sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Rio registra 258 foragidos após saidinha de Natal; quatro são de altíssima periculosidade

Tiago Vinicius, o Dourado, acusado de tráfico de armas; André Almeida, o Nestor do Tuiuti;
 e Márcio Martinez, o Bolado, da Fallet, chefes de facção

Foto: Reprodução


Um total de 258 detentos que receberam o benefício da saída temporária de Natal não retornaram às unidades prisionais no Estado do Rio de Janeiro. Entre os foragidos, quatro são considerados de altíssima periculosidade, gerando preocupação entre policiais e especialistas em segurança.

A saída temporária, popularmente conhecida como saidinha é um direito previsto na Lei de Execuções Penais que permite a presos em regime semiaberto deixar a prisão por um período de até sete dias para convívio familiar ou outras atividades sociais, desde que atendam requisitos legais. O benefício é tradicionalmente concedido em datas comemorativas, como Natal e Ano‑Novo.

No Rio, o prazo final para retorno das saídas natalinas se estendeu até os primeiros dias de janeiro, mas centenas de detentos não se reapresentaram, passando a ser considerados foragidos da Justiça. Entre eles, quatro indivíduos com ficha de altíssima periculosidade, ligados a organizações criminosas, seguem soltos e sob investigação das autoridades.

As lideranças de facções criminosas figuram entre os casos que mais preocupam as forças de segurança. Relatórios preliminares indicam que muitos dos foragidos possuem histórico de envolvimento com tráfico de drogas e outros crimes graves, o que agrava a sensação de insegurança na população.

O governo do estado ainda não divulgou o número de recapturas, mas operações de busca e apreensão foram intensificadas desde o início do ano para localizar os fugitivos. A questão das saidinhas temporárias tem sido alvo de debate público e político: críticos apontam que a concessão do benefício, especialmente a indivíduos com alto risco criminal, compromete a segurança pública, enquanto defensores argumentam que o mecanismo é essencial para a reintegração social de detentos que cumprem requisitos legais.

Nas redes sociais, autoridades reforçaram o alerta à população e pedem denúncias de possíveis paradeiros dos foragidos às polícias Militar e Civil. A discussão sobre possíveis mudanças na legislação que regula as saidinhas promete ganhar ainda mais destaque nos próximos meses.

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