforçar para melhorar a produção do grão.
“A gente sente a satisfação do produtor que ao melhorar a qualidade do seu produto quer fazer um café cada vez melhor. E o fortalecimento da Coopercanol vai beneficiar o produtor com o preço justo para o café e isso vai incentivar novos plantios, mais tecnificados, consequentemente, teremos lavouras mais produtivas”, disse.
O prefeito de Varre-Sai, Dr. Silvestre (PSD), falou da expectativa do fortalecimento da Coopercanol no município.
“A Prefeitura vê esse trabalho da Coopercanol com grande esperança até por trazer para o município os recursos gerados pelo ICMS de um produto processado aqui, que acaba gerando renda para os municípios exportadores”, frisou o prefeito.
Um projeto da Secretaria de Agricultura é a plantação de 500 mil mudas de café no Horto Municipal para serem distribuídas em dezembro como mais uma forma de incentivar a produção de café.
“O que a Prefeitura está investindo na produção de café é para justamente buscarmos a melhoria na qualidade dos grãos para que assim o produtor consiga um melhor preço no seu produto”, afirmou o secretário de Agricultura Antônio Carlos Celebrini.
E para isso, também oferece um laboratório para degustação de café para que os cafeicultores possam conseguir um melhor preço no seu produto. Os interessados em utilizar o laboratório devem procurar a Secretaria das 8h às 16h, de segunda a sexta-feira.


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Crédito rural cresce 23,2% no primeiro mês da safra

Demanda por crédito atingiu R$ 8,4 bilhões já no primeiro mês da safra. Governo liberou R$ 184,4 bilhões até o fim do ciclo


O mês de julho, o primeiro da safra agrícola 2017/2018, registrou demanda de R$ 8,4 bilhões em crédito rural por médios e grandes agricultores. O valor é 23,2% superior ao registrado em igual mês do ano passado. As informações são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e foram divulgadas nesta quarta-feira (9).
Segundo a Pasta, o aumento de demanda por crédito foi influenciado por produtores que adiaram a tomada de crédito para o atual ciclo agrícola. Para o período, que vai até junho de 2018, o governo federal liberou R$ 188,4 bilhões para financiamentos agrícolas.
Quando se consideram as operações de custeio e de comercialização, o desembolso atingiu R$ 6,8 bilhões, uma alta de 22,5% sobre julho de 2016. Já as contratações na modalidade investimentos, que incluem aquisição de máquinas e de implementos agrícolas, chegou a R$ 1,6 bilhão, com crescimento de 26,2%.
Contratações via Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) atingiram R$ 1,8 bilhão ante R$ 1,3 bilhão no mesmo mês do ano anterior. Desse valor, R$ 791 milhões foram para as operações de custeio, R$ 839 milhões para comercialização e R$ 151 milhões para investimentos.
Oferta por banco
As instituições públicas ofereceram, em julho, nas modalidades custeio e comercialização, R$ 3,6 bilhões (+ 83%), já os bancos privados somaram quase R$ 2 bilhões (- 34%) e as cooperativas de crédito, R$ 1,2 bilhão (+ 101%).

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