quarta-feira, 31 de maio de 2017

Brazil International Film Festival - Cenas de uma feliz cidade


Presenças ilustres marcam a cerimônia de premiação do Festival de Cinema no Teatro Municipal


Ítala Nandi, Jonas Bloch, Maria Ceiça, Tião D’Ávilla, André Di Mauro como mestre-de-cerimônias, diretores, produtores e atores nacionais e estrangeiros, além de um bom público e filmes de qualidade. Assim foi a festa de premiação do Brazil International Film Festival, que aconteceu no último sábado (27) no Teatro Municipal, dentro da Prefeitura. Dirigido por José Cláudio Silva, com direção executiva de Eliane Maciel e produção de Marcelo Cabral e Alice Maciel, da Ze’s Produções em parceria com a produtora artística Mox Music e a canadense Blue Snowman Entertainment, o festival foi um sucesso de público e crítica. O evento teve como patrocinador o Brasas English Course e contou com o apoio cultural da Prefeitura, por meio das secretarias de Cultura e de Turismo, e do jornal O Dia.

A noite de premiação foi prestigiada por muitos convidados entre eles os secretários municipais de Cultura, Marcio de Paula, de Turismo, Elias Martins, de Governo, Carlos Dias, e de Desenvolvimento Social, Carla Tricano. “Um dos projetos do prefeito Mario Tricano para a Cultura é de reviver a cidade dos festivais”, disse Marcio. Para Elias, a cidade só tem a ganhar com eventos como este, que ajudam a resgatar o título ‘Cidade dos Festivais’, que um dia já pertenceu à Teresópolis. Segundo Carlos Dias, ao reassumir a administração ano passado, Tricano definiu duas bases fundamentais para a recuperação da cidade: a cultura e o turismo, que se faz dentro da microeconomia e da atividade local, com a possibilidade de empregabilidade de curto prazo e de se alavancar grandes eventos como este”.

Os filmes foram exibidos nos dias 19, 20, 21, 25 e 26 deste mês, com duas sessões (às 15h e às 18h) e ingressos gratuitos. Entre curtas, longas, documentários e animação, mais de 600 películas de vários países foram inscritas e 65 selecionadas. Vinte categorias e cinco prêmios especiais foram agraciados, destacando o de melhor ator para o brasileiro Tião D’Ávilla, de 73 anos, que começou sua carreira na tevê (Globo) como o “Carneirinho” da novela“Estúpido Cupido”. Tião protagonizou o divertidíssimo curta-metragem “A Hora”,de Leandro Corinto, com produção de Marcelo Ferrarini. Outro destaque foi o filme canadense “Stolen Path” (Caminho Roubado), que levou o prêmio de “melhor filme”. A seguir, os premiados.

Prêmios mais que merecidos
A primeira categoria, “Melhor Filme de Estudante”, foi vencida por “Noturno”, de Eduardo Mattos. Em seguida, “Melhor Animação”: o americano “Stars”, de Han Zhang. O prêmio de “Melhor Série para TV e Internet foi entregue pela atriz Ítala Nandi ao brasileiro “O Quarto ao Lado”, de Rafael Calomeni. O prêmio de“Melhor Roteiro de Curta-Metragem” foi para o australiano “The Veil”, de Michael Griffin; e o de “Melhor Roteiro de Longa-Metragem” para o brasileiro“Broken Wings”, de Robert Snijdes. O “Melhor Documentário” foi para o americano“Yemanjá — Wisdom from the African Heart of Brazil”, de Donna Roberts.

Outro filme brasileiro que fez sucesso foi “32 Dentes”, de Alexandre Sivolella, que ganhou o prêmio de “Melhor Curta em Português”, entregue por Gardênia Cavalcanti. O “Melhor Ator foi Tião D’Ávilla, de “A Hora”, de Leandro Corinto. Tião, Corinto e o produtor Marcelo Ferrarini vibraram muito com o prêmio.“Fazer cinema no Brasil é um luxo! Mas, com todas as dificuldades, eu amo meu trabalho!”, desabafou Tião, muito aplaudido.

O prêmio especial “Estrela Azul de Melhor Curta-Metragem” foi para o armênio “The Road”, de Alexander Baghdasaryan. O “Melhor Curta-Metragem” foi “The Guilt List”, da República Tcheca, dirigido por Tereza Hirsch, que agradeceu em um inglês cheio de sotaque. Outro prêmio “Estrela Azul”, de “Melhor Longa-Metragem”, foi para o filme policial americano “One Buck”, de Fabien Dufils, recebido pelos produtores das mãos do ator Jonas Bloch. O curioso é que este foi o primeiro filme de Fabien, o que promete ser uma carreira vitoriosa.

 O mesmo se pode dizer do canadense “Stolen Path”, de Goldie Smitlener, escolhido como o “Melhor Longa-Metragem”. O filme conta a comovente história de amor da aristocrata Victoria com o camponês Matthew, na Croácia de 1910. Segundo o diretor do festival, José Cláudio Silva, esse foi “o grande vencedor da noite”.

A“Melhor Atriz” do festival foi a bela Laryssa Dias por “A Margem de Nós Mesmos”, de Luiza de Andrade (presente), que, segundo Laryssa, “aborda a plurissexualidade de uma maneira sutil e delicada”. A “Melhor Trilha Sonora”foi para “The Big Swim”, de Kat Green. E a “Melhor Edição” para “Dreams of Ice”(Sonhos de Gelo), do americano Jack Davi, sobre a Seleção Brasileira de Ice Hockey, que esteve presente com quatro jogadores uniformizados e uma lenda do esporte, o teresopolitano Alexandre Capelle, ex-craque e atual Presidente da Confederação Brasileira de Ice Hockey.

O prêmio de “Melhor Roteiro Original” foi para Jeremy Rigby, de “An Afterlife”,dirigido por Ryan Ned Butler. A “Melhor Fotografia” (ou “Cinematografia”, como chamou o diretor do festival) foi para Artur Gubin, por “The Guilt List”. E o“Melhor Diretor” — outro grande prêmio da noite — foi para John Banovich, do excelente “Stolen Path”.

Em seguida, foram dados alguns “Prêmios Especiais do Júri”. O primeiro foi para“The Gift of The Magpie”, de Anita George. O segundo para David Kolb, por “32 Dentes”; e o terceiro para Ana Carolina Resende, de “Por Uma Escola dos Sonhos”. O quarto prêmio especial foi para Hank Isaac, de “Lilac”; e o quinto para “Oportunity (Avsar)”, de Mohit Goswami, cujo produtor, o indiano Mannu Setia, estava presente. Sobre o sucesso do festival e a qualidade dos filmes, Eliane Maciel, em seu discurso, resumiu o espírito do evento: “Quem faz o que gosta sempre é mais feliz”.




Texto: Ascom
Fotos: Johnatan Duque

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