quinta-feira, 23 de abril de 2026

Governo do Rio gasta R$ 102,2 milhões mensais com cargos comissionados, revela levantamento


Foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo


O Governo do Estado do Rio de Janeiro atinge a marca de R$ 102,2 milhões em gastos mensais destinados exclusivamente ao pagamento de cargos comissionados. O montante, que engloba funções de confiança e postos de livre nomeação e exoneração, coloca em evidência o peso da máquina pública estadual em um momento de intensa revisão administrativa.

A cifra bilionária anual, que ultrapassa R$ 1,2 bilhão quando projetada para 12 meses surge em um cenário de instabilidade e cortes. Recentemente, o governo fluminense deu início a uma série de exonerações em massa e a um "pente-fino" em diversas pastas, buscando reduzir despesas e otimizar a gestão.

Auditoria e Gestão

A Secretaria de Estado de Governo e a Casa Civil têm liderado um processo de auditoria interna para identificar cargos ociosos ou sobrepostos. Somente no último mês, centenas de servidores foram exonerados após decretos que determinam relatórios detalhados sobre o quadro de funcionários.

Especialistas em gestão pública apontam que, embora os cargos comissionados sejam essenciais para o assessoramento estratégico e a condução de diretrizes políticas, o volume atual de gastos levanta questionamentos sobre a eficiência fiscal. "O desafio é equilibrar a necessidade de pessoal de confiança com a sustentabilidade financeira do estado, que já enfrenta um histórico de crises orçamentárias", afirma a análise técnica de órgãos de controle.

Estrutura e Salários

Os valores destinados a esses postos variam conforme a hierarquia, indo desde gratificações para funções técnicas intermediárias até salários de alto escalão para cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS).

Enquanto o governo busca consolidar uma nova base de apoio e reestruturar secretarias-chave, a pressão por transparência aumenta. Órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) acompanham de perto a evolução dessas despesas, especialmente diante do teto de gastos e das leis de responsabilidade fiscal que regem a administração pública.

A expectativa é que, com o avanço das auditorias prometidas para o primeiro semestre de 2026, ocorra uma redução gradual desse montante, visando abrir espaço no orçamento para investimentos em áreas prioritárias como saúde e segurança pública.

C/ Extra

COMPARTILHE

Curta Nossa Página no Facebook

Compartilhe

CURTA A NOSSA PÁGINA