Enquanto a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira, 23 de julho, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta uma queda geral de 8% nas mortes violentas intencionais no país, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada em 2012, a análise detalhada de tabelas e registros do setor traz luz sobre cenários específicos em municípios brasileiros, como o caso de Itaperuna (RJ).
O cenário nacional e o contexto regional
O levantamento nacional destaca que o Nordeste concentra as dez cidades mais violentas do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, com liderança de Maranguape (CE) e forte presença de cidades baianas e cearenses. No panorama geral, o Brasil registrou 40.775 vítimas de mortes violentas intencionais em 2025, situando a taxa nacional em 19,1 por 100 mil habitantes.
Em contramão à queda geral de homicídios e mortes violentas, os feminicídios bateram recorde em 2025 no país, registrando uma média de quatro mulheres mortas por dia, acompanhados por altas expressivas em crimes de violência psicológica, stalking e descumprimento de medidas protetivas.
A situação de Itaperuna
Nesse contexto complexo de segurança pública, dados estatísticos associados ao município fluminense de Itaperuna (RJ) evidenciam desafios locais importantes. Conforme registros detalhados em tabelas de monitoramento de taxas por 100 mil habitantes (como ilustrado na documentação visual de referência), o município aparece pontuado com uma taxa de 47,5 mortes, figurando com destaque no estado do Rio de Janeiro ao lado de outras localidades monitoradas, como Barra Mansa (37,4), Japeri (35,2) e Duque de Caxias (31,9).
A inclusão de Itaperuna nesses índices reforça a necessidade contínua de políticas públicas regionais voltadas para o controle da criminalidade, integração das forças de segurança e proteção social, demonstrando que os desafios de enfrentamento à violência exigem atenção não apenas nas capitais ou grandes metrópoles, mas também nos municípios do interior do estado.
Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública
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