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| Operação investiga instalação ilegal de câmeras e internet clandestina em Pirapetinga Foto: Polícia Civil/Divulgação |
Uma operação conjunta entre as polícias civis do Rio de Janeiro e de Minas Gerais desarticulou, nesta semana, uma organização criminosa que vinha implantando táticas de milícia em Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense. Segundo o delegado titular da 136ª DP, José Paulo Pires, o grupo ligado a uma das maiores facções de tráfico de drogas da capital buscava o monopólio de serviços essenciais na região.
O Avanço da "Internet Clandestina"
A investigação aponta que os criminosos não se limitavam ao comércio de entorpecentes. Para aumentar o fluxo de caixa, a quadrilha passou a dominar o fornecimento de sinal de internet banda larga em comunidades.
De acordo com a polícia, o bando cortava os cabos de empresas legalizadas e ameaçava técnicos de manutenção, forçando os moradores a assinarem o serviço oferecido pelo tráfico. "É uma tentativa de exportar o modelo de domínio territorial visto na capital para o interior", afirmou o delegado.
Ameaças a Motoristas e Integração com Minas Gerais
Outro ponto crucial do inquérito revela a coação contra motoristas de aplicativos. Relatos indicam que profissionais eram impedidos de circular em determinadas áreas caso não pagassem taxas de "pedágio". Havia, inclusive, a tentativa de impor um sistema de transporte controlado pelos próprios criminosos.
A operação teve um caráter estratégico devido à localização geográfica de Pádua. Com o apoio da polícia mineira, os agentes monitoraram rotas de fuga que cruzavam a divisa dos estados:
Alvos em MG: Criminosos utilizavam cidades como Pirapetinga e Além Paraíba como esconderijos após cometerem crimes em solo fluminense.
Prisões: Diversos mandados foram cumpridos, focando nas lideranças que faziam a ponte entre o Complexo da Maré, no Rio, e o Noroeste do estado.
Segurança e Denúncias
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| Polícia Civil/Divulgação |
O delegado José Paulo Pires reforçou que o combate a essa modalidade de crime é vital para evitar que o Noroeste Fluminense sofra com a estrutura de milícias que assola a Região Metropolitana.
"Não permitiremos que serviços básicos como internet e transporte se tornem reféns da criminalidade. A integração entre as forças policiais e o apoio da população com denúncias são fundamentais", pontuou Pires.
A Polícia Civil mantém canais abertos para denúncias anônimas e garante o sigilo absoluto dos colaboradores.
Por Redação C/ G1
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