quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Morre no Rio o humorista Paulo Silvino, aos 78 anos

Paulo Silvino no set de Zorra Total com  Valéria (Rodrigo Sant´anna)
 e Janete (Thalita Carauta)

Ft Renato Rocha Miranda

O ator e humorista Paulo Silvino morreu na manhã desta quinta-feira, aos 78 anos, em sua residência, na Barra da Tijuca, no Rio. A informação foi divulgada em um post publicado no Facebook pelo filho do artista, João Paulo Silvino, que fez uma homenagem ao pai. "Que Deus te receba de braços abertos meu pai amado", escreveu ele.

Silvino lutava contra uma câncer no estômago há mais de um ano. No ano passado, ele chegou a ser submetido a uma cirurgia, mas a doença acabou se espalhando e a família optou por um tratamento em casa.
Em sua carreira, o humorista deu vida a personagens cômicos que ficaram famosos na TV, como o policial Fonseca e o porteiro Severino. Mas sabe-se que Silvino vinha lutando contra um câncer no estômago desde o ano passado.
Silvino começou sua carreira com atuações no rádio, mas já nos anos 1960 deu início a sua trajetória na TV. Autor de bordões populares, ele integrou diversos humorísticos da Rede Globo, como "Faça humor, não faça guerra" (1970), "Uau, a companhia" (1972), "Planeta dos Homens" (1976) e "Viva o Gordo" (1981). No mais recente "Zorra Total" (1999), o personagem Severino ganhou fama nacional com o bordão "cara e crachá". Seu primeiro papel na emissora foi em 1966, como apresentador do humorístico Canal 0.

Filho do comediante Silvério Silvino Neto, o carioca descobriu sua vocação para a arte ainda na infância. Levado pelo pai, ele cresceu nas coxias de programas de rádio e peças de teatro. "Eu nasci nisso. Com 6, 7 anos de idade, frequentava os teatros de revista nos quais o papai participava. Ele contracenava com pessoas que vieram a ser meus colegas depois, como o Costinha, a Dercy Gonçalves", contou ele ao site "Memória Globo".
“Ser comediante nasceu por acaso. Talvez seja pela minha desfaçatez, porque eu nunca tive inibição de máquina. Tenho tranquilidade com a câmera e tive vantagem em televisão por isso. O riso dos cinegrafistas é o meu termômetro”, explicou, também ao "Memória Globo".

O Globo




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