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| Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil |
Os Correios anunciaram um amplo plano de reestruturação que prevê o fechamento de aproximadamente mil agências próprias em todo o país e a realização de programas de demissão voluntária que podem resultar na saída de até 15 mil funcionários nos próximos anos. A medida faz parte de uma estratégia para enfrentar a grave crise financeira vivida pela estatal.
Segundo a direção da empresa, o encerramento das unidades representa cerca de 16% da rede própria de atendimento, atualmente composta por cerca de seis mil agências. A estatal afirma que a redução não comprometerá a universalização dos serviços postais, uma vez que conta com milhares de pontos de atendimento terceirizados e parcerias comerciais espalhadas pelo território nacional.
O plano de demissões será dividido em duas etapas, com a expectativa de desligamentos a partir de 2026 e 2027. O objetivo é diminuir o peso da folha de pagamento, considerada uma das principais despesas da empresa, e adequar o quadro de pessoal à nova realidade do mercado de logística e serviços postais.
A reestruturação busca reduzir bilhões de reais em custos operacionais até o final da década. Além do fechamento de agências e do enxugamento do quadro de funcionários, os Correios avaliam a venda de imóveis, a revisão de contratos e benefícios, e a renegociação de dívidas para equilibrar as contas.
O anúncio ocorre em meio a resultados financeiros negativos registrados nos últimos anos, com prejuízos acumulados e patrimônio líquido deficitário. Para manter suas operações, a estatal recorreu a empréstimos e estuda alternativas para garantir sustentabilidade econômica no médio e longo prazo.
A direção dos Correios afirma que as mudanças são necessárias para assegurar a continuidade da empresa e preservar seu papel estratégico na integração do país, especialmente em regiões onde o serviço postal é essencial para a população e para a atividade econômica.
Fonte: Portal DComércio (adaptação)
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