quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Alerj aprova projeto que prevê reclassificação em concursos com questões anuladas pela justiça



Foto: Octacílio Barbosa


As bancas organizadoras de concursos públicos serão obrigadas a atribuírem para todos os candidatos a pontuação referente a questões anuladas por decisões judiciais, com trânsito em julgado, em ações individuais ou coletivas. A determinação é do Projeto de Lei 3.996/24, de autoria dos deputados Luiz Paulo (PSD), Marcelo Dino (União), Márcio Gualberto (PL), Martha Rocha (PDT) e Rodrigo Amorim (União) que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta terça-feira (03/09), em discussão única. A medida segue para o governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la

O presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar (União), confirmou que vai realizar, nesta quinta-feira (05/09), uma reunião com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, para estudar as formas de viabilizar a nomeação dos concursados de 2014 da Polícia Militar do Estado do Rio (PMERJ).

"Quero chamar atenção para a maneira ordeira, carinhosa e respeitosa que vocês [concursados] têm conduzido isso conosco. Somos a Casa do Povo, estamos aqui para representar vocês e conseguimos com as mãos dadas chegar a um resultado melhor", declarou Bacellar, dirigindo-se aos candidatos que encheram as galerias do plenário da Alerj e acompanharam a votação do PL.

O projeto foi proposto em decorrência das demandas do grupo, que quer a anulação de três questões de história do certame. Ao todo, 444 pessoas entraram na Justiça pela anulação dessas questões e 44 já conseguiram decisão favorável. De acordo com o texto, a partir da nova pontuação pelas anulações das questões, a banca deverá produzir a reclassificação dos candidatos.

“O conjunto dos candidatos nos apresentou uma proposta de um projeto de lei e o que procuramos fazer foi dar organicidade a essa proposta para que ela fosse válida para qualquer concurso e não somente para este, porque uma lei tem que ter o caráter genérico”, comentou o deputado Luiz Paulo (PSD).

Uma comitiva do Parlamento Fluminense, inclusive, esteve em Brasília para dar celeridade a uma ação sobre o tema, o que ajudou com que o ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Alves, emitisse uma sentença favorável aos concursados.

“Esse projeto é fruto desse grande debate trazido à Casa. Nós já conseguimos, no STJ uma vitória, com a presença do procurador geral da Alerj, Robson Maciel, que está nos acompanhando nesta luta. A partir da nossa ida lá, o Ministro Benedito Alves entendeu que não assistia razão ao TJRJ na questão da decadência. Então, mandou retornar o processo para que a Justiça fluminense se pronuncie sobre o tema”, explicou a deputada Martha Rocha, presidente da Comissão de Servidores Públicos da Alerj. A parlamentar esteve em Brasília com o procurador da Alerj e o deputado Luiz Paulo.

Outras determinações do projeto

Segundo a proposta, o candidato que de boa-fé já tenha sido nomeado para o cargo público e que, em virtude de reclassificação ocorrida em consequência da anulação de questões por decisão judicial com trânsito em julgado, passe a figurar fora do número de vagas previsto no edital, deverá ser mantido em seu cargo.

No projeto fica claro que a nova classificação produz direitos aos candidatos a partir da decisão judicial, não retroagindo para qualquer efeito na carreira.

“Há déficit operacional por incompetência de gestão em todas as polícias do Estado do Rio de Janeiro. Uma única canetada pode resolver boa parcela disso, chamando os homens que estão aqui para integrarem as forças de segurança”, disse o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Alerj, deputado Rodrigo Amorim (União), que destacou a articulação da presidência da Casa para aprovação da medida.

O texto também prevê que o candidato que, após a reclassificação, passar a figurar dentro do número de vagas previsto no edital vai adquirir direito subjetivo a prosseguir com as demais etapas do concurso, ou, em caso de nota final, direito subjetivo à nomeação.

"Os senhores são fundamentais para que a Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro dê certo. Sem vocês, sem Segurança Pública, o Estado literalmente para, a economia para, e nós não queremos isso. Existe um déficit enorme e vocês estão preparadíssimos, maduros para ingressarem nos quadros da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e colaborarem diretamente para a defesa da sociedade", disse o deputado Márcio Gualberto (PL).

Candidatos comemoram

Uma das concursadas que acompanhou a votação em plenário foi Renata Lamego, de 37 anos. "Ser policial é meu sonho de menina porque meu pai e meu avô foram policiais militares. Eu estou muito emocionado porque são 10 anos de luta", comemorou Renata. "A Alerj foi muito importante, os deputados se empenharam muito por que a gente não sabia mais a quem recorrer", completou.

Alisson Nascimento, de 40 anos, também acompanhou a votação. Ele se disse ansioso para que a medida seja sancionada pelo governador e entre em vigor como lei.

"Para gente é muito importante que ele se torne lei porque garante a isonomia nos concursos públicos. É muito ruim ter sido reprovado por irregularidades que já foram comprovadas pelo Judiciário e, 10 anos depois, ainda estar de fora porque alguns ganham na Justiça e outros não", disse.

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Concurso Correios: inscrições terminam dia 8. Salários de até R$ 6,8 mil


Juarez Rodrigues/EM/D.A Press


As inscrições para o novo Concurso dos Correios para as áreas de Medicina e Segurança no Trabalho encerram no próximo dia 8 de setembro. Interessados podem se candidatar pelo site do Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades), que é a banca organizadora deste processo seletivo.

O concurso vai preencher 33 vagas com salários de até R$ 6,8 mil. As oportunidades são para cargos da área de medicina e segurança do trabalho, e se dividem entre as seguintes especialidades:

Técnico de segurança do trabalho júnior (nível médio) – salário inicial: R$ 3.672,84

Enfermeiro do trabalho júnior (nível superior) – salário inicial: R$ 6.583,54

Engenheiro de segurança do trabalho júnior (nível superior) – salário inicial: R$ 6.872,48

Médico do trabalho júnior (nível superior) – salário inicial: R$ 6.872,48

Além do salário, a empresa oferece plano de cargos e outros benefícios, incluindo a possibilidade de adesão a plano de previdência complementar e plano de saúde. 

Formação de cadastro de reserva para os Correios 

O concurso, que também terá formação de cadastro reserva, vai destinar 10% das vagas para pessoas com deficiência (PCD) e 20% para pessoas que se declararem negras (pretas ou pardas). A seleção terá as seguintes fases: 

provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, para todos os cargos; 

O valor da taxa de inscrição é R$ 70. Doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde e inscritos no CadÚnico podem solicitar isenção da taxa. 

Durante a inscrição, os candidatos também poderão selecionar, entre as opções disponíveis no edital, a localidade onde desejam trabalhar. As provas também serão realizadas na cidade da vaga escolhida.

A aplicação das avaliações está prevista para 13 de outubro, e a divulgação do resultado final, para o dia 20 de novembro. A expectativa é que as primeiras contratações ocorram ainda neste ano.

Conforme o órgão, o certame terá validade de um ano, a partir da data de sua homologação, e pode ser prorrogado uma única vez pelo mesmo período.

Jornal Contábil

 





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Fornecer dados biométricos preocupa 60% dos brasileiros, diz pesquisa

Pixabay


Pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (cgi.br) mostra que subiu a proporção de empresas brasileiras que mantêm armazenados dados biométricos de seus funcionários ou clientes, como impressões digitais e reconhecimento facial. A proporção aumentou de 24%, em 2021, para 30%, em 2023. Segundo o levantamento, cresceu também a quantidade de empresas que mantêm dados de saúde de funcionários ou clientes, 24% para 26%, no período de 2021 a 2023. A mesma pesquisa aponta que 60% dos brasileiros ficam preocupados em fornecer dados biométricos.

Os resultados, lançados nesta segunda-feira (2) pelo CGI, estão na 2ª edição da pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, produzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), que entrevistou, em 2023, indivíduos, empresas e organizações públicas.

O levantamento identificou também o avanço na proporção de organizações que realizaram alterações em contratos vigentes para adequação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD): entre 2021 e 2023, houve crescimento de 24% para 31%, nas pequenas empresas, e de 61% para 67%, nas de grande porte.

Os setores econômicos que, no mesmo período, mais implementaram mudanças nos contratos em função da LGPD foram os de construção (22% para 35%), transportes (38% para 42%), alojamento e alimentação (23% para 31%), informação e comunicação (57% para 66%), atividades profissionais (38% para 59%) e serviços (26% para 46%).

“A pesquisa mostra que houve avanços na conformidade com a LGPD entre as médias e grandes empresas, inclusive em diferentes setores econômicos, mas há espaço para uma maior presença de boas práticas de proteção de dados pessoais, principalmente entre os negócios de menor porte”, destacou o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa.
Preocupação

Segundo o levantamento, o fornecimento de dados biométricos é a maior preocupação dos usuários de internet brasileiros. De acordo com a pesquisa, 32% dos usuários com 16 anos ou mais relataram ficar “muito preocupados” e outros 28% “preocupados” diante da necessidade de fornecer esse tipo de dado – juntas, as proporções alcançam 60%.

O estudo mostra que os usuários ficam mais apreensivos em fornecer dados biométricos para instituições financeiras (37% “muito preocupados” e 36% “preocupados”), órgãos de governo (35% e 38%) e transporte público (34% e 37%).

O estudo utilizou indicadores inéditos extraídos de pesquisas realizadas pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, que entrevistou, em dezembro de 2023, 2.618 pessoas de 16 anos ou mais; 2.075 empresas com dez pessoas ocupadas ou mais, entre março e dezembro de 2023; 677 órgãos federais e estaduais e 4.265 prefeituras, entre julho de 2023 e fevereiro de 2024; 4.117 gestores de estabelecimentos de saúde brasileiros entre fevereiro e julho de 2023; 3.004 gestores escolares de agosto de 2023 e abril de 2024.

Agência Brasil

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terça-feira, 3 de setembro de 2024

Homem é preso com arma de fogo em Pádua e liberado após pagar fiança




A Seção de Comunicação Social do 36 BPM informa que na tarde deste domingo, 01/09, Policiais Militares em patrulhamento pelo bairro São Félix, em Pádua, observou acusado, 55 anos, retirando do porta malas de seu veículo uma arma de fogo. 

Guarnição abordou o mesmo, logrando êxito em apreender um revólver calibre 38 e 06 munições. A ocorrência foi apresentada na 136 DP, onde acusado foi encaminhado para o ICCE de Itaperuna para exames, sendo constatada embriaguez. 

Acusado foi autuado, sendo estipulada fiança para sua liberação.

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Brasil chega a 23 medalhas no total, com oito ouros, três pratas e doze bronzes


 Foto: Silvio Avila/CPB



Foi um sábado dourado para o Brasil na Paralimpíada de Paris. O brilho foi mais intenso na piscina da Arena La Defénse, onde os brasileiros conquistaram dois ouros. Agora, a delegação soma oito (de um total de 23 medalhas) e se mantém entre as primeiras do quadro geral.

Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, que já havia sido campeão dos 100m costas S2 (para atletas com grandes limitações físico-motoras) dois dias atrás, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio. Desta vez, venceu os 50m costas da mesma classe.

Gabrielzinho se tornou bicampeão da prova e, de quebra, bateu o recorde das Américas, com o tempo de 50s93. Ele ainda pode repetir o feito nos 200m costas, em que também defende o título.

O segundo ouro de ontem para o Brasil na natação veio com Carol Santiago, que venceu os 100m costas da classe S12 (para pessoas com deficiência visual). Esta é a sexta medalha da pernambucana em Jogos. Ela já tinha no currículo três ouros, uma prata e um bronze em Tóquio-2020. Com a vitória de ontem, ainda se igualou a Ádria dos Santos como a brasileira com mais títulos paralímpicos.

Carol ainda pode ultrapassar Ádria em Paris. Ela vai competir nos 50m livre S13, 200m medley S13, 100m livre S12 e 100m peito SB12, além de brigar por medalha por equipe no revezamento 4x10m livre misto – 49 pontos.

O terceiro ouro do dia saiu no atletismo, com Fernanda Yara. Ela venceu os 400m feminino T47 (deficiência nos membros superiores), prova que teve dobradinha do Brasil no pódio — Maria Clara Silva foi bronze. A venezuelana Lisbeli Marina Andrade ficou entre as duas.

O Dia

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Manbol é reconhecido como esporte no Estado do Rio de Janeiro





O manbol, esporte criado em Belém do Pará, e que está fazendo sucesso nas praias do Rio de Janeiro, foi reconhecido como modalidade esportiva estadual, através da Lei 10.484/2024, publicada em Diário Oficial na última quinta-feira (29/08).

O esporte começou como uma brincadeira, que usava o caroço da manga. O nome que batiza é a junção de “manga” com “bola”.

O esporte é jogado com duas bolas simultâneas. Para jogar, são necessárias duas bolas ovais, uma rede e duas duplas adversárias.

Cada bola vale um ponto, o objetivo é atingir o chão da quadra rival; se uma bola cair em cada quadra simultaneamente, o ponto é anulado.

Autor do projeto de lei 1733/2023, aprovado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e agora sancionado pelo governador Cláudio Castro (PL), o deputado Carlinhos BNH comemora a Lei 10.484/2024.

“O manbol é um esporte que nasceu da criatividade, pode ser jogado em qualquer lugar plano, tem tudo para se tornar cada vez mais popular”, destaca o deputado Carlinhos BNH, presidente da Comissão de Esporte e Lazer da Alerj.

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