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| Foto: Redes Sociais |
O comandante Felipe Marques Monteiro, piloto da Polícia Civil do Rio de Janeiro que sobreviveu milagrosamente a um tiro de fuzil na cabeça em março de 2025, enfrenta agora um dos momentos mais críticos de sua longa jornada de recuperação. Internado em uma unidade particular na Zona Sul do Rio, o policial teve seu quadro de saúde agravado por uma infecção severa após complicações de cirurgias recentes.
De acordo com atualizações compartilhadas por sua esposa, Keidna Marques, o estado de Felipe é considerado grave. O policial, que já havia passado por uma cranioplastia em abril para a colocação de uma prótese, precisou retornar ao centro cirúrgico no início de maio para a retirada de um hematoma. No entanto, novos focos de sangramento foram identificados, exigindo o uso de drenos e medicações fortes para estabilizar a pressão arterial.
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| Foto: Redes sociais |
O agravamento da infecção
“A infecção no corpo se agravou e ele está sendo tratado com mais antibióticos. É um momento muito difícil de lidar. Seguimos em oração”, desabafou Keidna em suas redes sociais. Segundo a família, Felipe tem reagido aos estímulos dentro da gravidade do caso, e uma equipe multidisciplinar, incluindo fisioterapeutas, mantém o suporte intensivo na tentativa de reverter o quadro infeccioso.
Relembre o caso
O crime ocorreu no dia 20 de março de 2025, durante uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) na Vila Aliança, Zona Oeste do Rio. Felipe atuava como copiloto de um helicóptero que sobrevoava a região quando a aeronave foi alvejada por criminosos.
Um projétil de fuzil atravessou o para-brisa e atingiu a testa do agente. O impacto foi tão devastador que o policial perdeu cerca de 40% da calota craniana. Na época, médicos afirmaram que o fato de a bala ter batido na janela antes de atingi-lo e a trajetória do disparo evitaram a morte imediata.
Uma recuperação de altos e baixos
Desde o episódio, a trajetória de Felipe tem sido marcada pela resiliência. Após nove meses de internação inicial, ele chegou a receber alta em dezembro de 2025 para seguir com a reabilitação. Entretanto, o retorno frequente ao ambiente hospitalar tornou-se necessário devido a infecções recorrentes e à complexidade dos procedimentos de reconstrução craniana.
Até o momento, as investigações sobre o ataque à aeronave resultaram na prisão de um suspeito, mas outros envolvidos no atentado continuam foragidos. Enquanto a polícia busca pelos responsáveis, a batalha de Felipe permanece concentrada no leito de UTI, sob o apoio de familiares e colegas de farda que acompanham cada pequeno avanço em sua saúde.
C/ G1
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