quarta-feira, 27 de maio de 2026

Poder público e sociedade de dois estados apoiam Expedição Irmãos da Pesca




A 9ª Expedição Irmãos da Pesca, realizada no domingo (24/05), uniu prefeituras e vereadores de Bom Jesus do Itabapoana e dos municípios capixabas de Bom Jesus do Norte, Mimoso do Sul e Apiacá, além de parceiros da iniciativa privada e da sociedade civil. O evento já é considerado um marco histórico de preservação ambiental e ecoturismo em 2026 na região.

A Secretaria do Ambiente de Bom Jesus esteve presente e deu suporte ao projeto, reconhecendo o valor da iniciativa, que integrou mobilização popular, educação ambiental e gestão pública. A ideia da expedição começou como uma iniciativa de apaixonados pela pesca e pelo Rio Itabapoana e consolidou-se como uma relevantes ação ambiental na divisa dos estados do Rio e do Espírito Santo.




A edição de 2026 foi realizada na Fazenda Gabiroba, gentilmente cedida pelos irmãos Guilherme e Eduardo Crespo, que não mediram esforços para contribuir com a realização do evento. O evento reuniu autoridades dos municípios envolvidos, entre eles: os secretários municipais de Obras, Infraestrutura e Serviços Públicos (Leonardo Gualande); do Ambiente (Maurício Zanon); de Esportes (Thiago Ximaru), e o vereador José Luiz Rezende, todos de Bom Jesus do Itabapoana; o prefeito, Toninho Gualhano, e o secretário de Defesa Civil, Willian Miranda; de Bom Jesus do Norte e a vereadora Marilene Dalbom, de Mimoso do Sul.

A edição de 2026 da expedição ampliou horizontes e promoveu uma programação diversificada, reunindo atividades ecológicas, sociais e de planejamento técnico, com envolvimento das comunidades da região da Gabiroba, no sul do Espírito Santo.

Os alunos da Escola Municipal Sebastião Pimentel Marques, participaram de uma caminhada ecológica e do plantio de essências nativas da Mata Atlântica. Acompanhados da diretora Andréa Gonçalves, eles vivenciaram o ecoturismo, conectando-se com fauna e flora durante a caminhada pelas paisagens da região. Foi uma oportunidade de compreender, na prática, a importância do turismo sustentável como instrumento de geração de renda e preservação ambiental.

Ao final da atividade, os participantes plantaram mudas nativas da Mata Atlântica na foz do Rio Muqui, um dos principais afluentes da bacia hidrográfica. Isso contribui para a recuperação da vegetação ciliar, proteção das margens e conservação da qualidade da água.

Os moradores das comunidades da Gabiroba, Limeira e Santa Rosa de Lima participaram de uma Celebração da Palavra, fortalecendo os laços culturais, espirituais e comunitários. O encontro simbolizou a conexão entre fé, pertencimento e responsabilidade coletiva no cuidado com a “Casa Comum”, reforçando valores de solidariedade e preservação do território.

A expedição também se consolidou como um importante espaço de debate técnico e articulação institucional. Durante o evento, os municípios apresentaram projetos e ações ambientais integradas, com o apoio técnico do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Baixo Paraíba do Sul e Itabapoana.

Representando o comitê, estiveram presentes o diretor-presidente Zenilson Coutinho, a vice-presidente Daniele Ferreira e a diretora-secretária Luíza Salles, contribuindo para o alinhamento entre ações locais e o planejamento estratégico de longo prazo voltado à gestão sustentável dos recursos hídricos da região.

Também participou o representante do Plano de Ação Nacional para Conservação das Espécies Aquáticas da Bacia do Rio Paraíba do Sul e Itabapoana, Marcelo Fernandes. Ele trouxe contribuições técnicas relevantes relacionadas à ictiofauna regional e à conservação da biodiversidade aquática.

A 9ª Expedição Irmãos da Pesca reafirmou a importância do cuidado coletivo com os recursos naturais. O plantio de árvores nativas representa investimento no futuro do Rio Itabapoana e das comunidades ribeirinhas. A mata ciliar atua como filtro natural, protegendo o solo contra erosões, reduzindo o assoreamento e contribuindo para a manutenção da qualidade e da disponibilidade da água para as gerações futuras.

A expedição mostrou que a preservação ambiental não acontece de forma isolada. Ela se fortalece quando poder público, comunidades, instituições e amigos da natureza unem esforços em prol do mesmo objetivo: preservar hoje para garantir o amanhã.

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