quinta-feira, 19 de março de 2026

Suspeito de vender alvarás falsos é preso em Santo Antônio de Pádua

 

Foto: Polícia Civil

Um homem foi preso em Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense, na manhã de quarta-feira (18), durante uma operação da Polícia Civil que investiga um sofisticado esquema de invasão a sistemas do Poder Judiciário. O suspeito é apontado como peça-chave de uma organização criminosa especializada na emissão e venda de alvarás de soltura fraudulentos.


De acordo com o delegado José Paulo Pires, o acusado vendia os alvarás falsificados para diversos criminosos, incluindo traficantes de alta periculosidade. Para dar aparência de legalidade aos documentos, o investigado utilizava assinaturas falsas de juízes, enganando o sistema prisional e garantindo a liberdade indevida de detentos.

Invasão e Fraude

As investigações apontam que o grupo conseguia acessar o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), gerido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com esse acesso ilícito, eles inseriam as ordens de soltura diretamente no sistema oficial, fazendo com que as unidades prisionais liberassem os presos acreditando tratar-se de uma determinação judicial legítima.

Além da soltura de criminosos, o esquema também visava o desbloqueio de bens e valores financeiros apreendidos em operações contra o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.

Foto: Polícia Civil



A Prisão em Pádua

Agentes cumpriram o mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão na residência do investigado, localizada no Centro de Santo Antônio de Pádua. No local, foram apreendidos notebooks, celulares e outros dispositivos eletrônicos que serão periciados para identificar a extensão dos danos e outros possíveis envolvidos.

Um segundo homem, que estava no imóvel no momento da ação policial, também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos sobre sua possível participação em fraudes eletrônicas.

Próximos Passos

O preso foi encaminhado para a sede da Polícia Civil e será transferido para o sistema prisional no Rio de Janeiro. Ele responderá pelos crimes de invasão de dispositivo informático, falsidade ideológica e organização criminosa.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reiterou que colabora com as autoridades e que continua a reforçar os protocolos de segurança e autenticação em suas plataformas para impedir novas violações.

C/ G1

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