sábado, 27 de abril de 2019

Austrália quer exterminar 2 milhões de gatos com petiscos envenenados


Governo afirma que os felinos ameaçam cerca de 140 espécies de animais nativas. Entidades criticam proposta


O governo da Austrália anunciou que pretende exterminar cerca de 2 milhões de gatos até 2022. A estratégia usada será com o envenenamento de petiscos, para que os animais os coma. As informação são da BBC.

Os felinos que serão alvo da operação não são gatos quaisquer, mas animais que retornaram para a vida selvagem e agora ameaçam cerca de 140 espécies nativas do país. Eles são chamados gatos ferais.
“Os gatos ferais são da mesma espécie dos gatos domésticos, mas vivem e se reproduzem na selva, sobrevivendo da caça ou de animais mortos. São encontrados em toda a Austrália, em todos os habitats”, afirma o Departamento de Meio Ambiente e Energia do país. Eles se alimentam de outros bichos nativos, como coelhos, pássaros e lagartos.
O governo estima que existam entre dois e seis milhões de gatos ferais no território australiano. Em 2015, o governo declarou oficialmente que a espécie é uma praga no país e ameaça a vida nativa no local. “Eles têm sido um dos principais responsáveis pela extinção de pelo menos 27 mamíferos, desde que foram introduzidos na Austrália. Hoje, colocam em perigo pelo menos 142 espécies e mais de um terço dos mamíferos, répteis, sapos e pássaros que estão ameaçados”, afirma o documento Estratégia para Espécies Ameaçadas, publicado no mesmo ano.
Segundo o Departamento de Meio Ambiente da Austrália a forma mais efetiva de controlar os gatos selvagens em grandes áreas é com petiscos envenenados. A toxina fatal é injetada no alimento e jogados no chão com aviões ou drones.
Proposta é criticada
Diversos abaixo-assinados foram criados contra a medida. Um dos mais populares conseguiu cerca de 30 mil assinaturas. O texto da petição mostra outra solução para o problema: fazer armadilhas para capturar os animais, castrá-los e depois liberá-los. Assim, os animais não se reproduziriam mais.


O caso também ganhou notoriedade após a atriz francesa e ativista pelo direito dos animais Brigitte Bardot se pronunciar em 2015. “Esse genocídio animal é desumano e ridículo. Além de ser cruel, matar esses gatos é absolutamente inútil, já que o resto deles continuará se reproduzindo”, escreveu Bardot em carta para o então ministro do Meio Ambiente australiano.
Em resposta, o governo australiano disse que “não é realista ou factível fazer armadilhas e castrar milhões de gatos ferais nos mais de sete milhões de quilômetros quadrados” do território australiano. Além disso, argumentou que não seria humano permitir que animais nativos continuem sendo mortos pelos gatos, dia após dia.



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Maio terá bandeira amarela na tarifa de energia elétrica



A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou hoje (25) que a bandeira tarifária para maio será amarela, com custo adicional de R$ 1 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido. De acordo com a agência, embora a previsão hidrológica para o mês indique tendência de vazões próximas à média histórica, “o patamar da produção hidrelétrica já reflete a diminuição das chuvas, o que eleva o risco hidrológico e motiva o acionamento da bandeira amarela”.
“Diante da perspectiva de que as afluências aos principais reservatórios fiquem perto da média, o preço esperado para a energia (PLD) deve permanecer próximo ao registrado nos últimos meses”, informou a Aneel.

Sistema

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado, de acordo com a Aneel, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha (patamar 1 e 2) está relacionada aos custos da geração de energia elétrica. 
Na amarela há o acréscimo de R$ 1 a cada 100 kWh consumido. Na vermelha, no patamar 1, o adicional nas contas de luz é de R$ 3 a cada 100 kWh; no 2, o valor extra sobe para R$ 5.

Dicas de economia

Para evitar aumento significativo nas contas, a Aneel dá dicas para que os consumidores economizem energia. Entre elas a de, no caso do uso de chuveiros elétricos, tomar banhos mais curtos. A agência sugere também a diminuição no uso do ar-condicionado e que, quando o aparelho for usado, que se evite deixar portas e janelas abertas, além de manter o filtro limpo. 
A Aneel indica, ainda, que o consumidor tenha atenção para deixar a porta da geladeira aberta apenas o tempo que for necessário e que nunca se coloque alimentos quentes em seu interior. Uma outra dica da Aneel para que o consumidor economize energia é a de juntar roupas para serem passadas de uma só vez e que não se deixe o ferro de passar ligado por muito tempo. 

A.Brasil

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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Assaltante usa pedra e outro arma para ameaçar vítimas em assalto a padaria em Porciúncula; Vídeo


Câmeras de segurança flagraram a ação dos criminosos


Assaltantes usaram uma pedra e uma arma para ameaçar o funcionário e uma mulher em uma padaria no Centro de Porciúncula, no Noroeste Fluminense, na noite desta quarta-feira (24).

Nas imagens do circuito interno de segurança o homem permanece durante todo o tempo com a pedra e a mão levantada, enquanto o outro aponta a arma para o funcionário.

Eles rendem a vítima do lado de fora do estabelecimento. Aparentemente, é neste momento que um dos assaltantes pega a pedra no chão.



A dupla obriga o homem a entrar na loja para entregar o dinheiro. Segundo a Polícia Militar, foram levados R$ 200.

Ainda segundo a PM, também havia uma mulher na padaria. As vítimas disseram aos policiais que os criminosos fugiram.

A PM fez buscas, mas nenhum suspeito foi encontrado.
O caso está sendo investigado na 139ª Delegacia de Polícia da cidade.


G1

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Crise no setor do café pode piorar os dados de desemprego no Brasil



Após um ano de safra recorde, a produção de café no Brasil sofre uma grave crise. Por causa disso, empresários apontam que o setor pode enfrentar muitas baixas, incluindo demissões.
No ano passado, o mundo produziu 160 milhões de sacas, sendo que o mercado consome cerca de 159 milhões anualmente. Foi a maior safra da história. O Brasil também registrou produção recorde, com 62 milhões de sacas. Com a oferta maior que a demanda, o preço do café brasileiro caiu de mais de R$ 400 para algo em torno de R$ 350 este ano.
Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a cafeicultura emprega hoje cerca de 4 milhões e meio de brasileiros. Alguns empresários já preveem que, se nenhuma medida for tomada, 10 por cento de seus funcionários fixos devem ser demitidos após a colheita, em agosto. É o que aponta o produtor, Sergio Assis, que é também presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro.
‘Após a colheita, no tempo normal – que são os funcionários fixos – é certeza que haverá uma redução. No mínimo 10%’, afirma. ‘Isso no meu caso. No caso do cerrado eu acredito que pode ser maior’.
O presidente da comissão do café da CNA, Breno Mesquita, viaja pelo interior de Minas Gerais debatendo soluções com os produtores há cerca de 20 dias. Ele explica que a cafeicultura está ficando inviável.
‘O que a gente percebe é uma desesperança muito grande’, relata. ‘Para você ter uma ideia, nós temos regiões de Minas Gerais onde o custo de produção ultrapassa R$ 500. Essa mesma região está vendendo café a R$ 350’.
Mais da metade da produção brasileira de café vem de Minas. O estado é responsável por um quinto do café no mundo. Diante da crise no setor, o governo mineiro enviou um ofício ao Ministério da Agricultura solicitando medidas urgentes para evitar impactos na economia. Por exemplo, a extensão dos prazos para pagamentos de financiamento nos bancos públicos, e a publicação de um edital para que os empresários possam vender as sacas para a União. Dessa forma, o governo pode utilizar um preço tabelado, e estocar o café para diminuir a oferta, fazendo o preço subir. Ambas as medidas já foram tomadas em outros momentos de crise nos últimos 18 anos.
Dos 463 municípios de Minas Gerais que produzem café, grande parte depende exclusivamente do grão para fazer a economia girar. É o caso da cidade de Cabo Verde, no sul do Estado. Preocupado, o prefeito Edson José Ferreira conta que a população toda já está sofrendo.
‘O que está acontecendo muito aqui é que a inadimplência está muito grande porque não tem dinheiro’, alega. ‘O problema é que não tem serviço. Não tem outra atividade aqui que dá mais emprego que o café; 80% é para o café. E outra, o ICMS vem em cima do preço do café. A matemática é uma só. Vem menos dinheiro para a prefeitura’.
Questionado sobre a crise no setor do café, o Ministério da Agricultura informou que ainda não tem medidas concretas definidas, mas que está negociando uma forma de atender as demandas.
Fonte: CBN (Por Laura Marques)


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Raquel Dodge pede ao STF 22 anos de prisão para Collor


Senador teria participação em propinas que somam R$ 50,9 milhões em contratos da BR Distribuidora


Em alegações finais, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal que imponha uma pena de 22 anos, 8 meses e 20 dias ao ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PROS-AL), em ação penal no âmbito da Operação Lava Jato. A procuradora-geral apontou a suposta participação do senador – atualmente fora de exercício – em supostas propinas, que somadas, chegam a R$ 50,9 milhões em contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A procuradora-geral detalha que “entre 2010 e 2014, uma organização criminosa instalou-se nas Diretorias da Petrobras Distribuidora S/A – BR Distribuidora – capitaneada pelo Partido Trabalhista Brasileiro [partido de Collor à época], em particular na figura do senador Fernando Collor, e também pelo Partido dos Trabalhadores, com destaque para o deputado federal Vander Loubet”.

A procuradora-geral alega que Collor também integrou suposto esquema envolvendo “pelo menos R$ 1.000.000,00 em propinas em razão de contrato de gestão de pagamentos e programa de milhagens”. E ainda propinas de “R$ 20.000.000,00 para viabilizar hipotético e futuro contrato de construção e leasing de um armazém de produtos químicos em Macaé/RJ”.
A procuradora-geral afirma ainda que reforça a culpabilidade o fato de que Collor “foi deputado federal, governador de Estado e mesmo presidente da República, afastado do cargo precisamente por suspeitas de corrupção”. “Agora, anos depois, enquanto senador da República, há não apenas suspeitas, mas prova para além de dúvida razoável de que cometeu crimes”.
Até a publicação desta matéria, Collor ou seus advogados não tinham se pronunciado sobre a manifestação da procuradora-geral da República.

EstadãoConteúdo

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Controladoria Geral do Estado lança Disque Rio Contra a Corrupção

O serviço será fundamental para aprimorar o trabalho que vem
sendo realizado pela CGE


A Controladoria Geral do Estado (CGE) inaugurou o Disque Rio Contra a Corrupção, um serviço telefônico onde a população pode denunciar anonimamente casos de corrupção envolvendo agentes públicos do Estado. O canal funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, pelo número (21) 2276-6556.

Segundo o controlador-geral do Estado, Bernardo Barbosa, o serviço será fundamental para aprimorar o trabalho que vem sendo realizado pela CGE. 

- Nós estamos auditando contratos e fazendo investigações, mas com o Disque Rio Contra a Corrupção vamos receber informações de casos de irregularidades com mais rapidez e precisão. É imprescindível contarmos com o apoio de toda população, que sofre os efeitos dos desvios de verbas, para atingirmos nosso objetivo de tornar o Estado do Rio mais íntegro - destacou Barbosa.   

A iniciativa tem como objetivo dar ao cidadão fluminense uma nova arma para exercer o controle social e poder contribuir, pessoalmente, no combate à corrupção no Rio de Janeiro. As denúncias serão recebidas pela Ouvidoria e Transparência Geral do Estado, órgão subordinado à CGE, e as informações serão analisadas para que as devidas providências sejam tomadas.

Através do telefone podem ser denunciados atos de corrupção como tentativa de suborno, desvio de dinheiro público, nomeação de funcionários fantasmas, entre outros. O custo será o de uma ligação normal para telefone fixo.





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Descarte irregular de lixo e entulho contribui para proliferação do Aedes aegypti em Campos


Até o final da última semana, o CRDI havia confirmado este ano 1.933 casos do chikungunya e 32 de dengue




O descarte irregular de lixo e entulho em áreas públicas e terrenos baldios é um grande vilão quando o assunto é combate ao mosquito Aedes aegypti em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, segundo a Vigilância em Saúde do município.

Os números de casos de chikungunya na cidade são preocupantes. Até o final da última semana, o Centro de Referência de Doenças Imuno-infecciosas (CRDI) havia confirmado 1.933 casos da doença em 2019. A cidade enfrentou uma epidemia de chikungunya em 2018.

A diretora da Vigilância em Saúde, Andréya Moreira, destacou que a população é parte essencial nos cuidados básicos em prol da saúde pública.
"É imprescindível a participação de todos. A Saúde conta com o comitê de combate a arboviroses, com ações efetivas. Mas de nada adiantam essas ações efetivas por parte do poder público, se a população não colaborar e se engajar nessa luta", ressaltou Andréya.

Segundo a Prefeitura, o município mantém as ações de limpeza pública e a coleta de lixo domiciliar é feita regularmente em toda a cidade. Os serviços de capina e roçada seguem um cronograma da Superintendência de Limpeza Pública (Sulimp).

Na última semana, 200 sacos de lixo doméstico despejado em local indevido foram recolhidos em ação conjunta do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e Sulimp no bairro Arraial, no distrito de Travessão.
"A coleta de lixo doméstico neste bairro e em todos os outros da cidade acontece normalmente, no mínimo, três vezes por semana, então não justifica o descarte dos resíduos domésticos nas ruas e terrenos. E para entulhos, o município disponibiliza pontos para descarte, os Peves", disse o secretário de Desenvolvimento Ambiental, Leonardo Barreto.

O coordenador do Programa Municipal de Combate à Dengue, Zika e Chikungunya, Claudemir Barcelos, explicou que o despejo irregular de lixo e entulhos é um dos grandes geradores de focos do mosquito e os moradores precisam estar mais conscientes.
"Aqui no bairro Arraial, encontramos recipientes com água acumulada e isso gera risco à incidência de doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Retiramos resíduos acumulados em grande quantidade e precisamos que a população colabore para manter a limpeza e evitar os riscos", pontuou Claudemir.

Em casos de flagrante de descarte irregular, a população deve entrar em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental através do telefone (22) 98175-1882.



G1

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