sábado, 2 de janeiro de 2016

Sem dinheiro para reforços, Vasco vai usar a base em 2016

Nove jovens atletas já farão a pré-temporada no profissional. Objetivo é voltar à Série A



Martín Silva, Mádson, Luan, Rodrigo e Júlio César; Diguinho, Serginho e Andrezinho; Riascos, Nenê e Jorge Henrique. O time base comandado pelo técnico Jorginho fez boa campanha na reta final do Brasileiro, apesar do rebaixamento, está praticamente todo mantido para 2016 (Serginho foi o único a sair) e é o ponto de partida do Vasco no ano que se inicia. Uma temporada da qual nenhum torcedor espera menos que a obrigação do retorno à Série A mas que se anuncia difícil: o buraco financeiro, justificativa dada pelo presidente Eurico Miranda como causa principal para a queda, ainda é grande e restringirá os investimentos no time de futebol.

Por isso, para além da manutenção dos titulares, o aproveitamento de jogadores das categorias de base será um norte no futebol vascaíno em 2016. O novo diretor de futebol, Isaías Tinoco, foi contratado já com esta orientação, e assim está trabalhando também o técnico Jorginho. Ainda nos últimos dias de 2015, foi definida uma lista de nove jogadores do time sub-20 que serão integrados ao elenco principal já na pré-temporada, em Pinheiral, no Sul fluminense.

Quatro deles têm apenas 17 anos: o lateral-esquerdo Alan Cardoso, o volante Andrey ramos, e os meias Evander e Mateus Vital. A principal aposta de Jorginho é o atacante Renato Kayzer, de 19 anos, que já chegou a entrar em três partidas pelo time profissional no ano passado. Ele chegou a São Januário em 2013, ainda para o time juvenil, e em seu primeiro ano no clube anotou 32 gols. Desde 2014, é titular do time sub-20.

ZAGUEIRO COLOMBIANO CHEGA
Se contar com os jovens é sempre uma aposta incerta, a torcida não deve ter esperanças de grandes contratações. Por ora, o clube trouxe apenas o lateral-direito Yago Pikachu, ex-Paysandu, que deve ser a única cara nova na volta aos trabalhos. Ontem, foi acertada a vinda do zagueiro colombiano Alexis Barreiro, de 18 anos, que veio para reforçar a base, mas não a tempo de disputar a Copa SP de Futebol Júnior. — a equipe estreia amanhã, às 11h, contra o Guaicurus-SP, pelo Grupo 27. O Vasco ainda quer contratar pelo menos um atacante, de preferência com características de centroavante.

A posição é considerada a mais carente. O time que se firmou no final do ano jogava sem um típico camisa 9. O jogador da posição, Leandrão, terminou a temporada no banco, e deve ganhar concorrência com a chegada de um reforço. Na última semana, o atacante Rafael Silva, que teve participação importante no ano vascaíno, auto do gol do título carioca, acertou ida para o Cruzeiro. Além disso, o argentino Herrera, com contrato até o meio do ano, também não deve permanecer: a diretoria tenta um acordo financeiro para dispensar o jogador.

COTA DE TV É METADE DAS RECEITAS
Mas a falta de dinheiro impedirá a vinda de um atacante incontestável. Na última semana de 2015, o Conselho Deliberativo aprovou o orçamento para 2016. A previsão é que as receitas fiquem em R$ 231 milhões, uma queda de R$ 20 milhões em relação ao previsto para o ano passado. Quase a metade do montante virá do contrato de direitos de TV do Brasileiro, pelo qual o Vasco receberá anualmente R$ 100 milhões no próximo triênio.

O comprometimento com o pagamento de dívidas, porém, consumirá boa parte do orçamento. Para garantir os descontos e outros benefícios da adesão ao Profut, que garantiu o parcelamento das dividas tributárias com o governo federal, o Vasco não poderá atrasar o recolhimento dos impostos correntes. Segundo a diretoria, o passivo tributário com a União está atualmente perto de R$ 150 milhões. Há ainda as dívidas trabalhistas e com fornecedores, entre outros.

Segundo Eurico, o pagamento de débitos de acordos não cumpridos, comissões não pagas e outras pendências (tirando os débitos principais) comprometerão grande parte do dinheiro disponível para investimentos.

— A lista é enorme e continua a aparecer. Estes acordos levarão do Vasco uma parcela grande do orçamento em 2016, algo superior a 30 milhões de reais, o que equivaleria a trazer vários jogadores de alto nível — escreveu Eurico Miranda no balanço de 2015 publicado no site do clube. — 2016 será muito difícil.

Fora de campo, a diretoria pretende ainda concluir, até abril, seu centro de medicina esportiva (cuja sigla é Caprres), em São Januário. Outro lançamento ainda nos primeiros meses de 2016 interessa mais diretamente aos torcedores vascaínos: a diretoria promete lançar até março o novo programa de sócio-torcedor. A previsão é de uma faixa popular, com mensalidade inferior a R$ 30; o valor mais caro dará ingressos para todos os jogos do time. Ao contrário do Flu, por exemplo, o sócio-torcedor vascaíno não votará nas eleições presidenciais.

OGlobo




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