terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Entenda como ameaça de Trump põe em risco criação de moeda dos Brics para substituir o dólar



Alan Santos /PR



O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, causou repercussão na comunidade internacional no último sábado (30) ao ameaçar taxar os Brics — grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, caso o bloco siga adiante com a ideia de criar uma moeda comercial única. A iniciativa, em discussão desde 2023, foi proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como forma de reduzir a dependência do dólar e amenizar os custos operacionais de transações que envolvem os países do bloco. Apesar de ambiciosa e estratégica, especialistas apontam que a viabilidade da proposta enfrenta desafios estruturais e políticos.

Nas redes sociais, Trump criticou a iniciativa e exigiu um compromisso dos Brics para não criar ou apoiar qualquer outra moeda que substitua o dólar americano. O próximo presidente dos EUA disse, ainda, que as nações que seguirem com a ideia serão taxadas em 100% ao exportarem produtos aos Estados Unidos.

“Eles podem ir encontrar outro ‘otário!’ Não há chance de que os Brics substituam o dólar americano no comércio internacional, e qualquer país que tente deve acenar adeus à América”, escreveu Trump.

O economista Hugo Garbe explica que, antes de tudo, a criação de uma moeda comercial que consiga competir com o dólar exige confiança internacional. Assim, os países do bloco precisariam demonstrar estabilidade econômica, politicas fiscais coordenadas e reservas internacionais robustas. No caso do Brasil, a participação em uma iniciativa desse porte exigiria uma “reconfiguração estrutural na política econômica”, principalmente devido à dependência em commodities e ciclos fiscais instáveis.

Entre as vantagens da moeda, o analista cita a redução dos efeitos adversos de variações na taxa de câmbio e flutuações monetárias, além de possível facilitação no comércio entre os países do bloco. Entretanto, Garbe aponta que, apesar de fortalecer a economia brasileira, uma moeda comum poderia trazer impactos negativos nas exportações, limitação da política monetária e dependência de um ambiente internacional ainda amplamente dolarizado.

“Embora a criação de uma moeda comercial pelos Brics tenha méritos teóricos, sua viabilidade prática demanda cautela. Para o Brasil, o sucesso dependerá de como os interesses nacionais serão protegidos e de quão bem o bloco conseguirá superar suas diferenças estruturais. Em última análise, a proposta oferece oportunidades, mas também carrega riscos que não podem ser subestimados”, completou.

Desafios internacionais

Natali Hoff, especialista em relações internacionais, afirma que, ao criar uma moeda, os países do bloco teriam que lidar com tensões políticas “significativas” no sistema internacional. “A própria fala do Trump evidencia isso. De que os Estados Unidos não vão acatar, de maneira passiva, esse tipo de iniciativa, já que é uma iniciativa que se contrapõe de maneira direta à hegemonia americana”, explicou.

No caso dos Brics, Natali afirma que cada vez mais os países-membros apostam que a adoção de uma moeda comercial poderia garantir uma autonomia, principalmente no que diz respeito à ordem econômica internacional.

“Entendem [os Brics] que essa ordem foi criada à luz dos interesses dos países ocidentais, sobretudo Estados Unidos e países da Europa ocidental, e ela acaba muitas vezes indo de encontro com aqueles interesses de economias emergentes, como é o caso do Brasil. Então, são Estados que defendem essa posição e que defendem a necessidade de reforma das instituições internacionais”, disse.

As reações americanas são outro entrave que pode dificultar o avanço da proposta, sobretudo, no que se diz respeito a países que já sofrem sanções dos Estados Unidos. “Quando a gente começa a pensar em outros atores, mesmo a China, que vai se beneficiar muito nesse processo de diminuir a hegemonia do dólar, tem uma economia muito interdependente com os americanos. Então, você precisa pesar muito bem esse processo”, completou.

Apesar das ameaças do futuro presidente americano, a especialista ressalta que dificilmente ele conseguirá taxar todos os países, uma vez que essa medida poderá representar perdas econômicas significativas aos Estados Unidos. Uma possível tensão entre Brasil e o governo estadunidense vai depender do avanço da discussão sobre a moeda, comenta Hoff.

“A princípio, enquanto os Brics estiverem apenas deliberando e estudando a possibilidade de criação de uma nova moeda, isso vai afetar as relações do Brasil com os Estados Unidos no âmbito discursivo. Não vejo o Trump sancionando o Brasil neste momento, mas é algo que a gente precisa prestar atenção de acordo com as escolhas dos atores”, afirmou.

África do Sul

Após as ameaças de Trump, o porta-voz do Ministério das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul da África do Sul, Chrispin Phiri, afirmou neste domingo (1º) que “relatos errôneos” levaram à narrativa incorreta de que o bloco estaria planejando criar uma nova moeda de referência para substituir o dólar, mas que “este não é o caso”. Segundo ele, a discussão entre os Brics seria o foco no comércio entre países-membros usando suas próprias moedas nacionais.

“Os líderes dos Brics pediram um sistema financeiro internacional reformado para facilitar o comércio em moedas locais. No entanto, os Brics não estão discutindo a criação de uma moeda comum dos Brics. Em vez disso, a África do Sul apoia o uso crescente de moedas nacionais no comércio internacional e transações financeiras para mitigar o impacto das flutuações cambiais, em vez de focar na desdolarização”, disse Phiri.

R7

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Cantagalo participa do 'Encontro Estadual de Mobilização para Partilha de Saberes e Boas Práticas'





O Encontro Estadual de Mobilização e Partilhas de Saberes e Boas Práticas do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, juntamente com a Cerimônia de Premiação do Prêmio Magda Soares: Transformando Vidas pela Leitura, é um evento de grande relevância para a educação infantil no Brasil. Este encontro visa celebrar as práticas bem-sucedidas na área da alfabetização e promover a troca de experiências entre os diferentes municípios e profissionais da educação. O evento também destaca a importância da leitura como ferramenta essencial para a transformação social e o desenvolvimento integral das crianças.

O município de Cantagalo se destaca nesse cenário, sendo reconhecido pelo seu comprometimento e pelas iniciativas inovadoras que têm melhorado significativamente a alfabetização. Com ações concretas, a Educação tem mostrado que, quando gestores, educadores e comunidade se unem em prol da educação de qualidade, é possível impactar positivamente o futuro das crianças. Prova disto é termos recebido o Selo Ouro. A dedicação e a colaboração são fundamentais para garantir que cada criança tenha acesso a uma educação plena e transformadora.

A participação de Cantagalo no evento e na premiação do Prêmio Magda Soares não apenas enaltece as boas práticas implementadas no município, mas também fortalece o compromisso de todos os envolvidos com a missão de assegurar que todas as crianças sejam alfabetizadas, criando um futuro mais igualitário e cheio de oportunidades. O evento, portanto, é um momento de celebração, reflexão e, principalmente, de renovação do compromisso coletivo com a educação e a alfabetização infantil, elementos essenciais para um Brasil mais inclusivo e consciente.

A Articuladora Municipal, professora Josiane Gomes, e a Articuladora Regional, supervisora Claudimar Duarte, estiveram presentes no evento, na sexta-feira, 29 de novembro.

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Programa Replantando Vida promove educação ambiental em Italva



A CEDAE e as Sec. Educação, Meio Ambiente e Agricultura de Italva e toda nossa comunidade estão unindo forças para restauração do nosso Rio Muriaé.

No próximo dia 09 de dezembro, esta grande parceria, realizará uma importante ação de restauração florestal nas margens do Rio Muriaé, na Fazenda Taipabas. A atividade, organizada pelo Programa Replantando Vida, contará com a participação de alunos da Escola Municipal Glycerio Salles, representantes do Rotary Club e será aberta a toda a população.

O foco desta ação coletiva é a restauração da mata ciliar do Rio Muriaé, um afluente estratégico do Rio Paraíba do Sul, crucial para a segurança hídrica e a preservação ambiental da região. Desde janeiro de 2024, a CEDAE tem atuado intensamente na região noroeste do estado do Rio de Janeiro, com projetos de restauração focados nas bacias dos rios Pomba e Muriaé. A companhia está construindo um viveiro florestal no presídio de Itaperuna, para alavancar a restauração e a proteção dos mananciais na região.

Além do plantio, o evento terá uma forte vertente educativa, proporcionando aos alunos e participantes a oportunidade de aprender sobre a importância das matas ciliares na proteção dos corpos d’água. A mata ciliar atua como uma barreira natural, prevenindo a erosão, filtrando sedimentos e protegendo a qualidade da água, fatores essenciais para a saúde dos rios e o abastecimento da população.

O Programa Replantando Vida não apenas promove a restauração ecológica, mas também reforça a integração social, ao envolver a comunidade e parceiros locais nas ações. Esta abordagem colaborativa visa garantir que as metas ambientais estejam alinhadas com os objetivos locais de preservação e desenvolvimento sustentável.

A participação de toda a comunidade é fundamental para o sucesso desta iniciativa, que representa um importante passo na proteção do Rio Muriaé e no fortalecimento da consciência ambiental na região.
Venha plantar conosco e faça parte dessa transformação!

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Terça Verde - Supermercados Fluminense





 

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Ceia de Natal: itens ficam até 34% mais caros em um ano

 

Foto: Ana Clara Veloso


A ceia de Natal está mais cara neste ano. Segundo um levantamento feito pela Horus — empresa de inteligência de mercado da Neogrid —, de 13 categorias de alimentos analisadas, 12 tiveram aumentos nos preços médios entre dezembro de 2023 e outubro de 2024. A variação chega a 34%. As maiores elevações foram registradas nos custos do azeite e do arroz.

As variações climáticas do El Niño explicam, em grande medida, as altas, diz Anna Fercher, coordenadora de Atendimento ao Cliente e Dados Estratégicos da Neogrid. Na Europa, um dos maiores produtores de azeite do mundo, a safra de azeitonas foi prejudicada pelo fenômeno, assim como a produção de arroz, no Sudeste da Ásia.

Mas o impacto vai além das plantações.

— Quando o El Niño impacta a soja, que é o alimento principal de animais como os suínos, isso afeta os preços deles também — diz Anna.

O encarecimento dos alimentos, no entanto, não reduziu o consumo nos lares brasileiros ao longo do ano, diz a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Na avaliação da entidade, a empregabilidade contribuiu para sustentar o crescimento, de 2,67% até outubro.

— O consumidor pesquisou mais preços, fez substituições de proteínas e trocou marcas de produtos básicos que tiveram altas de preço. Mas manteve o volume dos itens na cesta — disse Márcio Milan, vice-presidente da Abras, em coletiva na última quinta-feira.

As adaptações devem continuar ditando o ritmo das compras em dezembro, indica a educadora financeira Aline Soaper. Para comprar bem, é essencial avaliar quanto é possível gastar, pesquisar preços e comparar itens:

— No caso de nozes, amêndoas e avelãs, o ideal é trocá-las por frutas da estação, porque mesmo que estas estejam mais caras agora, é possível economizar. No caso do peru, a tradição pode ter um substituto à altura, como o frango. Quando bem temperado, não deixa nada a desejar.

Boas expectativas no varejo

Com a entrada de recursos na economia neste fim de ano, como o pagamento do 13º salário, as projeções da Abras para as festividades de 2024 são de aumento no consumo de bacalhau (10,8%), frutas (11,8%), bebidas (13%), panetones, chocolates e biscoitos (11,4%).

No Mercado Municipal do Rio, o Cadeg, as expectativas, em geral, também são boas. Em novembro, o movimento foi de 15% a 50% superior em relação ao mesmo período do ano passado, nas avaliações da Central dos Vinhos, da Cerealista Lela e da Griffe dos Vinhos. No Mix Nordestino, o crescimento em 40% elevou a contratação de temporários para os fins de semana — foram três no último ano e 15 em 2024. O Empório Gourmet Show também precisou investir no negócio, diante da demanda.

— O festival de bacalhau, de 23 de outubro a 24 de novembro, deu um boom aqui. Arrumei a loja nesse período para o Natal. E a demanda por cestas já dobrou em relação a novembro de 2023. Por isso, tive que alugar uma loja só para separar mercadorias e montar cestas — diz a gerente Verônica Baptista.

Extra

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Saiba o que está em jogo no julgamento sobre a regulamentação das redes



Antonio Augusto/SCO/STF 


O STF (Supremo Tribunal Federal) adiou para a semana que vem a continuação do julgamento de ações que discutem a responsabilização das redes sociais no Brasil. Os processos estão sob relatoria dos ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Ministros do tribunal têm falado publicamente sobre regulamentação das plataformas digitais para combater a disseminação de notícias falsas e de discursos de ódio.

O que dizem especialistas

Para a advogada Luíza Pattero Foffano, especialista da área cível, que está acompanhando o julgamento, a decisão do STF sobre a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet pode redefinir o funcionamento da internet no Brasil, estabelecendo um marco a respeito do equilíbrio dos direitos fundamentais em um ambiente digital e, ainda, da responsabilização das plataformas pelos danos causados.

“Com a declaração de inconstitucionalidade do dispositivo, as plataformas digitais poderão ser responsabilizadas diretamente por conteúdos prejudiciais publicados por terceiros, sem a necessidade de uma ordem judicial prévia de remoção da publicação. Isso facilitará a remoção mais célere de conteúdos ofensivos ou ilícitos, oferecendo maior proteção aos direitos dos usuários”, diz a especialista.

No entanto, de acordo com Luiza, há o risco de que, para evitar a responsabilização, as plataformas passem a adotar uma postura mais conservadora, removendo conteúdos variados de forma preventiva, sem uma análise detalhada sobre sua legalidade ou impacto, o que pode trazer discussões sobre o direito de liberdade de expressão.

“Além disso, para as big techs, a inconstitucionalidade do dispositivo implicaria a necessidade de investimentos maiores em tecnologias avançadas de moderação de conteúdo, para identificação e remoção rápida de materiais potencialmente ilícitos.”

Segundo Bianca Mollicone, advogada especialista em Proteção de Dados e Compliance, o julgamento pelo STF sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet é um tema sensível e complexo. Resolver essa questão no âmbito da Suprema Corte traz um risco, em decorrência da natureza eminentemente legislativa e política do tema.

“As plataformas digitais são hoje a principal infraestrutura que dá acesso à esfera pública. Há limites para uma decisão judicial no que diz respeito à criação de regras amplas para a internet. Esse papel cabe ao Congresso, que deve estabelecer normas gerais, considerando as implicações técnicas, econômicas e sociais”, afirma.

Para a advogada, o debate sobre o artigo 19 reflete tensões globais sobre liberdade de expressão, censura e responsabilidade das plataformas, e exige ponderações sobre equilíbrio entre direitos fundamentais. “Há uma imensa expectativa na resolução do tema pelo Judiciário, frente à inércia ou à polarização no Legislativo”.

“É necessário haver regulação legal para garantia da transparência, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo quanto a atos das plataformas que tratem de restrição da liberdade de expressão, redução de alcance ou sinalização de conteúdos e contas, bem como cancelamentos de contas dos usuários, mas tais questões deveriam ser tratadas pelo nosso legislativo”.

Por outro lado, conforme a especialista, apoiadas no artigo 19 do MCI, as plataformas muitas vezes não retiram conteúdos claramente abusivos, perfis falsos e outras violações claras aos direitos dos usuários. “É necessária uma adequação, que obviamente resguarde a liberdade de expressão, mas o ideal era que a iniciativa viesse do legislativo”.

Como está o julgamento

O ministro Dias Toffoli começou a votar, mas ainda não o concluiu, o que poderá ocorrer na próxima quarta-feira (4). Segundo Toffoli, “o que impulsiona as redes sociais são as matérias de violência, ódio e falsidades”. Segundo ele, o Marco Civil da Internet foi uma conquista democrática da sociedade.

“Mas, dez anos depois, é necessário atualizar o regime de responsabilidade dos provedores para se adequar ao modelo atual de internet, que privilegia o impulsionamento de conteúdos com inverdades, estímulo ao ódio e situações ilícitas. Infelizmente, isso é o que dá mais impulsionamento e, em consequência, dinheiro”, afirmou.

A atualização, segundo o ministro, é necessária em razão das transformações sociais, culturais, econômicas e políticas provocadas pelas novas tecnologias de uso da internet, dos novos modelos de negócios desenvolvidos a partir delas e dos potenciais impactos negativos sobre as vidas das pessoas e dos estados democráticos.

“A automação e a algoritimização dos ambientes digitais trazem riscos a direitos como o da liberdade de expressão, da igualdade e da dignidade da pessoa humana, ao princípio democrático, ao estado democrático de direito e à segurança e à ordem públicas”, disse.

Imunidade

Toffoli considera que o artigo 19 do Marco Civil da Internet dá imunidade às empresas, pois apenas se descumprirem ordem judicial de retirada de conteúdo é que poderão ser responsabilizadas civilmente. Segundo ele, esse formato é ineficaz, pois, com o estímulo a conteúdos de violência, ódio e falsidades, a demora na retirada pode causar graves prejuízos às pessoas afetadas.

Uma das ações discute se esse artigo é constitucional ou não. O texto da lei exige que uma ordem judicial específica seja emitida antes que sites, provedores de internet e aplicativos de redes sociais sejam responsabilizados por conteúdos prejudiciais publicados por outras pessoas.

Na outra ação, os ministros vão analisar a responsabilidade de provedores de aplicativos ou de ferramentas de internet pelo conteúdo gerado pelos usuários e a possibilidade de remoção de conteúdos que possam ofender direitos de personalidade, incitar o ódio ou difundir notícias fraudulentas a partir de notificação extrajudicial.

8 de Janeiro

Entre as sustentações, o ministro do STF Alexandre de Moraes pediu a palavra e disse que as plataformas “dificultam e ignoram” quando há um pedido para retirar do ar um perfil falso.

“Não tenho redes sociais, e eu tenho 20 perfis e tenho que ficar correndo atrás. É tão óbvio para plataforma que o perfil não é meu, porque só me criticam nesses perfis. Essa questão é muito importante. Não há boa vontade das plataformas em retirar [os perfis do ar]”, disse Moraes.

Moraes disse também que os atos ocorridos no dia 8 de janeiro de 2023 demonstraram a “total falência do sistema de autorregulação de todas as redes e todas as big techs”.

“É faticamente, não é teoria, doutrina, é faticamente impossível defender, após o 8 de Janeiro, que o sistema de autorregulação funciona. Falência total e absoluta, instrumentalização e parte lamentavelmente de conivência. Falência, porque tudo foi organizado pelas redes, com grande parte pelas redes. No dia, a Praça dos Três Poderes invadida, as pessoas fazendo vídeo mostrando nas redes sociais, chamando mais gente para destruir, e as redes sociais não retiraram nada poque ‘like’ é sistema de negócio”, disse o ministro.

R7

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Rio Grande do Sul e Minas Gerais recebem novo sistema de alerta contra desastres extremos


Foto: Divulgação/Anatel


Moradores do Rio Grande do Sul receberam no sábado (30) uma demonstração do novo sistema de alertas da Defesa Civil Nacional para Desastres Extremos.

A mensagem no celular é de emergência. A Defesa Civil avisa que há um evento extremo, como a chegada de enchentes, deslizamentos de terra ou risco de rompimento de barragens.

"Demonstração do novo sistema de alerta de emergência do Rio Grande do Sul. Mais informações, consulte o site Defesa Civil Alerta", relata Ivanete Ferreira, dona de casa.

Não precisa de cadastro e também não importa se o celular estiver no silencioso ou sem créditos. Quem estiver nas localidades sob risco vai sentir o celular vibrar, junto ao bipe de 10 segundos e a mensagem que se sobrepõe ao que estiver na tela.

"Como todas as pessoas estão sempre no celular, é muito importante que ninguém vai ficar sem saber da novidade, desse alerta", diz João Batista Gomes Dias, modelista.

No sábado (30), quem estava em 36 municípios gaúchos recebeu as mensagens do teste. A ferramenta foi criada em parceria da Defesa Civil Nacional com a Agência Nacional de Telecomunicações.

No domingo (1º), quem estivava em Belo Horizonte (Minas Gerais) recebeu uma demonstração do alerta no celular.

Um projeto piloto do novo sistema passou por testes em agosto, em 11 cidades das regiões Sul e Sudeste, com aprovação de 87% dos moradores. A previsão é que a ferramenta comece a funcionar pra valer até o fim deste ano nas regiões Sul e Sudeste. E a expectativa é que chegue até o fim de 2025 para o restante do país.

É um recurso que pode ajudar comunidades inteiras.

Morreram 183 pessoas nas enchentes de proporções históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em maio.

A Leila perdeu tudo o que tinha em casa, em Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre. A amiga, que morava ao lado, não conseguiu se salvar.

O conteúdo dos alertas é de responsabilidade das defesas civis estaduais e municipais.

Aqueles alertas já conhecidos da Defesa Civil, como os que chegam via mensagem de texto, continuam valendo. O que muda é que esse se torna um último aviso de que uma situação extrema vai acontecer. Basta estar nas áreas de risco que a mensagem chega no celular.

G1

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