Nos últimos anos, a crescente preocupação com a exposição à radiação de celulares motivou uma série de estudos em todo o mundo. Instituições renomadas, como o National Toxicology Program (NTP), dos Estados Unidos, o Instituto Ramazzini, na Itália, pesquisadores suecos liderados por Lennart Hardell, e órgãos da União Europeia e do Parlamento Europeu, têm investigado se há relação entre o uso de telefones móveis e o desenvolvimento de tumores cerebrais.
O NTP, agência federal americana de pesquisa em toxicologia, conduziu estudos com ratos expostos a radiação de radiofrequência semelhante à emitida por celulares. Os resultados mostraram evidências de tumores cardíacos e, em alguns casos, gliomas cerebrais em animais expostos a níveis muito elevados de radiação, condições diferentes da experiência típica do usuário humano. O estudo sugere potencial risco sob determinadas circunstâncias, mas não comprova causalidade direta para pessoas. (Fonte: National Toxicology Program, EUA)
Complementando essa pesquisa, o Instituto Ramazzini realizou estudos de longo prazo com ratos, observando aumento estatisticamente significativo de tumores cerebrais e cardíacos após exposição contínua à radiação. Novamente, os resultados indicam uma possibilidade, mas não confirmam que o uso cotidiano de celulares cause câncer em humanos. (Fonte: Instituto Ramazzini, Itália)
Na Suécia, os estudos epidemiológicos liderados por Lennart Hardell apontaram associação entre uso prolongado de celulares e maior risco de gliomas e neurinomas acústicos em casos específicos. Esses estudos, embora relevantes, têm sido debatidos devido a limitações metodológicas, como o viés de memória dos participantes. (Fonte: Lennart Hardell e colaboradores, Suécia)
Por sua vez, o Parlamento Europeu e órgãos da União Europeia revisaram extensivamente a literatura científica e concluíram que não há evidência consistente que estabeleça uma ligação causal entre celulares e tumores cerebrais em humanos. No entanto, recomendam a adoção do princípio da precaução, especialmente para crianças, como medida de segurança diante das incertezas científicas. (Fonte: Parlamento Europeu / União Europeia)
De forma geral, revisões amplas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de grandes estudos de coorte indicam que o uso normal de celulares não aumenta significativamente o risco de tumores cerebrais. Ainda assim, cientistas reforçam a necessidade de acompanhamento contínuo das pesquisas, dado o crescimento exponencial do uso de dispositivos móveis no mundo. (Fonte: Organização Mundial da Saúde, OMS).
Em síntese, a ciência atual não confirma que os celulares causem câncer cerebral, mas os resultados de alguns estudos experimentais e epidemiológicos indicam que a pesquisa deve continuar, de forma rigorosa e cautelosa, para monitorar possíveis efeitos a longo prazo. (Fontes adicionais: American Cancer Society; Euronews)
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