domingo, 4 de janeiro de 2026

Nicolás Maduro é mantido em prisão de Nova York sob condições severas


Foto: Jim.henderson, via Wikimedia Commons



O ex‑presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desembarcou na cidade de Nova York no início da noite de sábado, onde deverá permanecer preso enquanto aguarda inicio de seu julgamento nos Estados Unidos. Após ser capturado em uma operação militar realizada por forças americanas na capital Caracas, Maduro foi levado inicialmente à Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart e, em seguida, encaminhado às autoridades federais em solo norte‑americano.

O destino do líder chavista é o Centro de Detenção Metropolitano, localizado no bairro do Brooklyn, uma instalação de segurança federal projetada para receber detentos que aguardam procedimentos judiciais nos tribunais de Nova York. A penitenciária já abrigou figuras de grande notoriedade em processos criminais de alto perfil, e seu histórico de funcionamento tem sido marcado por relatos de condições severas.

Ex‑detentos descrevem o ambiente da prisão como degradante, ressaltando problemas crônicos como superlotação, falta de pessoal para cuidar da rotina dos presos, altos índices de violência interna entre os detentos e frequentes quedas de energia. Em episódios anteriores, longas interrupções no fornecimento de eletricidade deixaram pessoas encarceradas em escuridão total por dias, enfrentando baixas temperaturas e problemas nos sistemas de higiene básicos.

Além de desafios estruturais, a violência é uma realidade cotidiana no local. Casos de ataques fatais entre presos e brigas generalizadas ilustram um cenário que autoridades e familiares classificam como hostil. Tais condições colocam em evidência as dificuldades enfrentadas pelo sistema carcerário federal norte‑americano na administração de um centro de detenção que combina alta segurança com problemas humanitários apontados por observadores e ex‑internos.

Enquanto isso, a transferência de Maduro para os Estados Unidos e sua permanência na prisão do Brooklyn inauguram uma nova etapa em um caso que já mobiliza diplomacia, política internacional e debates sobre soberania, direitos humanos e justiça transnacional.

CNN Brasil

COMPARTILHE

Curta Nossa Página no Facebook

Compartilhe

CURTA A NOSSA PÁGINA