quinta-feira, 21 de maio de 2026

Ex-mercenário da Ucrânia é o novo "instrutor" do Comando Vermelho



Foto: Reprodução Forças Armadas da Ucrania


Uma investigação em andamento pelos setores de inteligência das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro revela uma perigosa evolução tática no crime organizado fluminense. Um cidadão estrangeiro, apontado como ex-mercenário com experiência recente na Guerra da Ucrânia, foi identificado como o responsável por ministrar treinamentos táticos para integrantes do Comando Vermelho (CV), a maior facção criminosa do estado.

O objetivo do "intercâmbio" é estratégico e tecnológico: especializar os traficantes no uso de veículos aéreos não tripulados (drones) para o transporte de armas de grosso calibre, munições e carregamentos de drogas entre diferentes comunidades controladas pela facção.

Tecnologia de Guerra no Tráfego Terrestre

Segundo fontes ligadas à Subsecretaria de Inteligência (SSINTE), o instrutor, cuja nacionalidade vem sendo mantida em sigilo para não atrapalhar as investigações,  possui vasto conhecimento na modificação de drones comerciais e no manuseio de equipamentos de nível militar. Na Europa Oriental, esses dispositivos são amplamente utilizados para reconhecimento e ataques de precisão. No Rio de Janeiro, a prioridade inicial da facção é a logística de evasão.

"Eles estão replicando técnicas de guerra urbana para burlar o cerco policial e o monitoramento de vias expressas. Um drone robusto, modificado com ganchos de liberação remota, consegue transportar pistolas, fuzis desmontados e cargas de cocaína de uma favela para outra em minutos, sem o risco de interceptação em blitzes", explicou um inspetor da Polícia Civil sob condição de anonimato.

Os treinamentos estariam ocorrendo em áreas de mata fechada no topo do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, uma das principais fortalezas do Comando Vermelho. Além do transporte de ilícitos, a polícia investiga se o ex-combatente também ensinou os criminosos a acoplarem artefatos explosivos aos aparelhos, uma tática amplamente difundida nos campos de batalha ucranianos e que mudaria drasticamente o cenário da segurança pública no Brasil.

Monitoramento e Alerta Máximo

A chegada de expertise militar estrangeira às favelas cariocas acendeu o sinal de alerta máximo na cúpula da Segurança Pública. O uso de drones pelo tráfico não é uma novidade absoluta, mas a sofisticação trazida por um veterano de guerra eleva a ameaça a outro patamar.

A inteligência da polícia monitora os sinais de radiofrequência e a movimentação financeira que financia a vinda desses "prestadores de serviço". A suspeita é de que o contato tenha sido estabelecido por meio de redes internacionais de tráfico de armas que operam na deep web e em rotas que cruzam a fronteira do Brasil com o Paraguai e a Bolívia.

Os Desafios do Combate à "Guerra Assimétrica"

O avanço tecnológico do crime impõe um desafio complexo para as forças de segurança do Rio de Janeiro. Especialistas apontam que as ferramentas tradicionais de policiamento são insuficientes para conter a ameaça aérea.

Bloqueadores de Sinal (Jammers): A polícia estuda a viabilidade de adotar bloqueadores de frequência em larga escala, mas o uso desses aparelhos em áreas urbanas densas esbarra em entraves jurídicos e técnicos, pois pode derrubar o sinal de telefonia de hospitais, escolas e moradores locais.

Apreensões: Nos últimos meses, o número de drones apreendidos em operações policiais no Rio de Janeiro triplicou, confirmando a migração do crime para o espaço aéreo.

Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria de Estado de Polícia Civil e o Ministério da Justiça não haviam se pronunciado oficialmente sobre a identidade do ex-mercenário ou sobre o andamento das operações de captura. O espaço segue aberto para manifestações.

C/ O Globo

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