segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Copiloto tenta jogar avião da flydubai em aeroporto de Israel



Uma tragédia de proporções devastadoras foi evitada no ar após a reação rápida e coordenada entre tripulação e passageiros a bordo de um voo da companhia aérea flydubai com destino a Israel. O copiloto da aeronave, identificado pelas autoridades israelenses como Hamam al-Hammami, executou uma tentativa de sequestro com o objetivo de colidir o avião contra o Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, buscando causar o maior número possível de vítimas.

Segundo as investigações, o ataque vinha sendo friamente planejado antes mesmo de Al-Hammami integrar os quadros da empresa. Ele realizou pesquisas minuciosas sobre quais companhias mantinham rotas para Tel Aviv e escolheu a flydubai estrategicamente para concretizar o plano. Nos últimos meses, o suspeito esteve no próprio Aeroporto Ben Gurion em diversas ocasiões para coletar dados operacionais e de segurança.

O plano original estava marcado para ser executado em julho, mas foi adiado no último momento pelo próprio agressor por conta de laços de amizade com um dos membros da tripulação daquele voo específico. A tática traçada previa aguardar o ingresso da aeronave no espaço aéreo da Jordânia, neutralizar o comandante, solicitar as autorizações padrão de Pouso simulando normalidade e, em seguida, arremessar o avião contra o terminal de passageiros. Como plano alternativo, caso o acesso ao espaço aéreo israelense fosse bloqueado, o alvo seria uma base militar dos Estados Unidos instalada em território jordaniano.

Ataque na cabine e reação imediata

Na última quarta-feira (30), Al-Hammami colocou a ação em prática. Dentro da cabine de comando, ele atacou o comandante, o indiano Smit Machchhar, utilizando o machado de emergência da aeronave. Mesmo gravemente ferido, Machchhar conseguiu acionar o mecanismo de liberação da porta da cabine.

Com o avião já colocado em trajetória de mergulho pelo agressor, passageiros de nacionalidade israelense invadiram a cabine, imobilizaram o sequestrador e conseguiram reestabelecer a estabilidade de voo do aparelho. A bordo estavam também dois pilotos de folga, que assumiram imediatamente os controles do avião e realizaram um pouso de emergência em segurança na cidade de Tabuk, na Arábia Saudita.

O episódio, que visava a destruição total da aeronave e a morte de todos a bordo, terminou neutralizado pela cooperação direta entre um piloto indiano, uma tripulação emiradense e passageiros israelenses. A aliança fortuita e decisiva entre diferentes nações diante do extremismo é apontada por analistas como um símbolo de resistência e integração na região.

Israel em SP

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