Um avanço liderado por uma pesquisadora brasileira pode representar uma mudança histórica no tratamento de lesões da medula espinhal. À frente do projeto está a neurocientista Tatiana Coelho de Sampaio, professora e pesquisadora vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que coordena estudos voltados à regeneração de conexões nervosas em pacientes com paraplegia.
A iniciativa combina biotecnologia, engenharia de tecidos e neurociência para enfrentar um dos maiores desafios da medicina moderna: reverter danos considerados, por décadas, irreversíveis. O foco do estudo é uma molécula sintética desenvolvida em laboratório, criada para estimular o crescimento e a reconexão de neurônios lesionados.
Segundo a equipe envolvida na pesquisa, a substância atua como uma espécie de “ponte biológica”, formando um ambiente favorável para que as fibras nervosas voltem a se comunicar após o trauma. Em testes experimentais, os resultados apontaram recuperação parcial de movimentos em modelos analisados, abrindo caminho para estudos clínicos mais amplos.
Lesões medulares afetam milhares de pessoas todos os anos no Brasil, principalmente em decorrência de acidentes de trânsito, quedas e episódios de violência. Dependendo da gravidade e da região atingida, o comprometimento pode resultar em perda total ou parcial dos movimentos e da sensibilidade abaixo da área lesionada.
Especialistas ressaltam que, embora promissor, o tratamento ainda passa por etapas rigorosas de avaliação científica. Ensaios clínicos controlados são essenciais para comprovar a segurança e a eficácia da terapia em humanos antes que qualquer aplicação em larga escala seja considerada.
Para pacientes e familiares, a perspectiva de recuperar movimentos representa mais do que um avanço médico: simboliza autonomia, qualidade de vida e novas possibilidades de reinserção social. Enquanto os estudos avançam, a pesquisa brasileira reforça o papel do país na produção de ciência de ponta e no desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios globais da saúde.
C/ BBC NEWS
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