O preço do gás de cozinha iniciou 2026 em alta em diversas regiões do país, aumentando a pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. O reajuste está relacionado principalmente à atualização do ICMS, imposto estadual que incide sobre combustíveis e o gás liquefeito de petróleo (GLP), além de fatores ligados à cadeia de distribuição do produto.
Com a entrada em vigor das novas alíquotas no começo do ano, o valor do botijão de 13 quilos sofreu reajustes que, em alguns estados, chegaram a cerca de cinco reais para o consumidor final. A mudança faz parte de um modelo de cobrança que utiliza valores fixos por unidade, calculados a partir dos preços médios praticados anteriormente no mercado.
O impacto é sentido de forma mais intensa pelas famílias de baixa renda, para as quais o gás de cozinha é um item essencial e de uso contínuo. Em muitos lares, o aumento compromete uma parcela significativa da renda mensal, especialmente em um cenário de elevação de outros custos básicos, como alimentos e transporte.
Revendedores afirmam que o repasse do aumento ocorre de maneira quase imediata, já que o imposto e os custos logísticos representam uma parte importante da composição do preço final. Especialistas avaliam que, sem alterações na política tributária ou redução em outros custos da cadeia, o gás de cozinha deve permanecer com valores elevados ao longo dos próximos meses.
O novo reajuste reacende o debate sobre o peso dos tributos nos produtos essenciais e sobre a necessidade de medidas que reduzam o impacto do gás de cozinha no custo de vida da população brasileira.
C/ R7, G1 e Bahia Notícias
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