domingo, 24 de dezembro de 2017

UFF vai iniciar plano para tornar seus campus mais sustentáveis

Plano de Logística Sustentável (PLS) será aplicado a partir de janeiro



Onze campus distribuídos em nove municípios do Estado do Rio, separados por quilômetros e que abrigam, juntos, mais de 75 mil pessoas, entre estudantes, funcionários e professores. Manter em funcionamento uma estrutura como a da UFF é um desafio, e a partir do ano que vem, a universidade começará um movimento para fazer as engrenagens deste gigante girarem de forma mais sustentável. Já a partir de janeiro, será aplicado o chamado Plano de Logística Sustentável (PLS). São diretrizes listadas num documento elaborado ao longo deste ano e que preveem mudanças nos processos estabelecidos pela instituição. Embora não fale em valores, o vice-reitor Antônio Cláudio Nóbrega afirma que as medidas resultarão em economia para a universidade num momento de restrição orçamentária, sobretudo para investimentos.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2018, em fase de redação final no Congresso, prevê R$ 1,9 bilhão para a UFF, R$ 60 milhões a mais do que estava previsto para este ano. Mas o montante para investimentos caiu de R$ 32,2 milhões para R$ 25,2 milhões no período.

Segundo Nóbrega, o PLS faz parte de um programa maior de melhoria da gestão da universidade. Uma das iniciativas já em curso é a montagem de um sistema totalmente digitalizado para os processos internos da UFF. Isso vai acabar, por exemplo, com o uso de veículos oficiais da universidade para levar e trazer documentos de campus de outros municípios para Niterói.
— Acabou o papel. Vai ser tudo digital. Isso aumentará a transparência e a eficiência (da gestão). É uma medida que também tem óbvia consequência socioambiental — afirma o vice-reitor. — O que o plano visa é a transformação de ações como esta em institucionais; e não apenas pontuais.

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O Plano de Logística Sustentável cria uma espécie de comitê gestor de sustentabilidade na universidade. Este grupo, que ainda será formado, terá poder de executar as ações previstas no documento. A presidente da comissão responsável pela elaboração do documento, Deise Faria Nunes, aponta que o comitê terá poder até na elaboração de licitações.
— Temos uma comissão de licitação, e o nosso papel vai ser informar que as licitações precisam ser feitas levando em conta as questões de sustentabilidade. Ao longo de 2018 será feito um levantamento, e no fim do ano divulgaremos um relatório que mostrará quantos contratos respeitaram o estabelecido.

Deise explica que, com isso, os certames terão que levar em conta mais do que só o preço do serviço. Na prática, isso deve estimular a compra de produtos mais sustentáveis, como lâmpadas de LED (mais econômicas a longo prazo, porém mais caras do que as incandescentes) e torneiras com temporizadores, que economizam água.

O documento começou a ser redigido em setembro do ano passado. Ao longo de 2017, a equipe responsável pelo PLS da UFF visitou todos os campus da universidade para colher sugestões e críticas ao plano. Segundo Deise, uma das descobertas nessas visitas foi que há uma série de iniciativas de sustentabilidade em quase todos os campus. Estas ações, porém, ocorriam de forma independente, e agora poderão ter respaldo institucional.
— Estudantes e professores poderão nos indicar que suas iniciativas têm possibilidade de serem realizadas dentro da universidade.


OGlobo




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