sexta-feira, 17 de abril de 2026

Governador em exercício do Rio exonera mais de 150 cargos na Casa Civil em "faxina" administrativa

Foto: Rafael Oliveira/TJRJ


Em uma movimentação que marca uma profunda reestruturação no Palácio Guanabara, o governador em exercício do Rio de Janeiro publicou, nesta quinta-feira (16), uma edição extraordinária do Diário Oficial determinando a exoneração de 156 cargos comissionados na Secretaria de Estado da Casa Civil. A medida ocorre em um momento de transição política e financeira crítica para o estado.

A decisão atinge diretamente o núcleo estratégico da pasta, concentrando-se na Assessoria Técnica da Chefia de Gabinete, setor responsável por dar suporte direto às decisões governamentais. De acordo com o levantamento oficial, os cortes foram distribuídos da seguinte forma:

Alto escalão: 12 cargos de chefia e superintendência (níveis DAS-8 e DAS-7).

Corpo técnico: 25 assessores especiais (nível DAS-6).

Base administrativa: 119 servidores de apoio (níveis DAI-1 a DAI-6).

Contexto de Crise e Transição

A "faxina" administrativa, como vem sendo chamada nos bastidores, acontece em meio a um cenário de instabilidade no governo fluminense. Com a saída definitiva de aliados do ex-governador Cláudio Castro, incluindo o fiel escudeiro Rodrigo Abel, exonerado no início da semana, o governo em exercício busca imprimir uma nova marca de gestão.

Além da necessidade política de desvincular-se da gestão anterior, o estado enfrenta um desafio fiscal severo, com um déficit orçamentário estimado em mais de R$ 18 bilhões para o ano de 2026. O governador em exercício já determinou uma auditoria em todas as secretarias e órgãos da administração direta e indireta para revisar contratos e despesas.

Impacto nas Secretarias

Embora o foco principal desta edição tenha sido a Casa Civil, a movimentação é vista como o início de um "pente-fino" que deve se estender a outras pastas. Recentemente, 11 secretários estaduais também deixaram seus postos para disputar as eleições de 2026, o que forçou uma dança das cadeiras em setores vitais como Polícia Civil, Cidades e Infraestrutura.

O governo informou que as nomeações para preencher as lacunas técnicas devem priorizar critérios de austeridade e eficiência, buscando reduzir o inchaço da máquina pública diante da crise financeira.

C/ G1

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