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A diferença está relacionada à previsão de mudanças nos custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo incluído nas tarifas de energia e utilizado para financiar políticas públicas do setor elétrico.
De acordo com as estimativas, o custo unitário da CDE poderá aumentar 7,3% no Norte e Nordeste. Nas demais regiões do país, a previsão é de uma redução de 3,8% nesse componente tarifário.
A CDE financia iniciativas como a universalização do acesso à energia elétrica, descontos tarifários para consumidores de baixa renda e outros programas do setor elétrico. Os valores arrecadados por meio desse encargo são considerados no cálculo das tarifas pagas pelos consumidores.
Apesar das projeções indicarem uma tendência de aumento para parte do país, os percentuais ainda não representam um reajuste definitivo nas contas de luz. O impacto efetivo para os consumidores dependerá da definição dos valores e da aplicação dos mecanismos tarifários pela agência reguladora.
A previsão reforça a possibilidade de diferenças regionais nos custos da energia elétrica em 2027. Para os consumidores do Norte e Nordeste, a expectativa é de pressão adicional sobre as tarifas, enquanto as demais regiões poderão registrar um cenário mais favorável.
As projeções da Aneel servem como referência para acompanhar a evolução dos custos do setor elétrico e os possíveis efeitos sobre o orçamento das famílias brasileiras.
Folha do Estado, com base em projeções preliminares da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
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