domingo, 17 de maio de 2026

Morre o comandante Felipe Monteiro, piloto da Polícia Civil baleado em operação no Rio


Foto: Reprodução



A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro amanheceu em luto neste domingo (17). Morreu, aos 46 anos, o comandante e piloto Felipe Marques Monteiro, que estava internado em estado grave após sofrer um atentado enquanto sobrevoava a comunidade da Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste, em março de 2025.

A notícia foi confirmada pela família e por colegas de farda através das redes sociais. Felipe, que era lotado no Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), tornou-se um símbolo de resiliência e força para a corporação e para os milhares de seguidores que acompanhavam sua rotina de recuperação.

O Atentado e a Batalha Médica

O crime ocorreu no dia 20 de março de 2025, durante a "Operação Torniquete", que visava combater uma quadrilha especializada em roubo de vans. Enquanto apoiava as equipes em solo, o helicóptero da Polícia Civil foi alvo de uma intensa fuzilaria. Um disparo de fuzil atravessou a fuselagem da aeronave e atingiu o comandante Monteiro na região da testa, perfurando o crânio.

Mesmo gravemente ferido, o policial foi socorrido e sobreviveu a cirurgias de altíssima complexidade. Ao longo de 14 meses, Felipe enfrentou um coma prolongado, a perda de cerca de 40% da calota craniana e diversas infecções. Em dezembro de 2025, ele chegou a receber alta hospitalar para continuar o tratamento em um centro de reabilitação, um momento que foi celebrado como um "milagre" por amigos e familiares.

No entanto, o quadro clínico voltou a se agravar nos primeiros meses de 2026. Complicações após uma cirurgia de cranioplastia (colocação de prótese craniana) e uma nova infecção generalizada levaram o piloto de volta à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ele lutava nos últimos dias com o auxílio de medicações fortes.

Legado e Homenagens

Felipe Monteiro era descrito por seus pares como um profissional exemplar, técnico e apaixonado pela aviação policial. Sua esposa, Keidna Marques, que administrava o perfil do marido para atualizar o público sobre seu estado de saúde, expressou a dor da perda em uma mensagem emocionante: "Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas. Seu legado jamais será esquecido".

Em nota, a Polícia Civil lamentou a perda do agente, destacando seu compromisso com a sociedade fluminense. Até o momento, apenas um suspeito de participar do ataque à aeronave foi preso, em maio do ano passado. As investigações continuam para identificar os outros responsáveis pelos disparos que vitimaram o comandante.

O local e o horário do velório ainda não foram divulgados pela família. Felipe deixa esposa e um histórico de bravura que marca a história recente da segurança pública do Rio de Janeiro.

Por Redação C/ G1

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