As forças de segurança de Santo Antônio de Pádua deflagraram, na manhã de quarta-feira (28), a Operação Fronteira, uma ação integrada entre policiais do 36º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e da 136ª Delegacia de Polícia (DP). A ofensiva teve como foco o combate ao tráfico de drogas e a desarticulação de células da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que atuam na região de divisa com o município de Pirapetinga, em Minas Gerais.
A área é considerada estratégica pelo crime organizado, por ser utilizada como rota para o escoamento de drogas e outros ilícitos entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. A operação é resultado de meses de trabalho de inteligência, monitoramento e levantamentos táticos, que permitiram identificar pontos-chave de atuação da facção.
Durante a ação, um grande contingente policial foi mobilizado para o cumprimento de mandados judiciais e incursões em locais previamente mapeados. Até o fechamento do primeiro balanço, dez pessoas foram presas e conduzidas à delegacia, entre elas suspeitos apontados como lideranças locais do tráfico.
Além das prisões, os agentes apreenderam quantidade significativa de entorpecentes e dinheiro em espécie, valores que, segundo a polícia, são provenientes da comercialização de drogas na região. O material foi encaminhado para perícia.
De acordo com o comando da operação, a estratégia adotada visa combater a chamada “transversalidade” do crime, impedindo que criminosos se aproveitem da divisa estadual como forma de dificultar ações policiais e escapar da Justiça.
As autoridades destacaram ainda que a integração entre a Polícia Militar e a Polícia Civil foi fundamental para o êxito da operação. O objetivo, segundo a polícia, vai além da prisão de traficantes de base, buscando atingir o núcleo financeiro e logístico da facção criminosa, enfraquecendo sua atuação no Noroeste Fluminense.
A Operação Fronteira segue em andamento, com buscas em áreas de mata e em residências ligadas aos investigados. O policiamento na região da divisa foi reforçado para prevenir possíveis retaliações e evitar fugas de outros suspeitos que ainda estão sendo procurados.
C/ PCERJ
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