O governo federal decidiu elevar o imposto de importação sobre 1.252 produtos, medida que atinge principalmente máquinas, equipamentos industriais e itens de tecnologia. A decisão integra uma estratégia de política industrial com o objetivo de reduzir a dependência externa e fortalecer a produção nacional.
A mudança foi formalizada por resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior e passou a valer neste ano. Segundo integrantes da equipe econômica, o aumento busca recompor alíquotas que estavam reduzidas ou zeradas, restabelecendo níveis considerados adequados para proteger setores estratégicos da indústria brasileira.
Quais produtos são afetados
A lista inclui bens de capital, como máquinas e equipamentos utilizados na produção e produtos de informática e telecomunicações. Em muitos casos, as alíquotas passaram para faixas como 7%, 12% ou até 20%, dependendo do item.
O governo argumenta que a elevada participação de importados em segmentos industriais sensíveis representa risco para a competitividade nacional e para a geração de empregos. Dados citados por técnicos apontam que, em alguns setores, os produtos estrangeiros já representam quase metade do consumo interno.
Impacto nos custos
Apesar de a maior parte dos itens afetados não ser destinada diretamente ao consumidor final, especialistas alertam que o aumento pode encarecer insumos utilizados pela indústria. Isso pode pressionar os custos de produção e, em alguns casos, chegar ao preço final de bens e serviços.
Entidades do setor de tecnologia demonstraram preocupação com a medida, afirmando que equipamentos importados são essenciais para inovação, digitalização e aumento de produtividade. Para essas entidades, a elevação das tarifas pode reduzir competitividade e dificultar investimentos.
Estratégia econômica
O governo sustenta que o impacto inflacionário tende a ser limitado, uma vez que a maioria dos produtos atingidos é utilizada como insumo produtivo. Além disso, mecanismos como regimes especiais de importação continuam em vigor para evitar desabastecimento ou prejuízo a projetos estratégicos.
A decisão ocorre em um cenário global de maior protecionismo comercial, no qual diversos países têm adotado medidas para fortalecer cadeias produtivas internas. No Brasil, o debate gira em torno do equilíbrio entre proteger a indústria nacional e evitar aumento de custos que possam afetar empresas e consumidores.
C/ CNN
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