Um estudo científico divulgado recentemente acendeu um alerta sobre a presença de determinados produtos químicos em alimentos industrializados e sua possível relação com o aumento do risco de câncer. A pesquisa aponta que o consumo frequente dessas substâncias pode estar associado ao desenvolvimento de pelo menos dois tipos da doença, entre eles os cânceres de mama e de próstata.
A análise foi realizada a partir do acompanhamento de mais de 100 mil adultos ao longo de vários anos, considerando hábitos alimentares detalhados e o surgimento de doenças. Os pesquisadores avaliaram a ingestão de aditivos amplamente utilizados pela indústria alimentícia, especialmente conservantes empregados para prolongar a durabilidade de produtos ultraprocessados.
Entre as cinco substâncias que apresentaram associação com maior risco de câncer estão o nitrito de sódio e o nitrato de potássio, comuns em carnes curadas e embutidos, além de conservantes como sorbato de potássio, acetatos e ácido acético, encontrados em alimentos enlatados, produtos prontos para consumo, molhos e conservas.
De acordo com os resultados, pessoas com maior ingestão desses compostos apresentaram um aumento estatisticamente significativo na incidência de câncer em comparação com aquelas que consumiam menores quantidades. O nitrito de sódio, por exemplo, foi associado a um risco mais elevado de câncer de próstata, enquanto o nitrato de potássio demonstrou relação com o câncer de mama e com o aumento do risco geral da doença.
Os especialistas ressaltam que o estudo é de natureza observacional, o que significa que não estabelece uma relação direta de causa e efeito. Ainda assim, os dados reforçam preocupações já existentes sobre o impacto dos alimentos ultraprocessados na saúde e a necessidade de maior atenção ao consumo frequente desses produtos.
Diante das conclusões, os pesquisadores e profissionais de saúde recomendam a redução do consumo de alimentos industrializados e a priorização de uma alimentação baseada em produtos frescos e minimamente processados, como frutas, legumes, verduras e alimentos preparados em casa. O estudo também reacende o debate sobre a regulamentação do uso de aditivos químicos na indústria alimentícia e a importância de políticas públicas voltadas à prevenção do câncer.
C/ Extra
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