quarta-feira, 29 de março de 2017

Seis macacos são encontrados mortos em Laje do Muriaé

Animais foram encaminhados à Fiocruz nesta segunda-feira

Seis macacos da espécie barbudo foram encontrados mortos em Laje do Muriaé, no noroeste do estado do Rio, nesta segunda-feira. Segundo o secretário de Saúde do município, Rodolfo Almeida, os primatas estavam em área de mata fechada, em uma propriedade particular a dois quilômetros da cidade.
De acordo com ele, os animais foram achados por agentes da saúde da cidade após alertados por colonos. A ação também teve apoio da Secretaria de Meio Ambiente do município.
Os macacos, segundo Almeida, foram encaminhados na segunda-feira mesmo à Fiocruz. Ele informou que 80% da população de Laje do Muriaé já está vacinada contra a febre amarela.
O secretário de Saúde acredita que o número de macacos mortos possa ser maior porque, no local, foram encontradas ossadas de primatas. "As primeiras análises dos nossos veterinários não apontam ferimentos e nem marcas de tiros nos macacos, o que nos leva a crer que não foram mortos por pessoas, mas ainda não sabemos o que causou a morte deles", contou Almeida, garantindo que na cidade não há nenhum caso suspeito sendo tratado.
Os macacos mortos foram localizados por colonos que viram urubus voando pelo local. "Desde das primeiras informações sobre a febre amarela no estado, começamos a orientar a população sobre a doença e o que fazer no caso de encontrar macacos mortos", disse o secretário, que vai intensificar, a partir de amanhã, a vacinação na cidade. "Já estávamos programados para continuar a vacinar a população para ter 100% dos moradores vacinados, mas antecipamos o pedido de doses após o aparecimento desses macacos mortos", explicou Almeida.

 ODia

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Sinal analógico de TV será desligado às 23h59 desta quarta em SP


A partir de hoje (29), o sinal analógico de televisão será totalmente desligado em São Paulo e em mais 38 municípios da região metropolitana. O sinal só estará disponível no formato digital e, para sintonizar os canais de TV abertos, será preciso instalar uma antena digital e um conversor se o aparelho não for digital.
Ontem (28), o Grupo de implantação da TV Digital (Gired) informou que as condições para o desligamento analógico em São Paulo foram atendidas. Segundo pesquisa feita pelo Ibope, 92% dos domicílios da região metropolitana estarão aptos a receber o sinal digital da TV aberta quando ocorrer o desligamento das transmissões analógicas.
Com o fim das transmissões analógicas, a previsão é de que o índice da população coberta por algum tipo de sistema de recepção de sinal de TV será de 95%. Isso inclui, por exemplo, os domicílios que têm TV parabólica.
Para Antônio Marteletto, presidente da Seja Digital, entidade responsável pela transição da TV aberta analógica para a nova fase, a expectativa é de que em alguns dias o percentual chegue a 100% da população. Ele espera que a digitalização em São Paulo sirva para impulsionar o processo no restante do país, pela importância da cidade.
Conversores
Para as famílias de baixa renda, 1,2 milhão de kits gratuitos devem ser entregues na Grande São Paulo e em municípios vizinhos. Os kits, que contêm conversor, antena e cabos, continuarão a ser distribuídos até 45 dias após o encerramento das transmissões analógicas.
Das famílias inscritas no Bolsa Família, 91% já contam com o sinal de TV aberta digital e, nos demais programas sociais, o percentual é de 89%. Nos canais abertos que forem desligados, será ainda transmitida por 30 dias mensagem para que o telespectador seja informado do fim das transmissões analógicas.
Com o desligamento do sinal analógico, a faixa de 700 megahertz, que atualmente é utilizada para as transmissões de TV analógica na região, será destinada ao serviço 4G de telefonia móvel.
Próximos passos
A próxima etapa do desligamento será em Goiânia e em mais 28 municípios de Goiás, no dia 31 de maio. Segundo o Ibope, o primeiro levantamento mostra que 80% dos domicílios da região já estão preparados para receber o sinal digital de televisão.
Em julho, será a vez da região metropolitana de quatro capitais: Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte e Recife. Também para a data de 26 de julho estão previstas as cidades cearenses de Sobral e Juazeiro do Norte. Em setembro, o sinal deve ser desligado em cidades do interior paulista: Campinas, Franca, Ribeirão Preto, Santos e municípios da região do Vale do Paraíba. Em outubro, serão o Rio de Janeiro e Vitória.
A primeira cidade que teve o sinal analógico desligado foi Rio Verde, em Goiás, como um piloto da operação, em março do ano passado. Em novembro, o sinal foi desligado em Brasília e nas cidades do entorno.
Desde a última segunda-feira (27), a TV Brasil, em São Paulo, pode ser sintonizada por meio do canal 62.1 digital e em HD.
Veja a lista de municípios que terão as transmissões analógicas de TV desligadas:
Arujá, Barueri, Biritiba Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Ibiúna, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, São Paulo, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.


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Correios farão ampla reestruturação, com corte de funcionários

Para evitar privatização, benefícios também serão reduzidos



Os Correios passarão este ano por um amplo processo de reestruturação para voltar ao lucro. As mudanças são consideradas necessárias no governo para evitar que os serviços sejam concedidos à iniciativa privada. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou ontem que os Correios poderão ser privatizados, se não ocorrer um processo que rapidamente traga de volta o equilíbrio financeiro à empresa. No ano passado, o prejuízo da estatal se aproximou dos R$ 2 bilhões (o balanço oficial ainda não foi publicado), pouco menor que o registrado em 2015.

Ou rapidamente os Correios cortam gastos além dos que já estão sendo cortados ou vamos caminhar para a privatização — disse Kassab.
Indagado sobre os motivos que levaram os Correios a essa situação, Kassab afirmou que foi uma combinação de fatores e destacou que a União não pretende sustentar os prejuízos da estatal.
— Má gestão é corrupção, loteamento, não ter capacidade de recursos adicionais, não fazer os cortes necessários para manter o equilíbrio. (…) A empresa está correndo contra o relógio, porque o governo não tem recursos — afirmou Kassab a jornalistas.

‘OU ENTRA NO AZUL ESTE ANO OU FECHA’
Em entrevista, o presidente da estatal, Guilherme Campos, disse que os Correios vão passar por uma profunda transformação nos próximos meses. As reformas vão incluir desde a periodicidade com que os carteiros passam pelas ruas do país — que vai diminuir —, até novidades em gestão. A reestruturação deve incluir corte de benefícios e de pessoal, considerando o quadro de 111 mil servidores da empresa, com o objetivo de voltar ao lucro.
— Ou entra no azul este ano ou fecha. O Brasil suporta uma empresa estatal por mais de três anos consecutivos no vermelho, com prejuízos bilionários? — ressaltou Campos.

A mudança mais sensível para a sociedade em geral na atuação dos Correios será a chamada Distribuição Diária Alternada (DDA). Os carteiros não passarão mais todos os dias nas localidades. Os profissionais seguirão um calendário com algumas passagens por semana, em linha com a redução do número de correspondências enviadas onde existe monopólio dos Correios.
— As pessoas não precisam mais da frequência diária dos carteiros. Com uma queda expressiva da atividade postal, você (não pode) querer manter o mesmo nível de serviço do passado — explicou Campos.

Segundo o presidente da estatal, o calendário vai ser distribuído a cada localidade para haver previsibilidade sobre as entregas, que também deverão ocorrer mais cedo. Bancos e prestadores de serviços, que encaminham faturas com maior frequência, terão de ser procurados para debater um novo cenário com maior previsibilidade, diz o executivo:
— A DDA vai permitir incluir áreas que não são cobertas atualmente, como novos bairros.

O aperto de cintos inclui suspensão de férias de funcionários até abril de 2018 e suspensão de horas extras para cortar despesas. Além disso, para estancar o que responde por cerca de dois terços do prejuízo anual, os Correios vão enxugar o plano de saúde, que hoje inclui cobertura para famílias e pais dos servidores. Os Correios pagam 93% do custo per capita do plano. Mas, diante de um conflito com o sindicato, a discussão pode acabar na Justiça.
— Não quero acabar com o plano de saúde, nem o ministro Gilberto Kassab, mas, se não houver acordo entre nós, vai vir (da Justiça e do governo) uma decisão dura nesse sentido, por causa da lei do teto de gastos. Não virá dinheiro do Tesouro para cobrir esse tipo de coisa — afirmou Campos.

‘RENTABILIZAR A PRESENÇA NACIONAL’
Depois de um plano de demissão incentivada que vai afastar 5.500 servidores, a estatal discute a adoção de meios juridicamente viáveis para reduzir ainda mais o número de funcionários nos próximos meses, principalmente os mais antigos e de maiores salários. Embora as agências dos Correios estejam em reavaliação para evitar sobreposições, a empresa quer manter a presença em todo o país para prestar mais serviços públicos, como entrega de passaportes e carteiras de trabalho e retirada de CPFs — na linha do que ocorre no PoupaTempo.
— Não quero perder a presença nacional, que é um grande ativo da empresa. Temos de achar uma solução para rentabilizar essa presença nacional, que antes era custeada pela atividade postal, hoje em decadência no Brasil e no mundo — explicou Campos.

Para setores em que existe o monopólio de envio de cartas, Campos diz que deverá ser aplicado este ano um aumento de 6% nas tarifas, para repor aquilo que tinha sido represado no passado. A partir de então, permaneceriam apenas os reajustes para repor inflação. Em 2016, as tarifas já subiram mais de 18%.

Campos apontou, ainda, o resultado dos primeiros dias de vendas de celulares em doze agências. Nos primeiros nove dias, foram 1.173 unidades vendidas, resultado mais de três vezes superior ao que se previa. Só são comercializados chips pré-pagos e de baixo custo nessas agências, inicialmente.


A reestruturação prevê política mais agressiva para o Sedex, a fim de baixar o preço, melhorar a qualidade da entrega e concorrer com empresas de logística. A política de patrocínios foi revista e caiu a 25% do valor anterior, deixando algumas confederações esportivas e incluindo outras, como rúgbi.

OGlobo

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terça-feira, 28 de março de 2017

Lei que permite o parcelamento do IPVA em até 10 vezes é aprovada por unanimidade


Deputados aprovam o projeto que é aplicado a casos de calamidade pública estadual para os servidores ativos, inativos e pensionistas que estão com os pagamentos atrasados


A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou por unanimidade na tarde de hoje, 28, o projeto de lei dos deputados Wanderson Nogueira (PSOL-RJ), Zito (PP) e Flávio Serafini (PSOL-RJ) que possibilita o parcelamento do IPVA em até 10 vezes, além da dispensa da apresentação da quitação do imposto para realizar a vistoria. A lei beneficia os servidores ativos, inativos e pensionistas, enquanto o Estado estiver em estado de calamidade financeira e com pagamentos atrasados ou parcelados.
Para que este grupo tenha acesso a lei, o veículo deve estar registrado em nome do servidor. Cada pessoa tem direito a somente um veículo. É importante destacar que, para que isso ocorra, o Estado deve estar em calamidade pública no âmbito da administração financeira e os salários dos servidores com atrasos ou em parcelamento. Os artigos dos projetos de lei ainda garantem que, caso a situação se perdure, ou se repita, nos anos subseqüentes, continuará garantida a dispensa da exigência de quitação do IPVA para fins de realização da vistoria anual junto ao DETRAN/RJ, assim como parcelamento.
O autor do projeto, deputado estadual Wanderson Nogueira defendeu os servidores. “Aprovar esse projeto é um reconhecimento ao servidor ativo, inativo e pensionista. Se o Estado pode atrasar ou parcelar salários, por que eles devem pagar ao Estado se não recebe do mesmo? A lei ameniza e possibilita aos servidores continuarem honrando com seus deveres, mesmo em uma situação delicada”, destacou Wanderson.
Outro projeto do deputado estadual Wanderson Nogueira, que propõe o parcelamento do IPVA em até 6 vezes para os contribuintes do Estado também tramita na Alerj. Durante a sessão, o autor da lei, deputado Wanderson, solicitou também a co-autoria para o deputado Flávio Serafini, que apresentou um projeto com o conteúdo semelhante. Agora, a lei segue para a sanção do governador do Estado.


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McDonald's vai vender em supermercados molhos do Big Mac, McFish e McChicken


Molhos do McDonalds serão vendidos em
 supermercados Foto: Reprodução/Twitter






A rede de lanchonetes McDonald's divulgou, nesta terça-feira, que em breve os consumidores canadenses poderão comprar, em supermercados do país, os molhos que dão sabor aos famosos sanduíches da rede.
A novidade foi anunciada por meio da conta da empresa no Twitter. Segundo o McDonald's, serão vendidos os molhos dos sanduíches Big Mac, McFish e McChicken, todas elas em embalagens de 355mL.
“Prepare-se, Canadá! Lançamento nas gôndolas no segundo trimestre. #BigMacSauce”.
A informação foi noticiada, inicialmente, pela jornalista especializada em comida Diana Chan. Os molhos foram apresentados na Grocery & Specialty Food West Convention.



Extra

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segunda-feira, 27 de março de 2017

Evento ‘24 Horas de Capoeira’ reúne atletas de várias cidades em Teresópolis

Mestre Batata, do Grupo Ganga Zumbi: encontro mantém viva a cultura
 e mostra que Teresópolis tem capoeira

Realizado neste fim de semana, o evento ‘24 Horas de Capoeira’ reuniu em Teresópolis equipes de várias cidades convidadas, como Nova Friburgo, Petrópolis, Cachoeiras de Macacu, Cantagalo, Niterói, São Gonçalo, Rio de Janeiro e Juiz de Fora. Promovido pelo contra-mestre Carvoeiro e com supervisão do Mestre Sorriso, do Grupo Regiangola, o intercâmbio cultural contou com apoio da Secretaria de Esportes e Lazer e de empresários parceiros. O encontro surgiu há cerca de 7 anos com o objetivo de divulgar a cultura da capoeira, suas raízes e tradições.

“Esse é o primeiro evento de capoeira do ano em parceria com a Secretaria de Esportes. Reunindo mestres e praticantes de várias regiões, o encontro movimenta o comércio e o turismo da nossa cidade. Agradeço pela confiança dos organizadores na nossa secretaria e também aos empresários que colaboraram com o encontro”, assinalou Luiz Otávio Oliveira, secretário de Esportes.

Os participantes foram recebidos pelo Mestre Sorriso na Academia Regiangola, na Várzea, onde o secretário de Esportes, Luiz Otávio Oliveira, acompanhou a primeira roda de capoeira. A programação seguiu em vários pontos, na cidade e no interior, com rodas, apresentação de dança afro e vivências.

“É uma troca de experiências muito grande, pois temos um dia inteiro de atividades. A capoeira é um dos esportes mais completos, a gente trabalha muito com a formação do aluno. Procuramos formar bons cidadãos para que eles possam contribuir de alguma forma com a sociedade”, opinou Mestre Sorriso, agradecendo o incentivo garantido pela Secretaria de Esportes para a realização de mais um evento.

Na Praça Olímpica, no centro da cidade, foi realizado um aulão, onde vários mestres se revezaram orientando os atletas sobre os principais movimentos da capoeira, como a ginga, as defesas, os ataques rodados e voadores, entre outros. Com 33 anos de tradição em Teresópolis, Mestre Batata, do Grupo Ganga Zumbi, marcou presença. “Esse encontro é importante porque mantém viva a cultura e mostra ao povo que nós temos capoeira”, destacou.

O secretário Luiz Otávio lembrou que a capoeira é uma das novas modalidades esportivas oferecidas de graça pela Secretaria de Esportes. As aulas acontecem nas segundas e quartas-feiras, a partir das 19h, no Ginásio Pedro Jahara – o Pedrão (Rua Tenente Luiz Meirelles, 211, na Várzea), onde as inscrições podem ser feitas. “Essa é a determinação do prefeito Tricano: resgatar todas as modalidades esportivas de nossa cidade. E a capoeira faz parte do quadro de escolinhas da nossa secretaria. É um trabalho voluntário, em parceria com Mestre Sorriso e o Grupo Regiangola, para crianças, jovens e adultos”, concluiu. 

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Deputados do Rio vão a Brasília para reunião com Temer sobre perdas com a Lei Kandir

Presidente da Alerj, Jorge Picciani alerta para risco de “convulsão social” no estado, que acumula perdas de mais de R$ 40 bilhões




Uma comitiva de deputados do Rio de Janeiro, liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), vai a Brasília, na próxima terça-feira (28/03), para uma reunião com o presidente Michel Temer. O grupo vai apresentar estudo sobre as perdas que os estados sofreram com a Lei Kandir. De acordo com o levantamento, juntos, 15 estados têm mais de R$ 500 bilhões a receber da União. O estudo foi coordenado pelo deputado Luiz Paulo (PSDB). O Rio, que enfrenta grave crise econômica, acumula perdas de R$ 42 bilhões. O encontro será às 16h.
As informações foram dadas pelo presidente da Alerj em entrevista ao jornalista Fernando Molica, âncora do CBN Rio, nesta sexta-feira (24/03). Picciani fez um alerta: o Rio corre risco de entrar em "convulsão social” e perder o controle sobre a área de segurança pública, o que poderia causar um efeito cascata no país.
“Vou mostrar ao presidente Temer, junto com os líderes do PSDB, DEM, PPS e PMDB, partidos da base aliada nacional, que o estado está prestes a entrar em convulsão social e perder o controle sobre a área de segurança pública. Isso pode gerar uma crise nacional sem precedentes”, disse o presidente da Alerj. “Ou o presidente nos ajuda a sair dessa situação, por decisão do Supremo ou liminar que paralise os bloqueios nas contas e permita o empréstimo com garantia das ações da Cedae, ou vai ter que fazer intervenção federal.”
Aprovada em 1996 pelo Congresso Nacional para estimular exportações, a Lei Complementar 87, conhecida como Lei Kandir, estabelece as regras para o ICMS, principal fonte de receita dos estados. Uma delas é que não seja cobrado o impostos das exportações. A norma prevê que os estados sejam compensados pelas perdas. Em novembro de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu prazo de um ano para que o Congresso Nacional regulamente, por lei, os repasses aos estados. A ideia, agora, é fazer com que o Congresso cumpra a decisão.
"É evidente que o governo não tem como pagar essa conta de R$ 500 bilhões, mas também pode parcelar isso em 20 anos, abater da nossa dívida, e deixar de fazer os bloqueios. Há de se fazer alguma coisa dentro da visão do estado federativo", disse o presidente da Alerj.
Em meio à expectativa para que o Congresso vote o Plano de Recuperação Fiscal do Rio, e com salários do funcionalismo ainda em atraso, Picciani lembrou que não há como colocar em pauta, na Alerj, o aumento da contribuição previdenciária dos servidores. Em fevereiro, a Casa aprovou o projeto de lei 2.345/17, que autoriza o uso das ações da Cedae para viabilizar empréstimo de R$ 3,5 bilhões da União ao estado e o plano como um todo.


“O décimo terceiro não foi pago, tem gente que não recebeu o salário de janeiro; outros, de fevereiro, e estão recebendo em seis parcelas. Se não colocarmos o salário em dia, como chamamos 500 mil funcionários e dizemos que vamos reduzir seu salário em 3%? Que em vez de contribuir com 11, vai passar a contribuir com 14%? O custo financeiro do trabalhador com esses atrasos é maior que 3%, se os salários estiverem em dia, é possível, desde que não tenham mais atrasos."

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