sexta-feira, 26 de maio de 2017

É BOM SABER




Em somente dois meses na presidência da Argentina, Mauricio Macri retirou todas as restrições de importações, zerou o imposto de exportação de trigo, milho e carne, e reduziu o da soja, automóveis e motos. Mesmo assim, a arrecadação aumentou.
Denunciou o acordo com o Irã, expulsou médicos cubanos sob a justificativa de que não financiaria ditaduras enganando a população com uma pseudo-assistência médica. Demitiu 19 mil comissionados, desmontou a “Ley de Medios” e anunciou que vai pagar todas as dívidas dos importadores argentinos, no total de US$ 5 bilhões, 80% delas com exportadores brasileiros.

Ainda quitou US$ 2,3 bilhões com credores italianos e conseguiu deságio de 30% para pagar a parcela restante de US$ 9 bi com fundos “abutres”. A Argentina voltou ao mercado mundial de capitais, depois de 10 anos de kirchnerismo, em que foi a leprosa do mundo. Há duas semanas, investidores internacionais fizeram fila em Davos para falar com ele. Enquanto isso, no Brasil, com um presidente, sustentado por um partido esfacelado pela contradição e pela corrupção, reafirma sua incompetência, arrogância e impopularidade, sem crédito  para fazer as reformas necessárias. Mais uma vez se confirma a tese de que governos são resultado da qualidade e da visão estratégica de seus governantes.

Nunca pensei que teríamos inveja da Argentina. No Brasil, o governo cria o Decreto que aumenta de 27,5 para 35%%, a alíquota do Imposto de Renda. Este reajuste atinge diretamente a classe média. Sem querer  cortar gastos, o governo com sua exuberante incompetência, quer como sempre, repassar para a   população. No Estado do Rio também não é diferente. Um Estado quebrado, cheio de vícios administrativos onde os políticos só pensam neles e a população e o funcionalismo com os aposentados e pensionistas levam a culpa. Em nossos municípios e nas nossas Câmaras  a má administração está estampada por cada rua que passamos, saúde e educação nem se fala, assim é moleza, roubam, administram mal, e nos dão a conta para pagar. Vamos aguardar 2018 e dar a resposta nas urnas aos velhos dinossauros da política.

‘De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.’ Rui Barbosa.


Roberto Mozzer 

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