sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Secretaria de Saúde de Itaperuna realiza palestras em bairros sobre o zika vírus



A Secretaria Municipal de Saúde tem realizado uma série de palestras em bairros e distritos sobre o zika vírus. Nesta semana, os bairros Vinhosa e São Mateus tem sido alvo das ações. As equipes da Vigilância Epidemiológica, Coordenação de Vigilância Ambiental em Saúde (CVAS), Núcleo de Informação, Comunicação e Educação em Saúde (NICES) e Estratégia de Saúde da Família (ESF) somam forças nesta empreitada.
Há algumas semanas, o Ministério da Saúde do Brasil vem alertando a população quanto ao aumento de casos de zika vírus confirmados no País. Segundo o Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, o vírus foi confirmado pela primeira vez em maio deste ano, daí em diante, os casos tem se propagado com intensa rapidez.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou que em Itaperuna existem suspeitas de casos relacionados ao zika vírus. Segundo informações da CVAS, no Bairro Vinhosa foi detectado em torno de 30 pessoas com sinais e sintomas de zika vírus.
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde solicitou maior intensificação nas ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue, da febre chikungunya e zika vírus. Na última quarta-feira, 16, os técnicos estiveram no Bairro São Mateus a fim de fortalecer o Plano de Enfrentamento contra o zika vírus em Itaperuna.
O secretário Municipal de Saúde, Marcelo Poeys, disse que no momento é preciso fortalecer e intensificar as ações. “Estamos nos mobilizando e nos empenhando ao máximo, para informar aos cidadãos e especialmente as gestantes, sobre o que está ocorrendo e como a população deve agir. Devemos nos mobilizar e fortalecer o plano de enfrentamento contra o zika vírus em Itaperuna.  Neste momento, essa iniciativa é fundamental”, comenta o secretário.
Heron Macedo, coordenador do CVAS, informou que as medidas nas área de controle e enfrentamento ao corte de transmissibilidade do vírus já estão sendo tomadas. “Houve uma reunião entre a Coordenação Geral do Estado do Rio de Janeiro envolvida nas ações estaduais, com os coordenadores regionais. Estive presente na reunião estadual de controle de vetores, onde foi considerada a atual situação da circulação da dengue, chikungunya e zika vírus no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro”, diz.
Naquela oportunidade aconteceu o lançamento da campanha “Dez minutos salvam vidas”. Os coordenadores do Estado pediram aos municípios combate em massa para o controle da doença. “Estamos realizando bloqueio nas áreas consideradas infestadas, com implementação dos recursos necessários, com o carro fumacê e as bombas costais. É preciso que a população limpe seus terrenos e tampe suas caixas d’agua. Os cuidados devem ser os mesmos tomados contra a dengue”, complementa Heron.
Orientações no Bairro São Mateus
A equipe do NICES  promoveu reunião com a presença de médico, dentista, enfermeiro, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, assistente social, gestantes  e a população em geral, na ESF  da localidade do São Mateus. Cerca de 50 pessoas participaram do encontro.
A assistente social Camila Souza V. Coelho, em sua explanação junto aos moradores, deixou claro o quanto é necessário levar ao conhecimento de todos a atual situação. “O município não está medindo esforços para reverter o quadro epidemiológico do município. Porém, medidas de mudanças de comportamento e conscientização por parte da comunidade devem ser instituídas. Sabemos que o mosquito que transmite a dengue é o mesmo que transmite o zika, então, vamos reforçar a vigilância quanto a esta prevenção”, comenta.
Gesiney Botelho, coordenador do NICES, falou sobre a responsabilidade da Secretaria em mobilizar e alertar a todos sobre a incidência do zika. “Temos a responsabilidade de ser multiplicadores da informação. Todos nós somos formadores de opinião e agentes disseminadores de informação, por isso, precisamos por em prática esta condição. Só  há uma forma para minimizarmos o impacto da doença e infestação do mosquito, nos unindo por esta causa”, reforça Gesiney.
Microcefalia
O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde emitiram notas técnicas e informes epidemiológicos confirmando a relação entre o zika vírus e a microcefalia. A Secretaria Municipal de Saúde designou que a informação seja divulgada às gestantes do município, informando-as sobre os cuidados durante a gravidez.
Saiba mais
ZIKA VÍRUS - De acordo com informações do Ministério da Saúde, o zika vírus é uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos, tais como Aedes aegypti, caracterizada por febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias.
MICROCEFALIA - A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês  nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a  32 cm.
CAUSAS DESTA CONDIÇÃO -  Essa malformação congênita pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas e agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação.
O Ministério da Saúde confirmou  que há a relação entre o vírus zika e o surto de microcefalia na região Nordeste. O Instituto Evandro Chagas, órgão do ministério em Belém (PA), encaminhou o resultado de exames realizados em um bebê, nascida no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e tecidos foi identificada a presença do vírus zika.
A partir desse achado do bebê que veio a óbito, o Ministério da Saúde considera confirmada a relação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia. Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial. As investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.
É POSSÍVEL DETECTAR A MICROCEFALIA NO PRÉ-NATAL? Apenas a ultrassonografia é suficiente. No entanto, somente o médico poderá indicar o método de imagem mais adequado.

RECOMENDAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA AS GESTANTES - O Ministério da Saúde reforça às gestantes que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde e que façam um pré-natal qualificado e todos os exames previstos nesta fase, além de relatarem aos profissionais de saúde qualquer alteração que perceberem durante a gestação. Também é importante que elas reforcem as medidas de prevenção ao mosquito Aedes aegypti, com o uso de repelentes indicados para o período de gestação, uso de roupas de manga comprida e todas as outras medidas para evitar o contato com mosquitos, além de evitar o acúmulo de água parada em casa ou no trabalho. Independente do destino ou motivo, toda grávida deve consultar o seu médico antes de viajar.

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