O governo federal confirmou que a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passará dos atuais 30% para 32%. O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante evento de infraestrutura em Dom Aquino, no Mato Grosso, realizado no sábado (20).
A mudança entra em vigor já na próxima quarta-feira (24). A decisão atende a uma demanda antiga da indústria de biocombustíveis, que buscava ampliar a participação do produto renovável na matriz energética brasileira.
Impactos esperados
Segundo Alckmin, a elevação do teor de etanol traz benefícios em múltiplas frentes. Além da expectativa de redução do preço final do combustível para o consumidor, o vice-presidente destacou o ganho ambiental.
"Ajuda a gasolina a ficar mais barata, emite menos, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria", afirmou Alckmin. O ministro ressaltou ainda que a medida fortalece a produção de subprodutos, como o DDG (Dried Distillers Grains), utilizado na ração animal.
Com o novo patamar de 32%, o Brasil se consolida como referência mundial na utilização de combustíveis renováveis. "Não tem ninguém no mundo que tenha a gasolina com 32% de etanol", pontuou o vice-presidente, reforçando o diferencial competitivo do país frente a um cenário global que busca descarbonizar setores como o transporte marítimo e a aviação.
Outras pautas: Carne e Crédito Agrícola
Além da política energética, o vice-presidente abordou temas cruciais para o agronegócio. Alckmin afirmou que o governo está empenhado em resolver pendências para ampliar as exportações de carne bovina para a União Europeia, estabelecendo como meta resolver as questões técnicas até setembro.
O evento também serviu como palco para reforçar o apoio ao setor produtivo. Alckmin relembrou o anúncio do programa Moderfrota Agro, realizado recentemente na Bahia Farm Show, que disponibilizará R$ 14 bilhões para a renovação de máquinas e equipamentos agrícolas, com taxas de juros fixadas em 9,2% ao ano. A previsão é de que os recursos comecem a ser liberados na próxima semana por bancos públicos e agentes privados.
C/ CNN
COMPARTILHE
Curta Nossa Página no Facebook
