A grandiosidade de grandes festivais de música atrai não apenas fãs de todo o Brasil, mas também o interesse de organizações criminosas especializadas em crimes patrimoniais. Na última sexta-feira (11), uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro desarticulou uma quadrilha oriunda de Belém (PA) que operava furtos em série de telefones celulares durante os shows da edição de 2026 do Rock in Rio.
Os quatro suspeitos, cujas identidades não foram divulgadas, foram presos em flagrante por furto qualificado e associação criminosa. De acordo com as investigações conduzidas pela corporação, o grupo viajou da capital paraense especificamente com o objetivo de lucrar com a alta concentração de público e a vulnerabilidade natural de aglomerações em megaeventos.
A dinâmica da atuação criminosa e o bote do Nupatri
Os criminosos adotavam uma estratégia coordenada: passavam-se por frequentadores comuns e se misturavam à multidão em pontos de grande fluxo na Cidade do Rock. Aproveitando o entusiasmo do público em frente aos palcos e nas áreas de circulação, o bando se aproximava das vítimas de maneira imperceptível, subtraindo os aparelhos celulares antes que os donos percebessem a ação.
Contudo, o planejamento da quadrilha esbarrou na força-tarefa de inteligência montada para o festival, com destaque para a atuação do Nupatri (Núcleo de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio). O núcleo é uma estratégia permanente da Polícia Civil voltada para a segurança em grandes eventos, que emprega agentes à paisana circulando lado a lado com o público.
Ao identificarem a movimentação suspeita e o modus operandi coordenado do grupo paraense, os policiais em serviço velado passaram a monitorar os passos dos suspeitos em tempo real. O monitoramento estratégico culminou na abordagem e prisão em flagrante dos quatro integrantes logo após a consumação dos crimes.
Recuperação relâmpago
Um dos grandes diferenciais da operação foi a agilidade na recuperação e devolução dos bens subtraídos. Graças ao rápido acionamento das equipes e ao trabalho integrado de inteligência, os celulares furtados foram recuperados e restituídos aos legítimos proprietários em menos de uma hora após os delitos.
A eficácia da medida evitou o prejuízo material e emocional dos festivaleiros, que conseguiram reaver seus dispositivos ainda durante o evento.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento para apurar se os suspeitos possuem ramificações no Rio de Janeiro ou conexões com outros esquemas de receptação de eletrônicos furtados em grandes eventos pelo país. A corporação reforça que o policiamento estratégico e ostensivo continuará em alerta máximo ao longo de toda a programação do festival.
C/ Extra
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