O esporte brasileiro está em luto. Oscar Daniel Bezerra Schmidt, o eterno "Mão Santa", morreu na tarde desta sexta-feira, 17 de abril, aos 68 anos. O ex-jogador, considerado o maior nome da história do basquete no país, faleceu em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, após sofrer um mal-estar. Oscar enfrentava, desde 2011, uma longa e pública batalha contra um tumor no cérebro.
A notícia foi confirmada por familiares e pela assessoria do atleta. Segundo nota oficial, o ídolo partiu deixando um "legado que transcende o esporte e inspira gerações". Em respeito ao desejo do ex-atleta, a despedida será realizada de forma reservada, restrita a amigos próximos e familiares.
Carreira de recordes e patriotismo
Nascido em Natal (RN), Oscar Schmidt tornou-se sinônimo de precisão e dedicação. Ele detém o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, marca estabelecida ao longo de cinco edições (1980 a 1996). Ao todo, em sua carreira de quase três décadas, o ala anotou impressionantes 49.737 pontos.
Um de seus momentos mais emblemáticos foi a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987. Naquela ocasião, o Brasil derrotou a poderosa seleção dos Estados Unidos dentro de casa, uma vitória histórica liderada pelos arremessos certeiros de Oscar.
Sua lealdade à Seleção Brasileira também o marcou: o "Mão Santa" recusou diversas propostas para jogar na NBA em uma época em que atletas da liga americana não podiam defender suas seleções nacionais. "Não me arrependo de nada. O Pan-Americano foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida", afirmou em entrevistas recentes.
Luta pela vida
Nos últimos 15 anos, Oscar demonstrou a mesma resiliência das quadras fora delas. Diagnosticado com câncer cerebral em 2011, passou por cirurgias e sessões de quimioterapia. Em 2022, chegou a anunciar que interromperia o tratamento, afirmando que já havia "vencido sua batalha" e que desejava focar na família e em sua carreira como palestrante motivacional.
Oscar Schmidt deixa a esposa, Cristina, e dois filhos, Felipe e Stephanie, além de uma legião de fãs que viram nele não apenas um mestre do arremesso, mas um exemplo de amor à camisa verde e amarela.
C/ G1
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