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| José Cruz/Agência Brasil |
Pesquisa divulgada pela Agência Brasil aponta para um avanço relevante na investigação de terapias moleculares voltadas ao tratamento do câncer de mama. O estudo, conduzido por cientistas norte-americanos, descreve a utilização de moléculas de RNA como ferramenta para modular a expressão gênica em células tumorais, com impacto direto sobre mecanismos de proliferação e sobrevivência celular.
A abordagem concentra-se na manipulação de RNAs regulatórios capazes de interferir em vias moleculares associadas à progressão tumoral. Diferentemente das estratégias citotóxicas convencionais como quimioterapia e radioterapia, que atuam de forma sistêmica e menos seletiva, o método propõe uma intervenção direcionada aos circuitos genéticos que sustentam o crescimento do tumor.
De acordo com os pesquisadores, determinadas sequências de RNA foram capazes de reduzir a expressão de genes relacionados à replicação celular descontrolada e à resistência a tratamentos. Em modelos experimentais, a técnica demonstrou potencial para limitar a capacidade invasiva das células neoplásicas, sugerindo uma possível aplicação futura em terapias personalizadas.
O estudo ainda se encontra em fase pré-clínica, o que significa que a eficácia e a segurança do método precisam ser validadas em ensaios clínicos com humanos antes de eventual incorporação à prática médica. Especialistas destacam que desafios como estabilidade molecular, sistema de entrega intracelular e possíveis efeitos off-target permanecem como pontos críticos para o avanço da tecnologia.
A investigação integra um movimento mais amplo da oncologia de precisão, que busca desenvolver intervenções terapêuticas baseadas no perfil molecular específico de cada tumor. Caso os resultados sejam confirmados em etapas posteriores, a estratégia baseada em RNA poderá ampliar o arsenal terapêutico disponível, especialmente para subtipos de câncer de mama com alta taxa de agressividade ou resistência farmacológica.
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