segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Rio em 2014: Escolas da rede estadual ampliam contratação de professores

Rio de Janeiro convoca novos docentes e investe na melhoria da infraestrutura dos colégios


O ano letivo de 2014 vai começar com mais docentes em sala de aula. De 2007 até hoje, 57 mil professores foram convocados em concursos públicos. Por dia, isto representa uma média de 20 novos profissionais sendo contratados pelo Estado.

A valorização do docente integra a nova política educacional adotada a partir de 2007. O salário do magistério estadual fluminense está entre os maiores do país. A hora/aula é de R$ 16,90, quase o dobro da nacional (R$ 9,70). Um professor, por 30 horas semanais de trabalho, recebe R$ 2.028, mais o auxílio-transporte e alimentação.

Além disso, o vencimento-base da categoria no estado sofreu aumento real de 40,42%. Para professores em início de carreira – menos de três anos de rede – o impacto do reajuste mais auxílio-alimentação foi de 25,28% em 2013.

O Estado tem incentivado ainda a educação continuada, fornecendo auxílio-formação para que os profissionais da rede continuem estudando. A Secretaria de Educação, em parceria com o Consórcio Cederj (Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro), paga o curso, além de oferecer uma bolsa no valor de R$ 300.

Todas as escolas estaduais também já contam com o Currículo Mínimo – o que garante a oferta dos mesmos conteúdos básicos para toda a rede – e mais de 200 mil estudantes frequentaram o reforço escolar. O aumento de recursos direcionados para a Educação teve impacto direto no desempenho dos alunos: em 2009, a rede estadual do Rio, que ocupava a 26ª posição no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do MEC), passou para a 15ª posição em 2012. O número de estudantes que estão fora da série correta para a idade também caiu de 61%, em 2010, para 43% até o fim do ano passado.

Em sete anos, o Governo do Estado também investiu em infraestrutura escolar cerca de R$ 700 milhões em obras, ou seja, o equivalente a R$ 100 milhões por ano.

Antes de 2007, este número não passava dos R$ 20 milhões anuais. Trinta e uma escolas foram entregues em 2013, e outras 14, novas ou totalmente remodeladas, oferecerão mais vagas e oportunidades para a população fluminense este ano.


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sábado, 11 de janeiro de 2014

Loja de roupas pega fogo em São Fidélis

A suspeita é que o ar-condicionado tenha entrado em curto-circuito.
Os proprietários ainda não avaliaram o prejuízo.


Uma loja de roupas no Centro de São Fidélis, no Norte Fluminense, pegou fogo na manhã deste sábado (11). O Corpo de Bombeiros acredita que um aparelho de ar-condicionado tenha entrado em curto-circuito.
Comerciantes teriam visto a fumaça no telhado da loja e pedido ajuda. As chamas foram logo controladas pelos Bombeiros. Os proprietários ainda não avaliaram o prejuízo.

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Rede pública recebe primeiro lote de vacina contra o HPV

Ministério da Saúde pretende imunizar 5 milhões de meninas de 11 a 13 anos na campanha nacional de vacinação deste ano


O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira que recebeu o primeiro lote de vacina contra o papiloma vírus (HPV), com 4 milhões de doses. Ao todo, a pasta pretende comprar 15 milhões de doses neste ano e distribuí-las a 5 milhões de meninas de 11 a 13 anos de idade (cada uma deve receber três doses) na campanha nacional de vacinação, que começa em março.

O anúncio foi feito durante o evento que oficializou o início de uma parceria que prevê a transferência de tecnologia da vacina contra o HPV do laboratório Merck Sharp & Dohme (MSD), atual produtor das doses, para o Instituto Butantan. De acordo com o Ministério, a vacina, usada na prevenção de câncer de colo do útero, também imunizará meninas de 9 a 10 anos a partir do próximo ano.
A vacina que será oferecida pelo Ministério da Saúde protege contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18), sendo que dois deles, o 16 e o 18, são responsáveis por 70% de todos os episódios de câncer de colo do útero. O HPV é responsável por 95% dos casos dessa doença, que é o terceiro tumor mais prevalente entre as mulheres (15.000 novos casos são previstos no Brasil em 2014), atrás do de mama (57.000) e do colorretal (17.000).

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

AÇÕES INTEGRADAS DA AGRICULTURA FORTALECEM PRODUÇÃO ORGÂNICA NO NOROESTE

União de técnicos e agricultores, parcerias e capacitação do Rio Rural favorecem adoção de práticas agroecológicas

Cerca de 200 agricultores familiares do Noroeste Fluminense estão em processo de transição do modo produtivo convencional para o agroecológico. Destes, 84 vão obter a certificação de produtores orgânicos, junto ao Ministério da Agricultura, através do sistema OCS (Organização de Controle Social). A certificação, sem custos para o agricultor, é resultado das ações desenvolvidas pela Rede de Pesquisa, Inovações, Tecnologias e Serviços Sustentáveis em Microbacias Hidrográficas, criada pela Secretaria de Agricultura, através de trabalho conjunto do Rio Rural, Pesagro-Rio, Emater-Rio, Embrapa, Sebrae-RJ e outros parceiros.

A expectativa dos técnicos que integram a Rede de Pesquisa é que a certificação seja emitida ainda nos primeiros meses de 2014. O objetivo é expandir o número de agricultores certificados como orgânicos no Noroeste do estado, que hoje é de apenas cinco produtores. Um grupo de trabalho específico para resolver os gargalos nesta cadeia produtiva foi formado em abril de 2013, e os resultados já estão aparecendo.

Os agricultores se reuniram com os técnicos das instituições parceiras, apontaram as principais demandas e buscaram soluções, construindo um Plano de Desenvolvimento da Cadeia de Orgânicos. O plano é a base para as ações da rede, como o curso de formação em Agroecologia, que está sendo ministrado em etapas, para suprir a demanda de acesso a informação sobre práticas sustentáveis de manejo e assistência técnica. Ao longo de um ano, serão realizadas dez oficinas sobre vida do solo, destacando a importância do manejo agroecológico, e práticas de compostagem, caldas e biofertilizantes. Duas oficinas já aconteceram e reuniram, em média, 100 agricultores.

Nilo Roque Vieira Silva, agricultor de São José de Ubá, foi um dos participantes.

- Precisamos de instrução e apoio para produzir melhor e ficar no campo - disse.

Produtor de olerícolas, Nilo praticou a agricultura convencional até o ano de 2006, quando ele e a família foram gravemente intoxicados com o uso de produtos fitossanitários no cultivo da couve.

- Fiquei famoso por isso, saiu em todos os jornais. Foi um susto, eu vi que era preciso mudar. O começo foi difícil, não tínhamos informação. Mas valeu a pena, agora minha família está saudável e estamos felizes - afirmou.

Nilo já produz olerícolas pelo projeto PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável), do Sebrae. Há seis anos, protegeu a nascente da propriedade com recursos próprios. Agora está na expectativa da implantação de uma estufa para produção de mudas e cultivo das hortaliças, através de subprojeto do Rio Rural.

União fortalece o grupo

Nas reuniões promovidas pela Rede de Pesquisa, a união dos agricultores se sobressai durante a troca de experiências. Nas oficinas de compostagem, é comum ver os agricultores oferecendo aos demais o material utilizado para o manejo dos orgânicos em suas propriedades (palhas, cascas, farelos, etc).

- Estou muito feliz com essa iniciativa, é muito bom saber que não estamos sozinhos - disse Joselmo Lourenço, agricultor da microbacia Marimbondo, em Italva.

Joselmo já é certificado como produtor orgânico, conhece as dificuldades e vê um caminho promissor para a atividade.

- Antes, era tudo muito difícil. Agora temos apoio, não podemos desanimar. Vamos trabalhar juntos, fortalecer a agricultura orgânica e conquistar espaço no mercado - projeta o agricultor.
 

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INVESTIMENTOS DO PROGRAMA RIO RURAL AUMENTAM RENDA E PROTEÇÃO AMBIENTAL

Acesso a tecnologias muda a vida do agricultor familiar

O acesso às novas tecnologias e à informação sobre boas práticas no campo está fortalecendo cada vez mais a agricultura familiar fluminense. Os incentivos do Programa Rio Rural, adequados às vocações e demandas locais, contribuem para o aumento da renda do produtor rural e o fortalecimento das cadeias produtivas. Apenas em 2013, R$ 4,2 milhões foram investidos pelo programa, a fundo não reembolsável, para adoção de projetos sustentáveis nas propriedades rurais. No total, o Rio Rural alcançou neste ano a marca de R$ 23 milhões em incentivos diretos à agricultura sustentável.

O secretário de Agricultura, Christino Áureo, destaca que os investimentos vão muito além dos incentivos. Em infraestrutura e saneamento rural, o Rio Rural desembolsou R$ 23,8 milhões em 2013, melhorando as condições de vida da população no campo. Com esses recursos, o Rio Rural adquiriu mais de cinco mil kits de saneamento, para implantação nas pequenas propriedades rurais.

Segundo Christino, o Rio Rural está entrando numa fase que contempla a adoção de novas práticas sustentáveis.

- O número de agricultores participantes do programa é cada vez maior e tende a crescer ainda mais, com a inclusão de novas microbacias em 2014 - afirmou.

Acesso a tecnologia

Apenas no Noroeste Fluminense, foram implantados 726 novos projetos, com investimentos de R$ 1,5 milhão. Além destes, 80 projetos grupais estão aprovados para a região.

- Estamos galgando outros níveis de desenvolvimento, formando estruturas maiores, com apoio às cadeias e fortalecimento dos grupos produtivos. Unidos, os produtores têm maior poder de barganha na compra dos insumos, maior volume de produção e melhor preço de venda - esclarece José Antônio Lopes Zampier, supervisor regional da Emater-Rio no Noroeste.

No Noroeste, serão entregues 26 microtratores, através de subprojetos grupais. Cada equipamento custa em torno de R$ 20 mil e o grupo adquire a carreta com recursos próprios, como contrapartida. Só em Porciúncula, serão cinco desses equipamentos.

- Hoje em dia, tecnologia é tudo. No tempo do meu avô tinha mão de obra sobrando, agora não temos mais. O microtrator transporta insumos para a plantação e carrega o café colhido. Uma facilidade que, sozinhos, não poderíamos ter - afirma Enio Marteline Telles, produtor de café da microbacia São Mamede. Antes, ele e os produtores vizinhos alugavam uma caminhonete para transportar a produção.

Qualidade de vida

O produtor Orlando da Silva Pereira, de 61 anos, acordava antes das cinco horas da manhã para fazer a ordenha manual de 15 vacas, e só terminava por volta das sete e meia. A rotina dele mudou com a aquisição de ordenhadeiras mecânicas, com recursos do Rio Rural.

- Ganhei mais uma hora de sono, de manhã, e outra hora de descanso na ordenha da tarde. Faço menos esforço físico, tenho mais energia para cuidar das vacas e organizar o sítio - disse, satisfeito.

Orlando mora na microbacia Córrego do São João Batista, em Bom Jesus do Itabapoana, e há 25 anos trabalha com pecuária leiteira. Na primeira fase de execução do Rio Rural, ele e outros cinco produtores vizinhos foram beneficiados por um projeto grupal para aquisição de tanque de resfriamento.

- Antes éramos dependentes de cooperativa, agora temos liberdade para escolher quem paga o melhor preço. A partir do tanque, passamos a ganhar 20% a mais no preço do leite, devido ao aumento de qualidade do produto e ao poder de barganha - afirma Welton Oliveira, 68 anos, produtor que também integra o grupo.

O rol de práticas do Rio Rural complementa os processos iniciados com o GEF. Em Bom Jesus do Itabapoana, um conjunto de ações integradas garante o suporte à cadeia do leite, principal atividade do município. Os produtores necessitavam o acesso a técnicas de manejo e equipamentos que aumentam a qualidade do leite, alternativas para suprir a mão de obra escassa, organização do grupo e apoio à comercialização.

- Estas demandas foram apontadas no DRP (Diagnóstico Rural Participativo) e a implantação de subprojetos, aliados à assistência técnica, estão dando ótimos resultados - diz Aerton Teixeira, técnico da Emater-Rio, executor do Rio Rural no Córrego São João Batista.
 
Ascom da Secretaria de Agricultura

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APAS CRIADAS EM NATIVIDADE E PORCIÚNCULA FORMAM CORREDOR DE BIODIVERSIDADE

Unidades de conservação foram constituídas a partir de demandas identificadas por comitês gestores de microbacias
Municípios vizinhos no Noroeste Fluminense, Natividade e Porciúncula criaram áreas de preservação ambiental (APAs) que, juntas, formam um corredor ecológico para as espécies da flora e da fauna típicas da Mata Atlântica. As duas unidades de conservação, consideradas como uma conquista para o meio ambiente na região, têm sua origem no trabalho de organização comunitária e sensibilização desenvolvido pelo Programa Rio Rural, da secretaria estadual de Agricultura.

O processo se iniciou durante a elaboração do Diagnóstico Rural Participativo, documento que aponta os problemas e potencialidades das comunidades rurais e que é utilizado para o planejamento de práticas sustentáveis. Os membros do Comitê Gestor da Microbacia (Cogem) e os técnicos executores do Rio Rural identificaram a existência de áreas com alto percentual de preservação nas microbacias hidrográficas dos dois municípios e apoiaram a criação das áreas de proteção ambiental.

O secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo, avalia que a metodologia utilizada pelo Rio Rural vem aproximando o produtor fluminense das questões ambientais.

- Antigamente, a atividade agrícola era vista como antagônica à preservação do ambiente. Hoje, cada vez mais, produtores e suas famílias assumem a dianteira no processo de proteção ambiental e uso sustentável dos recursos naturais. Essa mudança é fruto do trabalho de sensibilização desenvolvido junto às comunidades das microbacias hidrográficas atendidas pelo programa - afirmou Áureo.

Em Natividade, uma microbacia inteira foi transformada em APA. Com área total de 4.301,70 hectares, dos quais 637 hectares constituem área de floresta nativa, a APA Municipal Preguiça de Coleira (inicialmente denominada APA Microbacia Capanema Marambaia), foi criada oficialmente em julho de 2012. O agricultor José Braz foi um dos moradores a favor da implantação da unidade de conservação.

- A gente vai vivendo e aprendendo a respeitar a natureza. Dá para plantar, usar solo e água sem destruir o ambiente - declara o produtor.

Subsecretária Municipal de Meio Ambiente, Maria Inês Tederiche Micichelli destaca o peso da mobilização comunitária para a criação da unidade.

- A conscientização ambiental promovida pelo Rio Rural ao demonstrar a importância da adoção de práticas sustentáveis nas propriedades rurais, tanto para qualidade de vida do agricultor quanto para o meio ambiente, foi essencial para o envolvimento da comunidade - destacou.

A região possui 44 remanescentes de Mata Atlântica, 70 hectares de áreas de nascentes, dois ribeirões (Capanema e Marambaia), pequenos córregos e várzeas. Ali foram descobertas três espécies ameaçadas de extinção: a preguiça de coleira, o sagui-da-serra-escuro, e a ave choquinha chumbo.

A expectativa agora é a implantação do Plano de Manejo e formação do Conselho Gestor, que será composto por membros da sociedade civil e órgãos públicos. A prefeitura conta com o apoio da secretaria estadual do Ambiente (SEA).

- Apresentamos um Projeto na Câmara Estadual de Compensação Ambiental (CECA) para obtenção de Recursos do FUNBIO para a APA e tivemos aprovação unânime, dada a importância deste bioma para a região - esclarece Maria Inês. O recurso aprovado foi de R$ 368 mil, que serão usados na realização de estudos e pesquisas para elaboração do plano de manejo e aquisição de bens.

Corredor ecológico intermunicipal

Vizinha à APA Preguiça de Coleira, está a APA da Perdição, em Porciúncula. Criada em 2013, abrange a microbacia da Perdição e parte urbana do município. Com total de 6.141 hectares em área de Mata Atlântica, a região é habitat de inúmeras espécies da flora e fauna ameaçadas de extinção, além de ter grande beleza natural, com formações geográficas rochosas e de montanhas.

A APA é composta por 25% de florestas, com seus 38 remanescentes florestais.

- Nosso objetivo é estudar a área, criar o plano de manejo e ordenar o território, de forma a compatibilizar as atividades urbanas, rurais e de preservação ambienta - afirma Flávio Gonçalves de Souza, secretário de Meio Ambiente de Porciúncula.

Flávio participou ativamente da criação da APA em Natividade, uma vez que era, na época, o técnico executor do Rio Rural na microbacia Capanema Marambaia, e usou a experiência na implantação da APA Perdição.

- Acredito que através da criação de várias unidades de conservação na região, poderemos reverter o processo de degradação que o Noroeste sofreu ao longo dos anos, formando corredores florestais ecológicos que, como peças de pequenos mosaicos unidos, possibilitarão o fluxo natural dos seres vivos, diminuindo os problemas decorrentes do isolamento dessas manchas florestais - finaliza Flávio. 

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Lei autoriza governo doar veículos da PM para policiais militares

As velhas patrulhas serão distribuídas entre a tropa por sorteio.

O governo estadual já está autorizado a doar os veículos que tenham integrado a frota da Polícia Militar a PMs. De acordo com a Lei 6.658, publicada no dia 27 de dezembro, no Diário Oficial do Poder Executivo, são 812 carros e 325 motocicletas que poderão ser descaracterizados e repassados aos militares.
De autoria do Executivo e com substitutivo da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a lei considera a licitação para aquisição de novos veículos e prevê que as velhas patrulhas serão distribuídas entre a tropa por sorteio. O Poder Executivo ainda terá de regulamentar a lei através de decreto.
O Poder Executivo ainda terá de regulamentar a lei através de decreto (Reprodução)

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